sábado, 22 de agosto de 2026

Paris 1 - Dia 11 - Pantheon, Luxemburgo, Curie, Monroe e Moulin Rouge

O amigo leito já viu o tamanho do título, imagino...

Pantheon

O dia começa pelo Pantheon. Trata-se de uma enorme construção em estilo clássico, inicialmente construído como basílica, mas que depois recebeu um destino muito mais interessante. Quase 70 grandes personalidades francesas, das variadas facetas da história, estão homenageadas ali: Russeau, Curie (x2), Braille, Diderot, Braille, Voltaire, Vitor Hugo... 

A arquitetura é fascinante. A decoração ainda mais:

foto: Pantheon, Paris, 2026

Finalizando, ainda tinha um pêndulo de Fucault no átrio central, para desespero de terraplanistas em geral. Curiosamente, não achei tão cheio assim. Acho que é um local burramente pouco valorizado pelos turistas. Sorte minha.

Jardin du Luxemburgo

Logo ao lado, com um Le Big Mac na mão, visitei o Jardin du Luxemburgo. Muito mais interessante que o Jardin des Tulleries, a arborização é mais robusta, e um belo lago atrai a atenção de todos. O lado negativo ficou pelo odor local, nada vegetal se o leitor me entende...

foto: Jardin du Luxemburgo, Paris, 2026

Musee Curie

Marie Curie foi, na visão deste blogueiro, a maior cientista mulher de todos os tempos, e a terceira maior da história, atrás de Newton e Darwin. Ela é a única pessoa até hoje a vencer dois prêmios Nobel em categorias científicas diferentes (Química e Física). Não é pouca coisa. 

Uma breve caminhada a partir do Jardim nos levou até lá. Entrada gratuita e desburocratizada, mas tivemos que aguardar uma fila de uns 40 minutos na chuva. 

A atração é simples, com apenas 3 salas pequenas apresentando de modo bastante superficial a vida e a obra de Marie Curie. Há uma réplica da sua sala de trabalho preservada, que pode ser observada mas não visitada. 

foto: bustos do casal Curie, com um par de curiosos à frente; Musee Curie, Paris, 2026

Esperava mais, mas não posso reclamar do preço.

Traslado

A pedido da super querida Tatiana, fomos depois a uma exposição sobre o centenário de Marilyn Monroe na Cinemateca. Não é um passeio que eu escolheria, ou mesmo que eu ficasse sabendo. Agradeço a ela pela descoberta e indicação.

O caminho até lá foi a oportunidade de andar de ônibus, dado que a Cinemateque fica um uma rara incomumente mal servida de estações de metrô. Novamente, o aplicativo nos ajudou e as indicações foram precisas. Os ônibus não têm cobrador, apenas o leitor das passagens eletrônicas ou no aplicativo. A motorista não emite qualquer expressão para quem entra, apenas aquele olhar vazio de quem precisa trabalhar em uma tarde de sábado. 

Ainda assim, duas curiosidades. Um dos passageiros era um garoto de não mais de 10 anos. Talvez 8. Sozinho, portando duas mochilas, ele tranquilamente voltava de algum compromisso importante para ele. Nós, brasileiros e relativamente italianados, nos intrigamos com isso. Ele não.

A segunda curiosidade foi uma inspeção de bilhetes! Durante o trajeto, 4 inspetores subiram no ônibus e começaram a checar os bilhetes de cada passageiro, sem exceção. Duas senhoras atrás de mim foram multadas (creio que 120 euros cada). Ao fundo, uma moça ainda tentava se explicar quando descemos. Naturalmente, nenhum de nós 4 passou nervoso. 

Marilyn Monroe

Entramos um pouco antes do previsto e fomos curtir. A exposição trazia muito material físico (roupas, sapatos e ornamentos) usados por ela em variadas ocasiões, além de extratos de filmes, pequenos e envolventes documentários, algum texto explicativo e diversos posters. Tudo organizado em ordem cronológica, facilitando ao visitante uma boa compreensão do que se passou na vida dela.

foto: vestido usado por Marilyn Monroe, Cinemateque, Paris, 2026

Inesperado (por mim) e excelente.

Moulin Rouge

Não fui. 

Os trio quis ir, mas 140 euros para um treco que nunca me chamou a atenção realmente era demais. Zero arrependimento e duas horas de sono a mais que eles.

Haha.

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