Amigo leitor, não há como visitar Versailles em apenas um dia. Não tentem. Não finjam que tentaram. Separem dois dias, acreditem (ou não) na previsão do tempo e sejam felizes.
Versailles é monumental. Mesmo se separando em duas dias, variadas partes do palácio ficam fechadas à visitação, tamanho seria o custo de manutenção. Como de costume, foi uma geracional, mas podemos destacar a importância de Luís XIV. Prefiro dizer que Versailles tinha o tamanho necessário para acomodar o ego de Luís XIV.
O local continuou como palácio real até a Revolução Francesa, e teria sido palco da apócrifa frase "Eles que comam brioche". De todo modo, foi saqueado nessa oportunidade, e mesmo Napoleão Bonaparte, mais ocupado com assuntos externos do que internos, deu pouca (ou nenhuma atenção) ao local.
Apenas em 1837, já sob o governo de Luís Felipe, Versailles ganha nova atenção e inicia-se a fase atual em que o local se torna um museu dedicado às glórias da França. E creiam: não foram poucas.
Nesta primeira visita, optamos pela parte interna. Mas claro, tem-se que chegar nele antes. O trajeto era novamente possível com apenas uma mudança de linha, mas era mais sábio cortar caminho pela linha 6 verde, para pegarmos logo a linha RER-C o mais rápido possível. Uma vez nele, bastava achar o ramal correto, e muito bem identificado, que levava a Versailles, na estação Versailles Château. O trem, diga-se, é aquela coisa sólida e brutal, com dois andares e uma inércia que parece não ter fim ao entrar pela plataforma. Ele eventualmente para, se concordar em levar um pouco mais de passageiros. Uma vez na estação final, não é preciso fazer nada: apenas siga o fluxo e chega-se lá em breve caminhada.
A vista na entrada é essa:
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