Amigo leitor, era para ser um dia pesado.
Foi.
Praça da Concórdia
Chegar foi fácil. Na verdade, era essencialmente seguir pela linha 8 do metrô até a estação Concorde, embora fosse possível ganhar alguns minutos trocando para a linha 1, que fazia um trajeto mais curto. Não valia a pena, pois sabíamos que a caminhada era longa.
A praça estava em obras, o que reduziu um pouco a visibilidade. Caminhamos pela lateral do Jardim das Tulherias, mas logo atravessamos e começamos a observar um fonte e o obelisco egípcio que lá se encontra. A última foto deste post mostra o par dele.
É um ponto bonito e rápido de ver, além de ser uma das pontas de umas das avenidas mais famosas deste sistema planetário.
Champs-Elyssé
Caminhamos ela toda. Fomos pelo lado esquerdo, cientes que havia uma parte 2. A primeira parte tem mais cara de parque do que de avenida, passando pelos Grand e Petit Palais (que claramente ficaram para a viagem Paris 2), entre outras atrações. Logo, porém, chegamos a uma parte mais comercial.
Passa-se por uma profusão de lojas de altíssima categoria, mas não deixando de lado um comércio caro, mas pelo menos acessível ao turista brasileiro. Das lojas de primeira linha, posso lembrar de Louis Vitton, uma Salomon´s, uma loja conceito da Nike, um Five Guys, uma Cartier, uma Adidas, uma Channel e uma Christian Dior que, pensando bem, talvez fosse mais de uma.
O lugar é deslumbrante. Bonito, arborizado, integrado com trânsito local, com centenas de opções de alimentação. E não me senti, em momento algum, como um invasor que não tinha o direito de estar ali.
Arco do Triunfo
Haja história. Haja cultura.
Tínhamos ingresso para subir, lógico. Então estávamos na porta do Arco do Trinfo ainda antes das 11h. Foi um pouco complexo para achar a entrada exata pois era o primeiro horário e as indicações com placas eram inexistentes. Mas deu tudo certo sim.
O arco é um monumento ao soldado francês. E como não foram poucas as guerras, sua importância acaba por ser milenar. A vista de cima também impressiona.
Campo de Marte
Depois de um almoço refinado no Five Guys, caminhamos para o Campo de Marte. E isso permite continuar vendo o urbanismo e a arquitetura da cidade. Isso nunca cansa.
O Campo de Marte em si, não impressiona tanto. É um parque quadrado, com algumas linhas de árvores, bancos e gramados. Bonito, agradável, mas não impressionante. Tanto que a passagem por ele acabou sendo curta.
Torre Eiffel
Impossível narrar. Impossível.
Mas descobri coisas que não imaginava. A concepção da Torre foi tão absurda que, desde o projeto, Gustave Eiffel a fez pensando na manutenção: cada uma das peças pode tranquilamente ser removida e substituída por outra igual em caso de necessidade. Cada uma das 18.038. Assim como os mais de 2.5 milhões de rebites.
A torre fica em um parque fechado, de acesso gratuito e controlado. Basta passar pela segurança e qualquer um pode fazer um pic-nic embaixo dela sem custos adicionais. Paga-se apenas para subir, um pouco mais se for de elevador. Sim, alguns corajosos iam a pé até o topo. Não recomendo, acho um esforço bobo frente os 7 euros de diferença.
Uma decepção aconteceu na lojinha oficial. Eu tinha certeza de que encontraria bons livros sobre a torre. Queria saber mais tanto do projeto quanto da construção em si. Temia encontrar apenas material em francês, mas seria uma decisão de segunda ordem. Infelizmente, não achei absolutamente nada. Nada.
Jantar
Aqui, mudamos os planos. Decidimos que seria o jantar oficial de 10 anos de casados (data atrasada frente a 27/09/25) e fomos à Fada Verde. Especialidade da casa: absinto.
Atendimento absurdo de bom. Nossa garçonete conseguia ao mesmo tempo ser simples, concisa nas explicações, simpática e divertida. Se tem curso para isso, tem muita gente que devia fazer. Se é talento natural dela, que se preservem esse genes.




