domingo, 10 de março de 2013

Dados e mais dados

Amigo leitor que se dá ao trabalho de ler este blog em domingo, vou presenteá-lo com um link dos mais interessantes:
Dá para passar alguns dias nesse site. Recomendo.

sábado, 9 de março de 2013

Kimi, o cara

Desde aquele caótico GP da Malásia interrompido pela chuva sou fã do cidadão Kimi Raikkonen. Enquanto todos debatiam se  quando a corrida recomeçaria, Kimi percebeu o óbvio e foi esperar tomando um picolé. Relax total.
Abaixo seguem os melhores momentos dele em 2012. Homem de poucas palavras, ele mostra como se respondem perguntas chatas em momentos desagradáveis. Discípulo de Nelson Piquet, claramente. Pelo menos nas palavras.
 
 
 
 
Valeu a pena, não ?

quinta-feira, 7 de março de 2013

Carrão

Já tinha visto anteriormente, amigo leitor, mas novas fotos me impressionaram ainda mais.  Trata-se do XL1, lançamento da Volkwagen no Salão do Automóvel de Genebra. Seguem fotos:



O bichinho é um híbrido com baixíssimo consumo de combustível. A montadora fala em 111 km/L de diesel. Claro que ele também consome energia elétrica, que não entra diretamente nessa conta.
Mas o carro é econômico sim. O Cx de 0,189 (por que diabos demoraram tanto para atingir isso ?) deve-se às rodas traseiras cobertas, altura baixa (1m15) e ao fato de não ter espelhos retrovisores, mas micro-câmeras para visualização e explica essa economia.
Nunca fui amigo do visual dos carros da VW, embora eu reconheça a qualidade mecânica. Acho que, desta vez, podemos estar testemunhando uma revolução.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Análise Dimensional

Amigo leitor, o texto de hoje é uma releitura de um artigo publicado no excelente What-if, que é um spin off do tão bom quanto XKCD. Trata-se de um estudo sobre grandezas físicas. Em homenagem ao texto original, procurarei manter o espírito da escrita.
Análise Dimensional é algo estanho...
Admito que comecei pelo final, mas vamos ao ponto. Falemos de consumo de combustível. Aqui no Brasil medimos o consumo em km/l de combustível. Trata-se de uma medida que eu chamo de "clássica": quanto maior, melhor. Maior-melhor é o tipo de grandeza mais comum e mais fácil de entender. Outros exemplos cotidianos são salário, valor da sua casa ou de um investimento, dias de férias, quantidade de cachorros e assim vai.
Os americanos usam algo similar, o mpg (miles per gallon), que nada mais é do que conversão de sistema de unidades. Uma milha vale 1,6km e um galão vale 3,8 l. Então 1 Km/L vale 2,36 mpg.
Análise Dimensional é algo estanho...
O problema começa quando atravessamos o Atlântico Norte. Na Europa é mais comum usarmos L/100Km. Apenas lendo, a sensação inverte: ao dirigir 100km, fica-se mais feliz usando-me menos combustível. Então é uma medida quanto menor, melhor. Essas ainda são fáceis de exemplificar no dia a dia: imposto a pagar, preço, quantidade de horas a trabalhar, número de problemas, quantidade de baratas são medidas menor-melhor. Diga-se que a medida L/100Km é normatizada pela ISO.
Análise Dimensional é algo estanho...
Converter Km/L em L / 100 é simples. Inverta o número e multiplique por 100. Então 8 Km/L fica 12,5 L/100Km. 10 Km/L fica 10 L/100 Km. Ok, até aqui ?
Análise Dimensional é algo estanho...
Agora vamos observar que L é uma unidade de volume e 100 Km é uma unidade de distância. Qualquer um sabe que volume é o cubo de uma distância (d^3). Ao se olhar essa unidade de consumo ISO, podemos fazer uma simplificação de unidades. volume / distância = d^3 / d = d^2. Ou seja, é uma área !
Análise Dimensional é algo estanho...
Pior que isso, se L/100Km é uma unidade menor-melhor, então trata-se de uma área que você quer que seja a menor possível. Vamos então analisar partindo de valores usuais.
8 Km / L = 12,5 L / 100 Km. Isso vale 12,5 (0,1 m)^3 / 100 (10^3) m = 0,000125 m^2. Ou 1,25 cm^2. 
10 Km / L = 10 L / 100 Km. Isso vale 10 (0,1 m)^3 / 100 (10^3) m = 0,0001 m^2. Ou 1 cm^2. 
Isso sim é algo cotidiano: não é muito diferente da área da sua unha do dedão, sendo o carro melhor tendo uma área menor.
Mas por acaso essa área tem algum significado ?
Na verdade, TEM.
Se você pegar um carro que faz 8Km por litro, ele precisa 12,5 L para percorrer 100 Km. Então se você moldar esses 12,5 litros em um tubo que tenha 100Km de comprimento de modo que o carro vá captando o combustível à medida em que se desloca, esse tubo deverá ter 1,25cm^2 de área de modo a manter o carro funcionando. Já o carro que faz 10 Km/L usará um tubo mais fino: apenas 1 cm^2 de área.
Análise Dimensional é algo estanho...

terça-feira, 5 de março de 2013

Correria

Amigo leitor, estou na correria. Atividade externa no centro me tiram da minha mesa pela tarde de hoje. Amanhã estou de volta com alguma bizarrice da minha mente distorcida.

Prometo !

segunda-feira, 4 de março de 2013

Schaddenfreude

Schaddenfruede é uma palavra do idioma alemão que significa a alegria que se sente frente o prejuízo de um terceiro. Detalhes aqui
Conheci o termo há tempos e consultei um amigo alemão sobre o assunto. A definição dele foi mais... coloquial:
- É a alegria que você sente quando o outro se fode. Na cultura alemã, é considerada a mais genuína das alegrias. 

Hoje foi dia de schaddenfreude no trabalho. Acho que estou uns 15 Kg mais leve.

Inveja

Tem vezes que dá vontade de fazer isso por um dia inteiro:


Ou por um mês inteiro..

domingo, 3 de março de 2013

O Socialismo e a Realidade

Desconheço a autoria do texto a seguir

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.
Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".

Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina... Para sua total surpresa.

O professor explicou: "o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso."

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividí-la;
5. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Quando a paciência acaba

Amigo leitor, ao longo da minha vida, fui transformando a maneira com a qual lido com imbecis. Estou testando um novo método há alguns meses, ainda sem resultados conclusivos. Segue uma análise histórica.
Na época da escola, eu seguia a regra geral: zoe com o sujeito e assim, quem sabe ele aprende. Se não aprender, você pode continuar zoando, pois pelo menos é divertido. Com o tempo, a técnica ficou desgastada, pois piadas repetidas tem rendimento decrescente de diversão, tendendo a zero rapidamente.
No 2o grau (hoje ensino médio), optei pelo eremitismo, dando atenção apenas a quem realmente valia a pena. Os efeitos de curto prazo foram ótimos, mas no médio se percebe que, no caso da convivência forçada, a técnica começa a apresentar furos. Até Sun Tzu sabe que defender é muito mais difícil que atacar: cedo ou tarde, você vai ter que lidar com o imbecil sem ter feito amizades potencialmente úteis no futuro.
Na época da faculdade, tentei ajudar as pessoas. Procurei explicar onde estava o erro e como a pessoa podia melhorar naquele aspecto. Por mais que eu fizesse isso na esperança de ser ajudado em retorno (afinal todos tem direito a dias ruins), a arrogância do imbecil prevalecia e você ganhava um inimigo. Pelo menos era um inimigo burro, mas gerava algum transtorno.
Já na vida profissional, acho que tive a melhor fase. Os imbecis passaram a ser virtuais, e incomodavam por email particular ou em listas de discussão. Os particulares podiam ser deletados e os de lista de discussão podiam ser combatidos com pseudônimos unicamente criados para essa finalidade. Era possível zoar sem ter que arcar com as consequências.
Mas a vida seguiu, e tive que mudar minha carreira. Os imbecis deixaram de ser chatos virtuais e voltaram a ter forma física. Eles passaram a vir de lados variados, mas felizmente nem todos eram de convivência forçada. Então estou usando critérios seletivos agora. Os que exigência convivência forçada acabamos deixando a falar sozinhos, contando a história no boteco depois. Os que convivência distante, passei a deletar.
Esta semana deletei um desses, pois não é caso de convivência forçada. A carga de besteiras que ele diz é tamanha que seu eu listar aqui, ele automaticamente se identificará, caso leia o texto. O sujeito, ao contrário do perfil padrão do imbecil, é muito inteligente (sério!) mas opta por deliberadamente falar asneiras sobre quase todos os assuntos. O pior é que, no processo, ele irrita e ofende o interlocutor. Para quem conhece o termo, trata-se de "virar as costas" (amigo leitor, não ache que você sabe o que é isso, a menos que saiba mesmo).
Descanse em paz, ex-amigo. Não preciso mais ter raiva das suas bobagens.