sexta-feira, 17 de julho de 2026

Paris 1 - Dia 6 - Compras

Afinal, compras né?

Compras

Vamos a uma breve explicação. Quem viaja, faz compras. É inevitável. O ponto é comprar dois tipos de produtos: o que você só acha no local e o que você até acha no Brasil, mas por valores insanos. Pelo menos foi o que tentamos fazer. A organização deste dia foi muito, mas muito MESMO, um trabalho de casal. 

Curiosamente, o primeiro passo foi meu. Ao bater uma pesquisa de onde comprar roupas em Paris, caí neste link. A Kilo Shop é exatamente o que diz o nome: uma loja de roupas por quilo. Trata-se de uma rede de brechós, com mais de 20 unidades pela Europa, 8 das quais em Paris. E brechó vai ter o que tiver. Significa garimpar. O modelo de negócio é genial: 

Luciana incendiou a imaginação ao ver o site. E uso seu dedo de ouro para escolher coisas (inclusive marido) e optou uma uma das unidades, apenas porque o endereço tinha dois números colados. "A loja tem duas portas, deve ser maior". Não apenas era maior, mas o entorno foi cirúrgico: simplesmente era a rua dos brechós

Não vou dar todos os detalhes das compras, mas ali pelas 14h30 eu simplesmente fiz um bate-e-volta no hotel. Foram 90min gastos para parar de carregar sacolas e esvaziar a mochila...

Les Halles

Uma caminhada interessante pelo centrão nos levou ao Les Halles. É preciso dizer que não sei explicar direito do que se trata, mesmo depois de ir. Por um lado, é a coisa mais parecida com nossos shopping centers por lá. Há variedade de lojas, praça de alimentação e conexão fácil com transporte público. Por outro lado, pode-se encontrar outros "Les Halles". Então fica um pouco como nome próprio, um pouco como substantivo comum. Talvez seja uma metonímia do tipo marca pelo produto. Sim, vocês leram essa...

Por lá, finalizamos as compras e jantamos num tal "Twilsons". Segue link. Foram uns bowls interessantes, com bebida e sobremesa inclusos. Gostamos pacas. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Paris 1 - Dia 5 - Versailles (interno)

Amigo leitor, não há como visitar Versailles em apenas um dia. Não tentem. Não finjam que tentaram. Separem dois dias, acreditem (ou não) na previsão do tempo e sejam felizes.

Versailles é monumental. Mesmo se separando em duas dias, variadas partes do palácio ficam fechadas à visitação, tamanho seria o custo de manutenção. Como de costume, foi uma geracional, mas podemos destacar a importância de Luís XIV. Prefiro dizer que Versailles tinha o tamanho necessário para acomodar o ego de Luís XIV.

O local continuou como palácio real até a Revolução Francesa, e teria sido palco da apócrifa frase "Eles que comam brioche". De todo modo, foi saqueado nessa oportunidade, e mesmo Napoleão Bonaparte, mais ocupado com assuntos externos do que internos, deu pouca (ou nenhuma atenção) ao local. 

Apenas em 1837, já sob o governo de Luís Felipe, Versailles ganha nova atenção e inicia-se a fase atual em que o local se torna um museu dedicado às glórias da França. E creiam: não foram poucas. 

Nesta primeira visita, optamos pela parte interna. Mas claro, tem-se que chegar nele antes. O trajeto era novamente possível com apenas uma mudança de linha, mas era mais sábio cortar caminho pela linha 6 verde, para pegarmos logo a linha RER-C o mais rápido possível. Uma vez nele, bastava achar o ramal correto, e muito bem identificado, que levava a Versailles, na estação Versailles Château. O trem, diga-se, é aquela coisa sólida e brutal, com dois andares e uma inércia que parece não ter fim ao entrar pela plataforma. Ele eventualmente para, se concordar em levar um pouco mais de passageiros. Uma vez na estação final, não é preciso fazer nada: apenas siga o fluxo e chega-se lá em breve caminhada.

A vista na entrada é essa:

foto: Versailles, visão externa

A entrada é lenta devido à muito necessária verificação de segurança. Atravessa-se um outro pátio, e entramos pelo lado direito. Daí vem uma sucessão de salas mais ou menos nesse nível:


fotos: Versailles, sei lá onde, interno.

Nosso ingresso, claro, não era qualquer coisa. Tínhamos acesso aos apartamentos privados do rei:

foto: Versailles, cômodos do rei

Para assimilar cada detalhe da decoração, cada peça, cada quadro exposto vai o dia todo sim. Os detalhes da decoração foram restaurados e são mantidos com muita técnica e dedicação. A arte já valeria o passeio por si só. A mobília não é original (o saque foi realmente severo durante a Revolução), mas conta com peças da época e réplicas de extrema qualidade.

Na prática, não tem onde comer. Há um café e um restaurante na parte externa. Mas são abusivamente caros. 

É apaixonante, obrigatório, necessário e muito cansativo do ponto de vista físico. E fica o aviso. Muita atenção se quiser fazer o passeio interno: uma vez que se passa aos jardins, o retorno não é permitido. Mas falaremos disso em outro episódio já que, claro, tinha que acontecer um incidente sobre isso...

Jantar

O jantar, na verdade, foi um equívoco. Decidimos por outra iguaria francesa: raclette. Trata-se uma tábua de frios com composição levemente variada entre as alternativa, acompanhada de uma pequena panela individual na qual o cliente prepara seus queijos derretidos como melhor lhe convier. 

Se pensamos que queijos e frios europeus, somados à uma personalização extrema da receita seria uma coisa divertida, na prática ficamos totalmente perdidos com o que realmente fazer na hora. Embora equipamentos e ingredientes tenham sido prontamente entregues, faltou aquela orientação para novatos que claramente éramos e nunca tentamos fingir não sermos. 

Não foi ruim, mas acabou sendo o famoso "nada de mais".

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Paris 1 - Dia 4 - Ilha de Notredame e Les Catacombs

Nem tão bem assim do ponto de vista físico, partimos para mais uma jornada de passeios. Desta vez, iríamos à obrigatória Ilha de Notredame, com três passeios previstos, e um rolê mais a sudoeste da cidade depois. Então, sem mais enrolação, vamos logo ao que interessa. 

Saint Chapelle

Com dois pavimentos separados e sua coleção absurda de vitrais, Saint Chapelle pode passar despercebida aos olhos do viajante mal informado. Seria um grave erro negligenciar esse passeio.

Trata-se de uma igreja real, reservada por séculos para o uso exclusivo de monarcas. Encomendada por Luís IX, ficou pronta em apenas 7 anos, o que faria inveja até para o metrô de São Paulo. Para a consagração, rei comprou nada menos que a Coroa de Cristo junto ao Imperador Baduíno II, de Constantinopla. Como se vê, quando um malando e um otário se encontram, sai negócio... 

A nave é muito alta, complicando bastante uma boa visão da metade superior dos vitrais. Mas fiz meu melhor:

foto: Sainte Chapelle

Conciegerie

Sendo totalmente honesto, este foi um passeio realmente dispensável. 

A Conciegerie foi um prédio com diversos usos em sua história. Foi a prisão onde ficou Maria Antonieta. Foi parte de palácio real, onde se realizaram festas história e assinados tratados importantes. Foi palácio administrativo. Foi palácio de justiça. 

Hoje, porém, restam apenas as paredes. Sequer boas réplicas da mobília estão em exibição. A visita é guiada por um tablet com capacidades de realidade aumentada, que refaz na tela uma reprodução do ambiente em suas variadas fases. No fim, é o equivalente a pouco mais que um documentário de TV. 

Almoço

O almoço foi um lanche rápido em um estabelecimento de um italiano divertidíssimo. Um panino enganou bem fome e seguimos.

Notre-dame de Paris

O incêndio que assolou a Catedral de Notredame em 2019 deixou marcar profundas. O olhar distraído pode achar que ela foi reaberta e apenas aplaudir o esforço de recuperação. Não me entendam mal: foi um trabalho admirável, e pode enganar os olhos menos atentos. E eu não critico isso, em absoluto.

Mas deixou marcas sim. Os afrescos não foram restaurados ainda. Muitos quadros se perderam. Esculturas. Detalhes. Para mim, acabou sendo um passeio triste. Ainda assim, consegui algumas ótimas fotos, dentro do possível.

foto: Notre-Dame de Paris

Os tesouros, pelo menos ficaram bem preservados. De algum modo, não foram atingidos pelo incêndio. Ainda assim, observa-se que a restauração real está em andamento e não parece ter prazo para ser concluída. Desejo-lhes sorte.

Les Catacombs

Originalmente, eram uma mina de pedras para construção, mas no final do século XVIII, a área foi reorganizada como um gigantesco ossuário. Algo entre 5 e 7 milhões de ossadas foram lenta e trabalhosamente movidas para lá. Em 1850, as primeiras visitas foram autorizadas, inicialmente apenas para familiares. Logo o local atraiu a atenção do público em geral, e começaram as visitas mais turísticas. E lá fomos. 

Não sem perrengue. O maps indicou um caminho, simplesmente, errado. Algumas estações de metrô estavam fechadas sem muita explicação. E com isso acabamos usando um Uber. Que é exatamente igual ao daqui, dispensando qualquer descrição.

O local fica muito abaixo da superfície, com uma longa escada para descer antes mesmo do passeio começar. A caminhada é longa e a pesada mochila que eu portava não ajudou nada. Aos poucos, entra-se no clima sombrio e interessante do local. 

foto: Les Catacombs 

Jantar

A uma certa caminhada, encontramos o divino La Baraka. Com forte influência marroquina, a ideia por si só já era interessante. O atendimento conseguiu tornar tudo ainda melhor. Comida saborosíssima, muito bem servida, sempre com ótima orientação dos garçons, que chegaram a trocar nossas sobremesas por opções que eles entendiam ser melhores (e mais baratas !) do que nossas escolhas. 


sábado, 20 de junho de 2026

Paris 1 - Dia 3 - Opera Garnier e Galeries Lafayette


Finalmente, o cansaço nos alcançou. 

Durante o retorno para o hotel na noite anterior, notamos que os pensamentos estavam lentos e os reflexos a estímulos simples estavam pouco responsivos. Era essencial dormir, em quantidade e qualidade.

A agenda do terceiro dia tinha uma brecha. Embora fosse muito interessante, não havíamos comprado ingressos para o museu Arts et Merits, justamente por uma falha da bilheteria online, que indicava comprar no dia lá mesmo. Era isso.

Simplesmente desligamos os alarmes dos celulares e dormimos até depois de acordar. E isso praticamente significou meio-dia. 

Almoçamos no quarto do hotel, lanches comprados no mercado vizinho, e era hora de retomar a viagem.

Ópera Garnier

A Ópera Garnier, também chamada Palácio Garnier, fica na educativa estação Garnier da linha 8 do metrô. Sim, a mesma que nos traz do hotel. 

Sua construção levou 15 anos, sendo financiada por Napoleão III. Aqui meu primeiro choque pessoal. Costumo ser um crítico mordaz das autocracias (declaradas ou disfarçadas), mas temos que reconhecer o acerto desta decisão. Mesmo a escolha de um arquiteto então desconhecido geraria polêmica em um ambiente mais democrático. As despesas devem ter sido astronômicas, dada a qualidade dos materiais e ornamentos que encontramos nesse lugar. Mas é melhor mostrar um pouco:

foto: Opera Garnier, escadas de acesso


foto: Opera Garnier, teto da sala

foto: Opera Garnier, grande salão

O tour é auto-guiado por um audio guide excelente, mas alguns pontos poderiam ser mais bem aproveitados. Apenas os grupos com guia autorizados tinham acesso à plateia, por exemplo. Outro ponto, até compreensível, é que ao longo do dia e ainda no horário previsto de visitas, as partes iniciais foram sendo gradativamente fechadas à visitação, dado que havia um espetáculo naquela noite. O problema é que não havia qualquer aviso disso. Então algumas fotos deixaram de ser feitas. 

Galeries Lafayette

Bem... Não era exatamente meu passeio, né? Mas quem mandou casar com estilista...

Em princípio, era um grande shopping center de 7 andares de itens de luxo. Por itens, entenda-se roupas, acessórios, sapatos, perfumes e que tais. 

Como curiosidade, o formato do shopping não é nada parecido com os nossos por aqui. Parecem mais stands de feiras, como em uma Bienal do Livro, onde pode-se ter até alguma dificuldade de saber onde acaba uma loja e onde começa a próxima. Algumas delas são realmente pequenas, não passando de 20m2. Outras maiores, com mais opções repetidas. Destaque para joias de 30k euros, ou sapatos de 700 ou mais. 

O rooftop tem lá seu valor. Temos uma vista bonita da cidade, e da Torre Eiffel ao longe. 

Jantar

Luciana achou uma tal Passage Brody. Não me perguntem como. Mas o fato é que a rua seria uma via para pedestres com comércio e restaurantes indianos. O local não está tão bem assim do ponto de vista econômico: algumas lojas não existem mais, e sobraram apenas dois restaurantes. 

Acontece que um deles (Le Trésor du Kashmir) era simplesmente excelente. Atendimento divertido, totalmente cuidadoso com nossas preferências. Notamos que é um restaurante para a comunidade indiana local, e o fato de turistas estarem por lá gerou sorrisos genuínos em toda a equipe. 

Comemos muito mais do que o bom senso recomenda.


sexta-feira, 12 de junho de 2026

Paris 1 - Dia 2 - L´Orangerie e D´Orsay

Dormimos mal novamente, amigo leitor. A empolgação era maior que a sensatez e com isso o sono não vinha. Mas a necessidade de acordar cedo também não ia embora pura e simplesmente. Então foi isso: acordamos cedo, café no quarto com itens comprados do supermercado a uma quadra de distância e bora turistar.

Novamente se fez importante a compra antecipada de ingressos. Logo ao chegarmos, novamente pela linha 1 (amarela) - estação Tulleries, notamos a existência de uma fila considerável para compra de ingressos. A esta altura, era possível cravar: ninguém fica de fora sem ingresso antecipado, mas perde-se tempo preciso.

L´Orangerie

O nome da estrutura se origina em um tipo de estufa, construída no século XIX para proteger as laranjeiras do Jardins das Tulleries durante o inverno. Após o incêndio do Palácio das Tullerias em 1870, acabou tendo sua finalidade alterada. E daí, Monet pôs seu talento a serviço da humanidade, uma vez mais.

O museu tem como atração principal suas duas salas no andar superior, onde 8 enormes trabalhos de Monet ocupam a totalidade das quatro paredes. Embora interessante, a atração acaba se perdendo pela quantidade de pessoas visitando simultaneamente. Não demando ser o visitante exclusivo, em minha humilde opinião, seria uma experiência melhor se menos pessoas tivessem um tempo controlado para aproveitarem cada sala. 


foto: Monet no l´Orangerie

Já o andar inferior apresenta uma coleção mais diversa, incluindo Renoir, Matisse e Picasso entre outros gigantes. 

foto: Renoir no l´Orangerie

Jardim das Tulleries

Tecnicamente, o L´Oragenrie fica dentro do Jardins da Tulleries. Passeamos um pouco por ele para comer alguma coisa e nos dirigirmos ao próximo museu. 

Não me entendam mal: é um jardim muito bonito, organizado e decorado. Bom para passear o fazer esportes (muita gente correndo por lá, mesmo em horário de almoço), ou apenas fazer um almoço rápido antes de voltar ao trabalho. 

D´Orsay

A uma distância pé fica o D´Orsay. Originalmente usada como uma estação ferroviária, o local chegou a ser apontado como alvo de demolição nos anos 70. Felizmente, essa ideia foi descartada e surgiu esse excelente museu no lugar. Nosso ingresso ainda incluía uma exposição adicional de trabalhos variados de Renoir. Porque não existe "muito Renoir".

O museu é um espaço enorme, que acaba sendo o 6o museu mais visitado no mundo, com perto de 3 milhões de visitantes anuais (dados de 2022). E não tem nada de injusto nisso, como se vê nas fotos a seguir:

fotoCavalier no d´Orsay

foto: Bazille no d´Orsay

Conclusão

Gostei mais do d´Orsay. Pensando em retrospectiva, vale um dia inteiro lá, e não apenas uma tarde alongada. Mas isso não diminui o valor dos outros passeios, em absoluto.

Jantar

A escolha da Luciana era experimentarmos o tal alligot, no Ambassade d´Auvergne. Segue link
Depois de um atendimento inicial um pouco atrapalhado, a experiência se mostrou excelente. Nosso garçon era sujeito leve e divertido, e estava fazendo o melhor para atender sozinho uma área claramente desenhada para dois trabalhadores.

foto: alligot no Ambassade d´Auvergne

O tal alligot é, em suma, um purê de batata com queijo. Naquele ponto perfeito: cremoso, puxando um pouco, mas ainda macio. Adorável.




terça-feira, 2 de junho de 2026

Paris - Dia 1 - Louvre parte 1

Sim, parte 1. Basicamente, é impossível ver o Louvre em um só dia. Falaremos mais disso no dia 10...

O Louvre já teve diversas utilidades. Foi base militar (parte da estrutura dos muros ainda foi preservada e faz parte da visita) por séculos. Foi palácio real por outros tantos séculos. É um museu desde 1793, embora já tivesse atividades artísticas desde meados do século XVII. 

Em termos de área, o Louvre tem mais de 210 mil metros quadrados de área, dos quais "apenas" 72 mil são visitáveis. São três alas, com andares variando do -2 ao +2, dependendo do setor visitado. É tão grande que pode ser acessado por duas estações diferentes do metrô, ambas levando seu nome (Palais Royal - Musee du Louvre e Louvre Rivoli), ambas na linha 1 (amarela) do metrô.

O Louvre recebe mais de 9 milhões de visitantes por ano, o que dá uma média de 25 mil visitantes por dia. É o museu mais visitado do mundo, por larga margem. 

Mais detalhes aqui.

A curadoria procura agrupar o acervo, catalogando por local e data. De modo muito simplório, podemos dividir o conteúdo em pintura, esculta e história. Claro que é uma divisão totalmente artificial da parte deste blogueiro, mas ajuda a ter uma ideia do que temos por lá. Ainda assim, são dezenas, literalmente, de salas dedicadas à exibição do acervo. 

O acervo

Bem... tem isso:


E isso:

E isso:


Foram mais de 300 fotos. Não vou seguir nessa linha.

O passeio

Quanto ao passeio, compre sim o ingresso antes para evitar uma fila. Chegue cedo, saia tarde, com preferência pela 4a e 6a feiras, quando ele fica aberto 3h a mais (até 21h). Sugiro fortemente usar a entrada do Carrousel du Luvre. Essencialmente, é um shopping metido a besta, com uma entrada coberta, climatizada e com menores filas. 

O Louvre, na prática, não tem o onde comer. E isso é uma treta bastante séria para um passeio que pode durar 11 horas. Mesmo que o amigo leve seu lanche na mochila, não é permitido comer lá dentro. Pode-se sim sair e retornar, e indico deixar opções econômicas na mochila que deveria ficar (a critério do visitante) na chapelaria.

Aqui vai uma história curiosa. Ali pelas 16h, paramos no Cafe Richelieu em busca de algo para comer. Entramos... e simplesmente não fomos atendidos, pois a cozinha estava fechando. Tomamos um mero copo de água e saímos sem pagar. Não recomendo, mas notei isso como algo negativo ao longo da viagem. Falaremos mais a frente.

O Louvre tem poucos banheiros, lotados e sujos. Foi o aspecto mais negativo de todo o passeio, então preparem-se para isso também.  

Concluindo

O passeio segue sendo incrível e segue sendo obrigatório em Paris. O Louvre tem uma excelente curadoria artística e histórica, mas poderia ser melhor na parte do show. Perdoem pelo comentário, mas falta um americano nisso. 

Jantar

Aproveritamos as proximidades para um jantar francês: suflê. Pegamos antes a indicação de um restaurante chamado, wait for it..., Le Soufflé. Segue link. O local era pequeno e estava bem cheio. Mas, de algum modo, havia mesa para nós mesmo sem reserva. Interessante como um souflê, mesmo sem entrada, acompanhamento ou sobremesa, leve como só ele, nos alimentou bem.


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Paris - Dia 0 - Preparação e Viagem de Ida

Amigo leitor, os boatos sobre minha mortes eram exagerados. Confesso que perdi um tanto a alegria de bloggar, mas vou pelo menos fazer o registro da viagem mais recente, a Paris. Sim: Paris. A viagem nunca foi pensada para ser na França, mas apenas sem sua incrível capital.

Três cidades se candidataram a sediar a viagem: Paris, Las Vegas e Roma. Em uma primeira rodada de votação, Luciana removeu Roma, que esperará pacientemente a próxima oportunidade. Na segunda rodada, eu removi Las Vegas, dado o clima sócio-político-sanitário em que o Tio Sam se meteu sem qualquer ajuda externa. 

Ao iniciar o planejamento, ficou evidente que o tempo disponível, estimado em 20 dias, poderia não ser suficiente. Amigos próximos duvidaram, entendendo que seria tempo demais em uma só cidade. Eu e Luciana batemos o pé, e tínhamos razão. Por questões de custo de hospedagem humana e canina, o prazo acabou caindo para apenas 17 dias, e muita coisa boa ficou de fora. Paris 2 será no-brainer, já adianto. 

Nas pesquisas iniciais, entendemos a importância de comprar os ingressos antecipadamente. Naturalmente, fizemos todo aquele rolê de descobrir os dias em que os museus não abrem e principalmente em quais dias ficam até mais tarde. Focamos ao máximo nessa direção. Outro aspecto era o deslocamento: em dias com mais de uma atividade, era importante que ela fossem próximas. Ficou mais ou menos assim:

imagem: mapa previsto da viagem

No mapa acima, as cores representam, tanto quanto possível, o mesmo dia de atividades. O marcador roxo no canto sudeste era nossa hospedagem. Sim, era um pouco afastado e poderia ser um pouco melhor. Mas esse "anel" viário englobando os marcadores (que até onde eu entendi marca efetivamente a cidade de Paris, separando-a da região metropolitana) torna todas as hospedagens do lado de dentro sensivelmente mais caras.

Não se preocupem: afastado não é distante. Estávamos a 300m de uma estação de metrô da linha 8, e isso se mostrou um acerto espetacular ao longo da viagem. Falaremos disso mais a frente.

O fato é que fomos comprando os ingressos no último mês de preparação. Isso tornou a viagem muito engessada do ponto de vista prático. Demais até para o meu gosto, vejam bem... Mas foi necessário e correto fazer desse modo.

O Voo

LATAM 8067 GRU-CDG, sem escalas. Mas com atraso de mais de 2h.

Aconteceu alguma coisa em nosso voo antes de decolar. A tripulação informou que era um problema técnico, e de fato o avião ficou encostado em um terminal técnico por 2h com todos os passageiros dentro, enquanto um caminhão tanque estava atrelado à asa esquerda. Mas isso não explica a intensa movimentação que ouvimos no compartimento de carga durante esse intervalo. E os dois passageiros que foram retirados da aeronave pela Polícia Federal ainda durante o processo de embarque faz suspeitar de outras teorias. 

Jamais saberemos com certeza. 

Mas chegamos bem, e bem cansados, a Paris no final da manhã seguinte.