sexta-feira, 24 de julho de 2026

Paris 1 - Considerações Negativas

Pauso o relato cronológico para um relato de pontos negativos observados na viagem. Acho importante manter um espírito minimante crítico e honesto, para que não fique uma impressão errada de que tudo por lá é perfeito. Não é. Então vamos a algumas coisas:

  • tabagismo
Era minha quarta viagem pela Europa. Então não foi surpresa, mas vale tomar nota. Os franceses fumam muito mais do que no Brasil. E, de algum modo, isso consegue ser ainda mais malcheiroso do que por aqui.
  • lotação
Ok, estava viajando em uma das mais turísticas cidade do planeta. Nela, estava fazendo alguns dos passeios mais conhecidos do planeta. Esses locais são muito cheios sim. Fez-se necessário comprar todos os ingressos com antecedência, e isso amarrou demais a agenda da viagem.
Veja bem, amigo leitor: este blogueiro acostumado a viajar com planilha impressa achou a agenda muito amarrada. Percebem?
Claro, vocês podem ignorar minha visão sobre isso e pegar as filas nas bilheterias a vontade. Muita gente fazia isso. Mas não recomendo.
  • "francês não toma banho"
Não dá para generalizar assim. Além de errado, é ofensivo e covarde. 
Feito o disclaimer, era relativamente comum encontrar sim pessoas com um odor terrível. E forte. A ponto de se notar do outro lado do vagão do metrô. Não sei o que se passa na cabeça dessas pessoas, mas certamente não é shampoo.
  • preços
Paris é uma cidade cara, realmente muito cara. Alguns passeios passaram de 30 euros. Não se come em restaurante por menos de 20 euros por prato. A passagem unitária de transporte público custa 2,55 euros. Alguns desses valores realmente são abusivos, e não tem o que se fazer sobre isso.
  • sinalização
Com exceção do metrô, sobre o qual falarei no dia das considerações positivos (spoiler alert: o metrô de Paris é fenomenal), os lugares em geral são mal sinalizados. Tanto os passeios, como as ruas, shoppings e até restaurantes ficam devendo em algum tipo de melhoria nesse sentido.
  • o "show"
Se os lugares em geral transbordam em cultura e conhecimento, a parte do "show" fica um pouco a desejar. Verdade seja dita, ninguém faz "show" como os americanos, e isso eu acho que tem espaço para melhorar por lá sem grandes investimentos. 
Por exemplo, no Louvre, mesmo em dias em que ele sabidamente fica aberto até 21h, não há onde comer depois das 16h. Sim: você tem um ingresso válido e pode sair e voltar sem problemas. Mas isso é um transtorno e não seria um drama para melhorar. Muitas das placas em museus estão apenas em francês. Não é um custo dramático ter uma versão em inglês. 

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