Sim, parte 2. Basicamente, é impossível ver o Louvre em só dois dias. Falaremos mais disso em Paris 2...
Pois é, amigo leitor. O plano era sólido: finalizar pelo menos uma passagem completa por todas as salas, mas mesmo com dois dias de horário estendido isso não foi possível. A parte de mobílias, por exemplo, não foi observada.
Neste segundo dia, pudemos revisitar as salas principais de esculturas. Também pude ter uma excelente experiência com a Monalisa, por mais de 15 minutos junto à barreira de segurança sem ser (muito) incomodado por ninguém. Enquanto os humanos tiravam fotos e vídeos, ou até breves lives do local, eu simplesmente queria estar ali aproveitando o momento. Os seguranças notaram isso e me deixaram a vontade. Tanto foi que eu saí espontaneamente: poderia ter ficado mais.
Desta feita, houve mais tempo para as pinturas, e o Louvre me ajudou a entender 3 pontos importantes no meu gosto por ela.
Em primeiro lugar, eu realmente gosto de realismo e seu filho mais bem sucedido: o hiper-realismo (que não estava lá). Fico devendo uma foto decente para isso. Mas isso vai de encontro com o que eu já sabia sobre escultura: quanto maior a precisão da obra, mais ela me atrai.
Em segundo lugar, consegui separar uma categoria geral que também me interessa: pintores holandeses e belgas.
Em terceiro lugar, eu realmente não gosto de arte sacra, particularmente a medieval. Para mim, são montanhas de crucificações e santas ceias todas iguais entre si e retratando como verdadeiras a maior mentira já contada na humanidade. Mas essa descoberta é igualmente útil: em museus de acervo genérico como o Louvre, isso me permite pular as partes que não me interessam para me dedicar ao que me interessa mais.
Sou muito grato ao Louvre por essas três epifanias no mesmo dia.
Jantar
O jantar foi em um restaurante italiano no Cartier Latin. Escolhido na ultima hora, muito bem atendidos como de costume. Creio ter comigo um risoto com mousse de chocolate de sobremesa. Vinhamos, obviamente.