Meu primeiro aniversário comemorado fora do Brasil. Mas estou me adiantando...
O dia começa com um rolê um pouco mais longo, e não menos eficiente, pelo metrô. O trajeto de sempre pela linha 8 desta vez seguia pela linha 4, rumo norte, até a estação Châteu Rouge. A partir disso, amigo leitor, só tem duas direções: para cima e para baixo.
Basilique du Sacré-Couer
Depois de alguma atrapalhação com o Google Maps que não conhece muito bem ali, conseguimos chegar à base do morro. Pegamos o funicular (e não consigo entender o que aconteceu com as fotos dele, pois sobrou apenas uma)
e começamos pela Basílica...
e depois sua vista superior.
Com tantas construções centenárias ou até milenares, a Basílica de Sacré-Couer teve sua inauguração em 1914, há pouco mais de um século portanto. Tem 84m de altura, e o interior impressiona pela opulência e pela claridade. É descrita como um interpretação livre do estilo romano-bizantino. Bem livre, do meu ponto de vista.
A visitação é gratuita, bastando sobreviver à fila (que era grande, mas com progressão nítida). O topo tem uma taxa que custa menos que os degraus. Lá em cima venta pacas, de todo lado, e é sensacional de ver. Imperdível.
Ainda do lado de fora, houve um espetáculo à parte. Como as grades viraram um ponto alternativo para se prender cadeados de casais, logo surgiram vendedores de cadeados. E já vem o outro com camisetas, botons, canecas... E o modelo era o mesmo dos camelôs brasileiros em qualquer cidade grande: um grande pano no chão, com os produtos ali apresentados. E se tem camelô, tem sonegação. Se tem sonegação pode ter polícia. E foi assim que testemunhamos um rapa francês. Sim, também é a mesma correria que na Rua 25 de Março.
Montremartre
Montremartre é o bairro no entorno da basílica. Ele ocupa a totalidade de uma colina com atrações turisco-culturais. São galerias, bistrôs, artistas de rua, lojas de guloseimas e lojas de souvenier alternando-se sem muito critério.
O clima é leve, divertido e convidativo. A chuva atrapalhou pacas a experiência, mas acho que pudemos ter uma boa impressão do local.
Galerie Dali
Salvador Dali é meu artista preferido. Ponto. Eu já sabia disso há alguns anos e a oportunidade de visitar uma galeria oficial dele não poderia ser deixada de lado.
O local é pequeno, aconchegante e apinhado de originais e réplicas autorizadas dele.
Em uma galeria, ao contrário de um museu, existe a possibilidade de se comprar peças. Na verdade, é para isso que a galeria existe. Foi lá que eu descobri que existe um mercado de produção de réplicas autorizadas numeradas de algumas obras, em especial as esculturas. Deste modo, pode-se ter uma réplica de um Dali na sala de casa. Eu cocei a mão, mas não tive a cara de pau necessária para perguntar valores. Fiquei com medo de poder pagar.
Walking Tour
Para baixo, todo santo ajuda, diz o ditado. Descemos o morro então, observando a arquitetura e paisagem urbana. Fomos batendo papo, curtindo o momento e andando (não tão) a tôa na direção da Gare du Nord.
Nela pude admirar, pela primeira vez, um EuroStar, o trem que liga a Europa ao Reino Unido (sim... se eles não querem fazer parte da Comunidade Européia, então não fazem parte da Europa e eu vou continuar falando assim).
Jantar
Dado que era meu aniversário, eu tinha o poder absoluto de escolha do local. Escolhi o melhor tipo de comida na minha opinião (hamburguer) no mais efetivo tipo de estabelecimento (rede) no melhor exemplo disponível que não há no Brasil: Five Guys.
Luciana se desesperou quando eu anunciei isso meses antes, mas mantive-me firme. E decididamente, valeu a escolha.
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