Finalmente, o cansaço nos alcançou.
Durante o retorno para o hotel na noite anterior, notamos que os pensamentos estavam lentos e os reflexos a estímulos simples estavam pouco responsivos. Era essencial dormir, em quantidade e qualidade.
A agenda do terceiro dia tinha uma brecha. Embora fosse muito interessante, não havíamos comprado ingressos para o museu Arts et Merits, justamente por uma falha da bilheteria online, que indicava comprar no dia lá mesmo. Era isso.
Simplesmente desligamos os alarmes dos celulares e dormimos até depois de acordar. E isso praticamente significou meio-dia.
Almoçamos no quarto do hotel, lanches comprados no mercado vizinho, e era hora de retomar a viagem.
Ópera Garnier
A Ópera Garnier, também chamada Palácio Garnier, fica na educativa estação Garnier da linha 8 do metrô. Sim, a mesma que nos traz do hotel.
Sua construção levou 15 anos, sendo financiada por Napoleão III. Aqui meu primeiro choque pessoal. Costumo ser um crítico mordaz das autocracias (declaradas ou disfarçadas), mas temos que reconhecer o acerto desta decisão. Mesmo a escolha de um arquiteto então desconhecido geraria polêmica em um ambiente mais democrático. As despesas devem ter sido astronômicas, dada a qualidade dos materiais e ornamentos que encontramos nesse lugar. Mas é melhor mostrar um pouco:
O tour é auto-guiado por um audio guide excelente, mas alguns pontos poderiam ser mais bem aproveitados. Apenas os grupos com guia autorizados tinham acesso à plateia, por exemplo. Outro ponto, até compreensível, é que ao longo do dia e ainda no horário previsto de visitas, as partes iniciais foram sendo gradativamente fechadas à visitação, dado que havia um espetáculo naquela noite. O problema é que não havia qualquer aviso disso. Então algumas fotos deixaram de ser feitas.
Galeries Lafayette
Bem... Não era exatamente meu passeio, né? Mas quem mandou casar com estilista...
Em princípio, era um grande shopping center de 7 andares de itens de luxo. Por itens, entenda-se roupas, acessórios, sapatos, perfumes e que tais.
Como curiosidade, o formato do shopping não é nada parecido com os nossos por aqui. Parecem mais stands de feiras, como em uma Bienal do Livro, onde pode-se ter até alguma dificuldade de saber onde acaba uma loja e onde começa a próxima. Algumas delas são realmente pequenas, não passando de 20m2. Outras maiores, com mais opções repetidas. Destaque para joias de 30k euros, ou sapatos de 700 ou mais.
O rooftop tem lá seu valor. Temos uma vista bonita da cidade, e da Torre Eiffel ao longe.
Jantar
Luciana achou uma tal Passage Brody. Não me perguntem como. Mas o fato é que a rua seria uma via para pedestres com comércio e restaurantes indianos. O local não está tão bem assim do ponto de vista econômico: algumas lojas não existem mais, e sobraram apenas dois restaurantes.
Acontece que um deles (Le Trésor du Kashmir) era simplesmente excelente. Atendimento divertido, totalmente cuidadoso com nossas preferências. Notamos que é um restaurante para a comunidade indiana local, e o fato de turistas estarem por lá gerou sorrisos genuínos em toda a equipe.
Comemos muito mais do que o bom senso recomenda.
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