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sábado, 30 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Ódio Gratuito

Carnaval.
De longe, por milhas, sem sombra de dúvida, além de qualquer discussão. E admito que é um ótimo ódio para escrever sobre no final de janeiro, não?
Não é tão gratuito assim, devo admitir. Há uma origem. Conto:
Certa vez, quando garoto, viajei com a família no carnaval. De acordo com as memórias básicas, teria sido algo entre 1978 e 1983. Reexaminando, excluí 78: foi o ano no qual meu pai teve um derrame do qual se recuperou completamente exatamente durante aquele carnaval. Mesmo 79 seria antigo demais: eu lembro que já praticava tênis no clube. Fico com 80, portanto. Não importa tanto.
Viajamos para a casa do tio Márcio, irmão mais velho do meu pai, em São José do Rio Pardo. Eram 3 horas de viagem, equivalente a uma vida inteira para uma criança inquieta. Mas chegamos na casa do meu tio sem maiores intercorrências. Ocorre que tanto minha tia quanto minha prima também haviam viajado. Havia problemas familiares nos bastidores, e eu não tinha a menor noção disso. 
Também havia problemas operacionais na fábrica da Nestlé, que era dirigida pelo meu tio. A moral da história era que ele ficou o tempo todo correndo atrás das confusões que por lá aconteciam. Ela ganhava muito bem para isso, inclusive o casarão no qual ele morava e nós estávamos hospedados ficava no terreno da empresa. Então eu não tinha nada para fazer. 
Mas entenda, amigo leitor que tem um celular, um tablet, um notebook, assina netflix e tem 120 canais na teve a cabo além da internet: você sabe ler. Então tipo isso, eu mal sabia. É... definitivamente foi em 1980, ano em que aprendi a ler. Minha irmã tinha 2 anos e meio, e requeria muita atenção de minha mãe. Então eu estava sozinho, em uma casa enorme sem absolutamente nada para fazer durante todo um final de semana de carnaval. 
A única esperança era a televisão. Na época, havia 2 canais de tv em São José do Rio Pardo: Globo e Cultura. A Globo transmitia desfile das escolas de samba e a Cultura transmitia a reprise do desfile das escolas de samba do dia anterior. Só.
Amigo leitor, foi a pior viagem da minha vida, e peguei ódio visceral por tudo remotamente relacionado ao carnaval. Odeio escolas de samba, odeio samba, odeio desfiles, odeio o fato disso ser transmitido e odeio o fato de pessoas assistirem. Por algum acaso que não sei explicar, não peguei ódio do meu tio nem da Nestlé, o que dado o meu histórico seriam passos naturais. Mas odeio São José do Rio Pardo também.

Pois bem...
Passados 36 anos dessa desgraça, amostra do inferno, tortura chinesa pós-contemporânea de fazer Torquemada corar pela falta de criatividade, tanto eu quanto o mundo mudamos. Lembro do meu tio ter uma extensa biblioteca e hoje, mesmo com uma perna quebrada, eu poderia passar 4 dias lendo. Com o corpo em bom estado, posso treinar Kung Fu. O combo dos dois daria uma incrível higiene mental. O carnaval não me afeta há anos, estou longe daquele ziriguidum repetitivo patético. Eu não deveria mais odiá-lo;
Mas o ódio nunca passou. Nunca. Apesar de eu ter uma atitude de deixar as pessoas se divertirem com coisas estúpidas pelo princípio do "pessoas felizes não enchem o saco", o carnaval continua não merecendo esse tratamento. Para mim, carnaval bom é assim:






Confesso sem remorso: torço por tempestades, por incêndios, por brigas com milhares de feridos todo ano. Em como é uma coisa feita de modo incrivelmente burro, todo ano tem alguma coisa para me alegrar. 
Mas não para aplacar o ódio. Odeio carnaval, quase no mesmo nível em que odeio o Corinthians, a camisa social e a rúcula. E é gratuito hoje em dia, pois não há mais conexão com o motivo original.
Acho que se encaixa em ódio gratuito, apesar do histórico.
Odeio.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Piada que Você Odeie

E aqui damos de cara com outro conjunto vazio: não lembro de nenhuma piada que eu odeie. Mas não se preocupe, amigo leitor: há assunto aqui sim.
Claro que existem piadas sem graça. Aos montes. Até me pergunto se não constituem maioria, a esta altura, mesmo levando em conta a questão do gosto pessoal. Mas são justamente as piadas sem graça aquelas que você ouve (lê ?) uma vez e, por não gostar, deixa para lá (deleta ?). As que ficam na cabeça são as melhores, aquelas boas o suficiente para você contar para amigos e parentes.
E isso nos traz a questão da memorização estar ligada à repetição. Algo com que temos contato uma vez (ou poucas) tem baixo registro em nossas memórias, já algo com que lidamos mais vezes tem alto registro. 
Exceto quando há forte carga emocional !
Aí a conta muda. Afinal, qualquer amigo leitor que tenha se casado deve lembrar em detalhes da festa, dos preparativos, da lua de mel... e fez isso uma única vez, certo ? Mas ora pois, mesmo os teimosos que depois de se divorciar e casar novamente, acabam tendo memórias completas e claras de cada evento. O mesmo para sua única formatura, nascimento de filhos, morte de entes queridos, show de artista que é fã.
E em nova reviravolta, temos a questão das emoções obscurecendo a razão. É perfeitamente conhecido o fenômeno de pessoas que acabam levadas pelas emoções quando elas são muito intensas. Não há do que se envergonhar, evidentemente: não somos vulcanos
Mas seguindo a linha de raciocínio aqui apresentada, se são as emoções um forte catalizador de registro de memória e são as mesmas emoções um forte filtro de interpretação dos fatos... será que podemos realmente confiar racionalmente em nossas memórias ? São elas realmente capazes de nos fornecer dados confiáveis ?
A se pensar...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Frase que Seus Pais Falem e Você Odeia

"Minha casa, minhas regras".

Ok, o sujeito estuda loucamente, faz uma faculdade complicada, trabalha como um condenado e quer ter algo na vida depois disso. Concordo. Então ele tem uma casa, tem suas coisas e seus hobbies e hábitos. Quem não? Então ele casa e tem filhos. Super comum.
Daí, o diabo do moleque começa a ficar todo cheio de opinião e tem, gasp !, opiniões bem diferentes sobre o que é bagunça, o horário certo de dormir e por aí vai. E é dessas pequenas divergências que surgem os conflitos familiares, que não por acaso se agravam quando chega a adolescência (ou aborrecência, como dizem alguns...). E o pai de família não consegue mais ter a paz e felicidade pela qual tanto lutou e que tanto merece.

Porém...
Mas...
No entanto...
Contudo...
Todavia...

O filho não pediu para nascer. Ponto. (Guarde potenciais argumentos espíritas de reencarnação para a área de ficção deste blog). E ao não pedir para nascer, não que ele tenha todos os direitos adquiridos do mundo, mas temos que convir que ele não é um robô sem vontade própria e que esses choques eram, no mínimo, previsíveis.

Daí falar para um garoto de 14 anos, em idade escolar e sem capacidade de se manter como pessoa a fatídica "minha casa, minhas regras" é de uma covardia extrema. Coloca-se uma pressão que ele não tem como sair, e acaba oprimido por regras frequentemente arbitrárias e injustificadas. 
Sim, eu passei por isso. Não me faço de vítima, pois sei que é incrivelmente comum. 
Nem por isso é correto. Jurei que, caso viesse a ter filhos, jamais faria isso.
Odeio !!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um(a) Apresentador(a) que Você Odeia

Fausto Silva.


Em ódio absoluto, há até piores, como Luciano Hulk, Silvio Santos, Regina Casé e Datena. Todos absolutamente detestáveis.
Mas o Faustão tem um fator que remete ao caso da moussaka, dias atrás. Eu acompanhei a carreira dele ainda no Perdidos na Noite, um programa realmente muito divertido. Era o mesmo conceito de programa de auditório, mas tinha... graça !
Cito uma:
Fausto olha para o relógio de pulso e manda:
- E agora vinte para meia-noite. Ou meia-noite e dez ou onze e meia. Sei lá: o programa é gravado e editado, pode ser qualquer coisa.
Ele brincava com os convidados, interagia com a platéia, contava piada engraçadas.
Esse mesmo Fausto Silva, há 20 anos na Globo, virou uma paródia dele mesmo. Insosso, repetitivo, pasteurizado, bobo mesmo. A soma da perda do positivo com o negativo hoje em exibição fez dele o cara que eu odeio.
Odeio!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Coisa que Você Odeia ter Feito em sua Vida

São tantas, mas tantas...
Claro que são essas basteiras marcantes que nos ensinam coisas relevantes. Vou narrar algumas.
  • A Festa do Carlinhos
Nem sei que fim levou o rapaz, perdemos contato. Mas fui a um aniversário dele e deixei escapar a menina mais bonita da festa por absoluta burrice aguda. Sim, eu tinha 13 anos e ainda lembro. Atrapalhou minha carreira de xavecos por anos a fio. Foi a única vez que a rainha de uma festa me deu bola. Única.
  • O Segundo Sábado de cada mês
Essa influencia meus planos até hoje. Quando jogava RPG com um grupo de amigo hoje distante, as datas que eram semanais (e às vezes duas na mesma semana) começaram a rarear. Basicamente, dois rapazes estavam namorando e as namoradas (que eram amigas) ajeitaram as agendas para melar o jogo. E os caras deixavam.
Então eu descobri um fenômeno estranho: naquele ano, nenhum feriado cairia no sábado sábado de cada mês, e propus a todos manter essa data livre para jogo, o que não atrapalhava viagens. Além desse dia, outras eventualmente poderiam ocorrer, com a concordância de todos. 
Estou seguro de que fui bem claro na explicação e todos concordaram. Mas de algum modo, "todo segundo sábado de cada mês, mais datas extras" virou "apenas no segundo sábado de cada mês, talvez".
Deixei a campanha no final daquele ano.
  • A Mochila
No Peru, em 2011, deixei uma mochila sob cuidados de uma colega de viagem quando saímos do hotel, para fazer uma última compra. A mochila, com notebook, backup de fotos, 800 obamas e passaporte foi roubada.

Claro que cometi muitos mais erros que esses. Muitos. Neste momento, estas são (4) 3 histórias simples que quis dividir com vocês. 
Cada uma delas, eu odeio !!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um video do Youtube que Você Odeia

Interessante não haver nenhum, não é?
Interessante um sujeito como eu, tido como raivoso e irritado, já estar no 3o ou 4o post de ódio sem resposta.
Muito interessante.
Temos aqui uma diferença de envolvimento e de momento em que surgiu. Enquanto música e cinema eram algo que já estavam no mundo quando eu cheguei, o youtube (e similares) veio (vieram) depois. O hábito de ver videos na internet entrou na minha vida em uma fase bem mais madura, adulta. E até pela quantidade de opções que o método automaticamente trouxe não era preciso odiar vídeo algum. Então o fato de ver um vídeo e não gostar (fato absolutamente corriqueiro, digamos, 2x por dia até) não chega a me levar ao ódio. Eu apenas nunca mais o vejo. Pronto. Se algum canal começar a me decepcionar com frequência, deixo de assinar e vou embora numa boa. Novamente, não dá tempo de formar o ódio.
Tempo...

Então eu pergunto a mim mesmo por que o mecanismo de ódio acontece com música e cinema?

Essa auto-análise apontou uma inconsistência significativa em meu modo de pensar e agir. Tempo parece ser uma variável crítica. Amigo leitor, vou pensar muito sobre isso. Mesmo. 

domingo, 24 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Bebida que Você Odeia

Ai, ai...
Foram quase 4 anos de estrada neste blog, mas é a primeira vez que enfrento um desafio potencialmente mortal para este espaço. Temo que, ao responder esta pergunta, perca audiência de tanta gente bacana que me acompanha e me lê quase diariamente aqui. Mas não posso me furtar a responder:
Odeio café.



(cri, cri, cri...)

Sobrou alguém? Tomara...
Além de não gostar do sabor e do cheiro, dá nos nervos a fixação que muita gente tem pelo tal café. É comportamento de vício mesmo, afetando humor, capacidades cognitivas e decisões tomadas. O sujeito (ou sujeita) vira um zumbi atrás desse troço. 
Isso porque ainda não mencionei as milhões de variações, as decorações, os nomes complicados, a pagação de pau para as máquinas, marcas e tabletes com supostos aditivos que mudam todo o sabor da coisa. Um saco.
Odeio !!!

sábado, 23 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Jogo de Tabuleiro que Você Odeia

Quis o destino (e o calendário) que o post sobre tabuleiro caísse em um sábado...
Novamente, são 2.
O segundo colocado é o Dixit.


Não tem lógica interna, não tem estratégia, não tem nada que faz de um jogo algo interessante. Você tem que adivinhar o que as pessoas talvez, eventualmente por estar imaginando no momento em que tiveram que escolha 1 de 5 cartas aleatórias que por acaso estavam em suas mãos no momento preciso de se jogar.
Blergh.
Ainda assim, ele fica em segundo lugar porque ainda tem qualidades: é muito bem produzido (embora algum retardado não saiba nomear as expansões tendo dado uma enorme dor de cabeça para um grande amigo), é bonito, é chamativo, foi muito bem distribuído (chegando a aparecer em prateleiras de supermercado nos USA), e tem sido usado como porta de entrada para pessoas que não jogam tabuleiro conhecer este mundo sensacional.

Mas o campeão da ruindade só podia ser ele: Carcassone:


O jogo consiste de sortear um tile (peça) e colocar na mesa encaixando-o de acordo com regras, tentando fazer pontos com isso. Na prática, você passa o jogo inteiro vendo como diabos evitar que seus adversários façam pontos na sua jogada.
Digo que é o processo mais dolorido e demorado de se tirar um par ou ímpar.

Odeio !!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Modismo que Você Odeia

São muitos aqui também. Alguns na verdade são apenas maus hábitos antigos que ganharam nova roupagem e mudaram de nome (ou ganharam um). Eram odiosos no passado e só pioraram com mais gente fazendo. Mas decidi, no final, falar de um só.

O s t e n t a r

E ainda por cima é uma palavra feia pacas.
Começa que eu odeio consumismo. Acho que muitos problemas do mundo são causados por ele. Se as pessoas comprassem aquilo que realmente vão usar, mesmo que em exagero, o excedente disso iria para quem precisa de algum modo.
Ostentar, então, é o passo seguinte. Não basta gastar dinheiro a toa para comprar uma coisa inútil e e absurdamente cara: é preciso mostrar para todo mundo que você fez isso. 


Notem que a imagem apenas comprova que não é novidade.

Entre outros modismos, apenas para citá-los, estão:
- falar mal da polícia
- desperdiçar qualquer recurso
- disseminar boatos em redes sociais

Odeio !!!


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Peça de Roupa que Você Odeia

Todas que se referem a roupa social, sem exceção. Destaque para a camisa, sobre a qual falei aqui há mais de 3 anos. Não melhorou nada desde então. Olhem isso, e perguntem em qual continente ficou o conforto.



Mas não nos esqueçamos do sapato, do terno, da sufocante gravata (cuja única finalidade é ensinar homens a trabalhar em apneia de 8 horas). 

Odeio !!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Lugar Para Onde Você Odeia Ir

Ao ler este vigésimo item, fiquei em dúvida, amigo leitor: estamos falando de um lugar no sentido físico (local, endereço...) ou no sentido de atividade (o que tem lá). E odeio ficar em dúvida.
Por si só, não consigo ter raiva de um local. Ele é neutro, impessoal: não tem culpa pelo que foi feito nele ou mesmo por existir. Então opto pela outra opção, para poder ter ódio de algo. E aí sim faz sentido.
  • Fila
Poucas coisas são mais odiosas do que ficar esperando para fazer algo que você precisa. Não estou falando de esperar 3 minutos na fila do fast food, estou falando de 45 minutos no banco ou 1h30 no cartório. 
O ódio é por dois motivos. Primeiramente porque você está ali perdendo tempo, não fazendo nada de realmente útil. Admito que o advento dos smartphones minimizou bastante isso, pois antes apenas uma fila previsível era possível de se contornar levando um livro. Ou dois. Segundamente (continuo achando que esta palavra deveria existir), essas filas existem por incompetência de que atende ou de quem contrata, por ter colocado pouca gente. 
  • Balada

Um monte de gente frívola, ouvindo música alta e ruim, em um espaço apertado e provavelmente quente para dançar, outra coisa que odeio fazer. A balada é um aglomerado de coisas detestáveis, e consegui finalmente me libertar dela em 2014: agora não vou mais mesmo. Nunca mais. 
  • Congestionamento
Em essência, é uma fila de carros, não ? Só existe porque ninguém se dá ao trabalho de resolver os gargalos de mobilidade urbana. Ou seja, tem origem na burrice humana. 
  • Calor
Na realidade, qualquer lugar quente é odioso, odiável e odiado por princípio. O frio pode ser combatido com mais agasalhos, o calor não. É possível lidar com lugares quentes, dentro de limites, em alguns cenários como praia, piscina ou ar condicionado de qualidade, sendo este último bem raro e, por assim dizer, não tem em Taboão da Serra. 

Acho que fico por aqui. Isso já está me dando asco.
Odeio !!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Livro que Você Odeia

São dois, pelo mesmo motivo: A Bíblia e o Alcorão.
Juntos, estes dois livros causaram, causam e causarão uma quantidade de mortes praticamente incalculável. Centenas de milhões, podemos dizer. 


Nunca li nada do Alcorão, mas sei que a treta começa no nome. Alguns acham a adaptação lusófona inaceitável e procuram usar algo mais próximo do original, algo como Quram. Claro que brigam, e muito, por isso. Tontos.
A Bíblia, por outro lado, eu li um tanto. Fiz escola católica por 6 anos até conseguir fugir dela para algo mais sério. É um texto horrivelmente mal escrito, com tradução ainda pior e repleta de erros. Alguém estava catalogando os erros internos dela e a lista passava dos 10mil. É um espetáculo: deve dar 10 erros por página. Ainda assim, o problema principal foi o que citei acima.
De tão presunçosos e autocráticos, este dois avatares da maldade humana são a justificativa para uma quantidade de atrocidades que faria Hitler e Stalin parecerem revendedoras da Avon. E a coisa é tão feia que ainda hoje são usados, ambos, para doutrinar as mentes de crianças em idade na qual elas não conseguem discernir fantasia de ficção e acabam acreditando nas balelas ali escritas. Perde-se um humano inteiro a cada vez que isso acontece.
Odeio !!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Personagem de Série ou Novela que Você Odeia

E chego a mais uma conclusão surpreendente neste post. Mas comecemos pelo começo.
Para começo de conversa, odeio novelas. Todas. Tudo que as envolve e tudo que elas representam. Novelas são um formato inteligente de se contar as mesmas histórias o tempo todo, 3x ou 4x por dia com roupagens diferentes. Usam uma linguagem completamente desconectada do mundo real, pregam valores falsos (do tipo "só é possível ser feliz ao se casar"), enrolam meses para contar uma história de uma semana (que já foi contada na novela anterior) e simplesmente não prendem a atenção de ninguém com QI maior que 80. 
Isto posto, não as vejo. Não as vendo, como posso odiar algum personagem específico? (O amigo leitor começa a vislumbrar a conclusão.)
Nas séries, naturalmente, temos algo similar. Não vejo as séries cômicas tradicionais. Friends me dá asco até hoje, por exemplo. Aquele monte de gente feliz, que aparentemente não precisa trabalhar para viver não me convence em nada. Não significa que eu não tenha visto e apreciado algumas: The Big Bang Theory, The Office, Seinfield, Married Whith Children... Todas ótimas. Lembro de minha irmã odiando o George Constanza, mas isso nunca me aconteceu.
Gosto de séries com muito conteúdo mental e mistérios a acompanhar, de preferência científicos. Ou seja, Sci-Fi de qualidade. Daí ter gostado de Lost (apesar do final tenebroso), Battlestar Galactica, Babylon 5, Star Trek (todas as versões), Prison Break, Firefly e mais recentemente Sens8, House of Cards e até mesmo o antigo Arquivo X. Esqueci um monte de coisas boas aqui. Um monte. E nem voltarei para corrigir.
Mesmo estas séries possuem seus antagonistas. Por vezes, inimigos. E você (como eu) torceu para eles morrerem. Malditos Canceroso, Cylons, Xindis e Klingons, Shadows, Bexter e Londo Molari, Whisperers, Widmore, Bellick... Ainda assim, eles precisam estar lá ou não tem história. Você quer eles mortos, mas não os odeia pois sabe que precisa deles.
Não é doida essa relação de ódio e dependência, um caso de quase Maria da Penha mental entre você e suas séries preferidas? Mesmo o mais odioso, maléfico e cruel inimigo tem seu charme ao entrar em cena.
Então, para se odiar mesmo algum personagem, ele precisaria ser absolutamente secundário tanto para os heróis quanto para os vilões (quando pertinente). Além disso, o personagem precisa aparecer com frequência suficiente para eu saber que ele existe. Precisa ser irritante, o que é um conceito um tanto vago. De modo simplório, seria ser algo completamente desconectado do clima da série. E precisa de fato tomar tempo de conteúdo interessante da série, e não simplesmente atrapalhar a vida dos personagens.


Tirando o exemplo óbvio do Jar-Jar Binks de Star Wars, não consegui lembrar de alguém que se encaixe nessa definição. Mas mesmo ele é personagem de filmes, não de séries ou novelas como propõe o projeto. Desta forma, no formato em que a questão foi formulada, não odeio nenhum personagem.
Esse projeto está revelando menos ódios do que eu mesmo esperava.

domingo, 17 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódeio: Um Sabor de Sorvete que Você Odeia

Odiar mesmo, tipo ódio, como em post anteriores, acho que nenhum.


Ok, admito que que eu não experimentaria essas bizarrices acima. Mas justo por isso, não tenho como odiar. Também, claro, tenho minhas preferências: tomo 10 taças de sorvete de chocolate antes da primeira de passas ao rum. Creio que o amigo leitor tenha as preferências dele de modo similar. 
Mas isso não me impede de ocasionalmente tomar um sabor menos preferido.

sábado, 16 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Banda que você Odeia

Meu maior problema, amigo leitor, é com estilos musicais. Tirando quase todas as vertentes de rock (clássico, pop, hard, metal, progressivo) e subvertentes, ouço muita trilha sonora de filmes, new age e alguma coisa de música erudita. Detesto todo o resto, com mínima tolerância a música eletrônica.
Daí ficar listando cada trio, quarteto ou quinteto que grava barulho e vende como música demoraria para sempre. Acho que eles são capazes de lançar banda ruins com velocidade maior do que sou capaz de escrever.
Vamos restringir então ao rock. Afinal, nem mesmo o rock está isento de abrigar nojeiras. Surge então uma dificuldade prática: conheço bem pouco de música e citar nomes do que eu não gosto fica difícil: grosso modo eu simplesmente não sei quem são os caras ruins do rock porque não os ouço o suficiente para saber quem são.
Com duas notáveis exceção (que não são Los Hermanos): 
J. Quest. Considero J. Quest uma banda medíocre, sem qualquer criatividade ou capacidade musical efetiva, mas que tem uns caras balançando instrumentos para meu terror.
Charlie Brown Jr. Quis o destino que a outra banda também puxasse o nome de algum desenho muito superior a ela mesma. Desta, pelo menos, estou livre. Não que eu desejasse a morte de seu líder, mas já que aconteceu vejamos o lado bom. Esses caras praticamente só gravaram músicas sobre um cara pobre e malandro pegando uma menina rica e bonita. São justamente as poucas músicas que saem desse apertado quadrado que prestam minimamente.
Ambos podiam ter ficados calados a vida toda.
Odeio !!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Coisa que Você Odeia Encontrar na Comida

Agora sim...
Antes de mais nada, não odeio passas. De fato elas são mal usadas eventualmente, mas por si só eu até gosto. Só para deixar claro.
Mas assunto não falta hoje.
  • Ricota
Já estabeleci para além de qualquer margem de debate que ricota não é queijo. Além disso, é ruim como o diabo: não tem gosto e a consistência é similar a de areia, justamente pela falta de gordura.
O problema é que tem gente que erra duas vezes: ao achar que é queijo e ao achar que é gostoso. E daí coloca essa josta em receitas. Burrice aguda. Já cheguei a ver ricota lista em Pizza 4 Queijos. Não imagino sacrilégio gastronômico maior. 
  • Berinjela e Rúcula
Já os mencionei no dia 4, mas é tão ruim que é melhor repetir. 
Quando chego na ilha de saladas vejo a placa "mix de folhas" já sei que tem treta. O babaca só misturou porque sobrou um pouco de cada, e claro que a porcaria da rúcula vai estar ali. Triste é quando sua única opção de folhas é essa que, somando rejeições, te apresenta a rúcula escondida no meio. Toca filtrar.
A berinjela dá ainda mais trabalho em opções de legumes variados. Ela não apenas se esconde, mas realmente contamina os demais com aquele sabor amargo pútrido e odioso. Melhor nem tentar.
  • Maionese
Campeã deste post. Maionese é um amontoado de calorias que parece ter saído da caixa de gordura no esgoto. Coloca-se um corantezinho para ficar mais clara e vende. Alguns tem a pachorra de desperdiçar limão nisso.
Maionese me embrulha o estômago só de ouvir falar nela. Escrever este texto está sendo um desafio. Odeio todos os cremes amarelados gordurosos, e a maionese não apenas é a pior, mas a mais frequente de entrar sorrateiramente no meu cheese-bacon ou hot dog prensado.
O pior é que os admiradores dessa porcaria acham que o mundo inteiro gosta disso e saem colocando toneladas métricas em tudo que vêem pela frente. Toca pedir o sanduíche sem maionese em cada restaurante e deixar claro, límpido e estabelecido que você não quer ela.

Odeio!!! 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Meme que Você Odeia

Na verdade, nenhum.
Vamos diferenciar as coisas, antes parecer apressado. O conceito de meme é dúbio. Algumas pessoas têm chamado uma imagem com uma frase descolada de meme. Isso não é necessariamente verdade: na minha opinião, isso se chama piada.
Um meme tem que ter mais vida do que um uso único, restrito e limitado. Tem que ser reaproveitável para se repetir. Até porque, a definição original era "uma ideia capaz de se multiplicar".
Multiplicar-se não é apenas repetir-se por 2 dias. E certamente uma piada com um time de futebol que perdeu um jogo específico não encaixa no conceito de multiplicação. A rápida sazonalidade da mesma lhe tira o posto.
Daí um meme tem que representar uma ideia, uma sacada. E acho difícil ter raiva disso. Então, para não passar totalmente em branco, odeio o ato de chamar qualquer piada de meme.
Odeio!!!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Esporte que Você Odeia

Ora, ora, que surpresa.
Vamos começar com minha definição pessoal de esporte: é uma competição individual ou coletiva, realizada em confronto direto ou múltiplo, com regras claras e não subjetivas para apontar o vencedor, na qual características de preparo físico sejam essenciais para se atingir a vitória. Deste modo, Atletismo é esporte: quem chega primeiro, salta mais alto ou arremessa mais longe, vence. Futebol é esporte: quem faz mais gols, vence. Poker não é esporte: nenhuma competição onde um cara pode participar tomando whisky é esporte.
Isso inclusive coloca na parede competições muito bonitas e tradicionais até mesmo nos Jogos Olímpicos. Na minha definição, Ginástica Olímpica (que me recuso a chamar de artística), Nado Sincronizado e Saltos Ornamentais não são esporte. Já me enrolo aqui, ao chamar a Ginástica Artística de Olímpica e depois lhe remover o título de esporte. Até mesmo o  Kung Fu que pratico há 16 anos não é esporte, é atividade física. Para o leitor que não entendeu ainda o critério de exclusão, explico: um esporte não precisa de juízes darem notas para sabermos quem venceu. O juiz apenas está ali para aplicar as regras. Um robô positrônico de estilo Asimov seria o juiz perfeito para um esporte verdadeiro.

(Sepaktakraw: um esporte delicioso de ver e que ninguém conhece aqui)

Note o amigo leitor que não estou dizendo que assistir essas coisas é chato. Eu mesmo pretendo ver ao vivo alguma coisa de ginástica nas Olimpíadas de 2016. Ok, nado sincronizado é um porre sim. Mas se não é esporte, não posso citar nesta lista.
Ainda preciso mencionar que acho alguns esportes insuportáveis de se assistir. Aqui o vencedor é o golf, mas também acho chatíssimas as lutas de taw-kwon-dô, boxe olímpico e por vezes tênis. Todos claramente esportes, mas que não me agradam ver. Mas, novamente, não os odeio como esporte, apenas acho chato de acompanhar como espectador. Eu mesmo já joguei tênis quando garoto e era divertido de jogar sim. Quem sabe um dia não dê umas tacadas de golf...
E daí chego a uma conclusão surpreendente: não odeio esporte algum !

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Palavra que Você Odeia

Um dos elementos deste projeto era não me preparar antecipadamente para cada post. Preferi optar por algo mais solto, mais instintivo. Funcionou nos primeiros 10, e neste momento me vejo soltando palavras sem ir ao ponto.
Uma palavra que eu odeio: upar.
Se o amigo leitor não sabe o que são os MMORPG, vai dar algum trabalho para entender. Mas vamos tentar. Os tais MMORPG são jogos online onde cada jogador tem um personagem. O personagem faz missões individuais ou em grupo, quase sempre envolvendo batalhas, para conseguir recursos e objetos para ficar mais forte e realizar missões mais difíceis. Admito que é uma descrição tendenciosamente negativa, o que explica o fato de eu nunca ter jogado isso.
Bem... o personagem sempre tem poderes atrelados ao seu nível. Ele precisa passar de nível para melhorar seus poderes. Alguns jogos não tem níveis claramente definidos, mas ainda assim melhoram poderes por outros mecanismos matemáticos à medida em que o jogo desenrola.
(tô quase chegando ao ponto)
Algumas vezes, o jogador decide deixar de lado os objetivos principais para fortalecer o personagem. Faz isso para tornar o jogo mais fácil, para acompanhar os amigos em missões multijogador o até por ter acesso à missões. Esse processo pode ser feito sozinho ou com ajuda de companheiros. 
O ato de estar jogando apenas para ganhar níveis ou características de jogo melhores é chamado de upar, do inglês up ("para cima", "acima") que também não é um verbo. Na verdade, eu não vejo "up" como uma palavra completa em inglês, pois é normalmente usada como complemente de verbos: stand up, shut up, check up. (Ok, uma certa montadora alemã resolveu nomear um carro com essa palavra... fazer o quê...)
Então upar é um verbo neologístico regular (eu upo, tu upas, ele upa, nós upamos, vós upais, eles upam) criado a partir de meia palavra em inglês para significa uma atitude pouco objetiva em um tipo de jogo que eu não gosto.


Odeio!!!