sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Coisa que Você Odeia Encontrar na Comida

Agora sim...
Antes de mais nada, não odeio passas. De fato elas são mal usadas eventualmente, mas por si só eu até gosto. Só para deixar claro.
Mas assunto não falta hoje.
  • Ricota
Já estabeleci para além de qualquer margem de debate que ricota não é queijo. Além disso, é ruim como o diabo: não tem gosto e a consistência é similar a de areia, justamente pela falta de gordura.
O problema é que tem gente que erra duas vezes: ao achar que é queijo e ao achar que é gostoso. E daí coloca essa josta em receitas. Burrice aguda. Já cheguei a ver ricota lista em Pizza 4 Queijos. Não imagino sacrilégio gastronômico maior. 
  • Berinjela e Rúcula
Já os mencionei no dia 4, mas é tão ruim que é melhor repetir. 
Quando chego na ilha de saladas vejo a placa "mix de folhas" já sei que tem treta. O babaca só misturou porque sobrou um pouco de cada, e claro que a porcaria da rúcula vai estar ali. Triste é quando sua única opção de folhas é essa que, somando rejeições, te apresenta a rúcula escondida no meio. Toca filtrar.
A berinjela dá ainda mais trabalho em opções de legumes variados. Ela não apenas se esconde, mas realmente contamina os demais com aquele sabor amargo pútrido e odioso. Melhor nem tentar.
  • Maionese
Campeã deste post. Maionese é um amontoado de calorias que parece ter saído da caixa de gordura no esgoto. Coloca-se um corantezinho para ficar mais clara e vende. Alguns tem a pachorra de desperdiçar limão nisso.
Maionese me embrulha o estômago só de ouvir falar nela. Escrever este texto está sendo um desafio. Odeio todos os cremes amarelados gordurosos, e a maionese não apenas é a pior, mas a mais frequente de entrar sorrateiramente no meu cheese-bacon ou hot dog prensado.
O pior é que os admiradores dessa porcaria acham que o mundo inteiro gosta disso e saem colocando toneladas métricas em tudo que vêem pela frente. Toca pedir o sanduíche sem maionese em cada restaurante e deixar claro, límpido e estabelecido que você não quer ela.

Odeio!!! 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Meme que Você Odeia

Na verdade, nenhum.
Vamos diferenciar as coisas, antes parecer apressado. O conceito de meme é dúbio. Algumas pessoas têm chamado uma imagem com uma frase descolada de meme. Isso não é necessariamente verdade: na minha opinião, isso se chama piada.
Um meme tem que ter mais vida do que um uso único, restrito e limitado. Tem que ser reaproveitável para se repetir. Até porque, a definição original era "uma ideia capaz de se multiplicar".
Multiplicar-se não é apenas repetir-se por 2 dias. E certamente uma piada com um time de futebol que perdeu um jogo específico não encaixa no conceito de multiplicação. A rápida sazonalidade da mesma lhe tira o posto.
Daí um meme tem que representar uma ideia, uma sacada. E acho difícil ter raiva disso. Então, para não passar totalmente em branco, odeio o ato de chamar qualquer piada de meme.
Odeio!!!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Esporte que Você Odeia

Ora, ora, que surpresa.
Vamos começar com minha definição pessoal de esporte: é uma competição individual ou coletiva, realizada em confronto direto ou múltiplo, com regras claras e não subjetivas para apontar o vencedor, na qual características de preparo físico sejam essenciais para se atingir a vitória. Deste modo, Atletismo é esporte: quem chega primeiro, salta mais alto ou arremessa mais longe, vence. Futebol é esporte: quem faz mais gols, vence. Poker não é esporte: nenhuma competição onde um cara pode participar tomando whisky é esporte.
Isso inclusive coloca na parede competições muito bonitas e tradicionais até mesmo nos Jogos Olímpicos. Na minha definição, Ginástica Olímpica (que me recuso a chamar de artística), Nado Sincronizado e Saltos Ornamentais não são esporte. Já me enrolo aqui, ao chamar a Ginástica Artística de Olímpica e depois lhe remover o título de esporte. Até mesmo o  Kung Fu que pratico há 16 anos não é esporte, é atividade física. Para o leitor que não entendeu ainda o critério de exclusão, explico: um esporte não precisa de juízes darem notas para sabermos quem venceu. O juiz apenas está ali para aplicar as regras. Um robô positrônico de estilo Asimov seria o juiz perfeito para um esporte verdadeiro.

(Sepaktakraw: um esporte delicioso de ver e que ninguém conhece aqui)

Note o amigo leitor que não estou dizendo que assistir essas coisas é chato. Eu mesmo pretendo ver ao vivo alguma coisa de ginástica nas Olimpíadas de 2016. Ok, nado sincronizado é um porre sim. Mas se não é esporte, não posso citar nesta lista.
Ainda preciso mencionar que acho alguns esportes insuportáveis de se assistir. Aqui o vencedor é o golf, mas também acho chatíssimas as lutas de taw-kwon-dô, boxe olímpico e por vezes tênis. Todos claramente esportes, mas que não me agradam ver. Mas, novamente, não os odeio como esporte, apenas acho chato de acompanhar como espectador. Eu mesmo já joguei tênis quando garoto e era divertido de jogar sim. Quem sabe um dia não dê umas tacadas de golf...
E daí chego a uma conclusão surpreendente: não odeio esporte algum !

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Palavra que Você Odeia

Um dos elementos deste projeto era não me preparar antecipadamente para cada post. Preferi optar por algo mais solto, mais instintivo. Funcionou nos primeiros 10, e neste momento me vejo soltando palavras sem ir ao ponto.
Uma palavra que eu odeio: upar.
Se o amigo leitor não sabe o que são os MMORPG, vai dar algum trabalho para entender. Mas vamos tentar. Os tais MMORPG são jogos online onde cada jogador tem um personagem. O personagem faz missões individuais ou em grupo, quase sempre envolvendo batalhas, para conseguir recursos e objetos para ficar mais forte e realizar missões mais difíceis. Admito que é uma descrição tendenciosamente negativa, o que explica o fato de eu nunca ter jogado isso.
Bem... o personagem sempre tem poderes atrelados ao seu nível. Ele precisa passar de nível para melhorar seus poderes. Alguns jogos não tem níveis claramente definidos, mas ainda assim melhoram poderes por outros mecanismos matemáticos à medida em que o jogo desenrola.
(tô quase chegando ao ponto)
Algumas vezes, o jogador decide deixar de lado os objetivos principais para fortalecer o personagem. Faz isso para tornar o jogo mais fácil, para acompanhar os amigos em missões multijogador o até por ter acesso à missões. Esse processo pode ser feito sozinho ou com ajuda de companheiros. 
O ato de estar jogando apenas para ganhar níveis ou características de jogo melhores é chamado de upar, do inglês up ("para cima", "acima") que também não é um verbo. Na verdade, eu não vejo "up" como uma palavra completa em inglês, pois é normalmente usada como complemente de verbos: stand up, shut up, check up. (Ok, uma certa montadora alemã resolveu nomear um carro com essa palavra... fazer o quê...)
Então upar é um verbo neologístico regular (eu upo, tu upas, ele upa, nós upamos, vós upais, eles upam) criado a partir de meia palavra em inglês para significa uma atitude pouco objetiva em um tipo de jogo que eu não gosto.


Odeio!!!

domingo, 10 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Filme que Você Odeia

Adoro filmes. Considere-me cinéfilo, mas alguns cinéfilo mais extremistas diriam que eu não sou puro sangue por ter outras formas de lazer como séries de televisão e esportes. Não me importo com ele. 
O que quero dizer é que eu vi muitos filmes na vida, tanto no cinema quanto em VHS, DVD, Blu-ray, Youtube. Sim, há filmes inteiros no youtube, e ver ali não é pirataria. Não é, né?
Os motivos que me fazem não gostar de um filme variam bastante, mas notei uma tendência, uma concentração. São os 3 principais, na ordem: excesso de pretensão do projeto, falta de coerência interna da história, falta de ritmo. Claro que há outros. Não gosto de musical algum, por default. Se você quer cantar, grave uma música, não faça um filme. Música é importante em um filme, adoro trilhas sonoras de qualidade, mas não pode ser fator preponderante nunca. Mesmo que seja um filme sobre música ou sobre um músico. Idem para dança (a lista vai se desenhando enquanto a defino !): crie um balé, não um filme: há um público para isso que vai gostar.
A esta lista, adiciono dois gêneros bem comuns: western e comédias românticas. Como disse o Paulão, "não adianta chamar que eu não vou". 


  • Amelie Poulain
Pretensão em níveis bíblicos e nem sei explicar porque. Juro: minha ex alugou esse filme e, numa tarde de sábado ele prendeu minha atenção por, contados, 2min30seg. Fui fazer alguma outra coisa em outro cômodo. Foi ódio a primeira vista, tanto que nem sei exatamente sobre o que o filme é: nunca mais tentei ver novamente.
Duro é aguentar os radicais dizendo o quanto ele é lindinho. Bah.
  • Anaconda
Este entra aqui de modo especial. Sim, é uma porcaria de filme. Os personagem tem que enfrentar uma cobra gigantesca e maléfica. Nem entendi direito porque: não seria mais simples ir embora? Sei lá. Os brasileiros falando espanhol foi um detalhe até menor.
Mas o filme é tão incrivelmente mal feito que leva mais de 45 minutos pro diacho da cobra aparecer. "Mais de 45 minutos" é o termo crítico aqui: desisti do filme nesse momento. E isso me marcou muito, pois foi a primeira vez na minha vida em que eu ativamente desisti de um filme. Esclarecendo: quando eu vejo meio filme esperando alguma coisa (outro filme, uma transmissão esportiva, chegada de visita), não conta pois eu não tinha planos para ver o filme todo. Quando eu coloco em qualquer coisa para deixar o sono chegar e durmo no processo, também não conta. Mas conta quando eu me programo para ver o filme e não consigo terminá-lo de tão ruim. Anaconda foi o primeiro a me proporcionar isso.

  • Moulain Rouge
Um monte de gente dançando. Um monte de gente cantando. Um monte de nada acontecendo. E uma câmera que não parava de girar. obrigado Baz Luhrmann: você foi o primeiro direitor e me fazer passar mal (no caso, de tontura) em um filme. Te odeio por isso. E olha que eu topo qualquer montanha russa, não é fácil me deixar enjoado por movimento.
  • Sonhos
Porra, o cara (Akira Kurosawa) tinha feito "Os 7 Samurais". Tinha crédito, e tinha um monte de gente elogiando. Esse filme me ensinou a parar de ouvir palpite, ou pelo menos parar de levá-los a sério de mais. O filme passa, vai, segue e quando termina você entende o título: queria ter estado dormindo aquele tempo todo. Sim, eu vi ele antes de Anaconda e não sabia que era permitido largar um filme no meio.
  • A Noviça Rebelde
Viva a música, a música é linda, vamos todos cantar juntos e todos os nossos problemas desaparecerão magicamente. Saporra não me convenceu quando eu tinha 6 anos, imagina hoje. Filme besta, sem nada de mais só uma moça bonitinha cantando e cantando e cantando e gente... não termina nunca.


Sim, é o filme que eu mais odeio.

Certo que há muitos outros. 
Muitos: saga Crepúsculo, todas as sagas adolescentes tipo Jogos Vorazes e seus clones, praticamente qualquer coisa que saia de Bollywood, filmes iranianos sonolentos (o sonorrápidos como eu gosto de falar). Mas quis apontar os casos mais extremos.
Enfim, odeio !!!





sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma giria que Você Odeia

Esta é fácil de responder: Obrigado eu.
Amigo leitor, fui ensinado por minha mãe a dizer "Eu que agradeço" quando a situação assim o pede. Não é tão mais longo assim: apenas duas sílabas a mais para montar uma frase com um mínimo de significância gramatical. Mínimo.
Por favor, não faça isso perto de mim.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Situação que Você Odeia Estar

Várias, muitas mesmo. Tantas que corro o risco de esquecer alguma.
  • Esquecer
De primeira, esquecer alguma coisa. Incrivelmente metatexto isso, não?
  • Balada
Eu até gosto de conversar com pessoas. Sempre há algo de novo a aprender, uma experiência nova a fazer parte, um contato novo que pode gerar frutos. Por isso a balada, que junta muita ruim, dança e (quase sempre) pessoas de mentalidade superficial é um inferno na Terra. 
  • Fila
Quem não?
  • Trânsito
...
  • Festas Natalinas
Aboli o Natal em 2013. E olha que o de 2012 contou com uma gestão de crises excepcional por parte de Luciana. 
Mas todo ano foi a mesma coisa na minha família. Aquele aborrecimento infinito de se decidir quais serão as mesmas comidas de sempre. Claro que fica gostoso, e nunca tive nada contra repetir o cardápio da ceia anterior: para que mudar o que é bom? O que dava (e ainda dá) nos nervos é o doloroso processo de decidir fazer a mesma coisa. Horas de discussão, debates, sugestões e mesmo brigas para não mudar nada. Parece o Congresso Nacional isso.
Depois vem a festa, sempre igual. Era obrigado a usar algum tipo de roupa de festa numa das épocas mais quentes do ano. Até perder a paciência e começar a ir de chinelo, para desespero de incontáveis e transpirantes tias.
Claro que tem que ter as piadas e comentários:
- É pavê ou pacomê?
- Isso é comida do ano passado!
- Primeiro [qualquer coisa] do ano.
- Nossa, como você cresceu!
E por aí vai. Um saco completo isso.

  • Lugares Quentes
Minha esposa diz que eu tenho DNA de yeti. Deve ser verdade, exceto pela altura. Mas o fato é que eu sinto calor em qualquer local acima de 21oC. E odeio sentir calor, pois não há defesa prática.

No fim das contas, o que tem em comum nisso tudo é um fator: perder tempo. Entendo que a o tempo é o fator mais escasso que existe, por ser finito e impossível de se estocar (que nossa presidente não leia isso ou começará a ter ideias...). Então fica aqui um ódio mais geral de situações: odeio perder tempo.
Odeio!!!