Acordamos tristes.
Sendo honesto, somos dormir já meio tristes.
Não tem maior indicador de que uma viagem foi um sucesso do que esse.
Desta vez, o trajeto era simples: apenas linha 8 até a estação La Tour-Mauburg, sem baldeações. Falei que essa linha 8 era boa...
Musee Rodin
Escultura é uma arte que estou começando a entender agora. Já formei algumas opiniões iniciais inclusive, observando que certo materiais são menos cooperativos que outros, não dando qualquer margem de erro para o artista. Não é questão de desrespeitar quem trabalha com argila, mas pedra é mais impressionante para mim.
E assim vamos ao Museu Rodin, com um incrível jardim de peças deles, assim como trabalhos menores que ficam em ambiente interno.
Sendo iniciante nessa jornada, uma das surpresas que tive foi a existência de trabalhos derivados. O cara faz uma obra grande, mas depois vem uma parte dessa obra refeita em outra escala. Não sei se outros já faziam isso antes dele, ou se fazem depois. Deixem comentários abaixo.
Fiquei totalmente absorto da Porta do Inferno.
foto: Porta do Inferno, Musee Rodin, Paris, 2026.
O jardim tem algumas dezenas de trabalhos, e o ótimo audio-guide ajuda bastante a entender o contexto.
Na meia hora final que tínhamos ali, Luciana optou por visitar a lojinha, e eu voltei apenas na obra acima, assimilando tudo que conseguia. Valeu cada segundo ali.
Basilique Saint-Denis
Se Notredame é a Basílica onde eram coroados os reis, Saint-Denis era onde eram enterrados. Mais de 40 deles foram originalmente sepultados ali, e ambos os locais mantinham uma rivalidade nem sempre construtiva sobre qual seria a maior, melhor, ultra-macho-blatcho superior.
Saint Denis apanhou do tempo. Bastante. Obras de restauração foram postergadas por 150 anos, mas no momento uma restauração incrível está em andamento, com direito a uma segunda torre na fachada frontal.
O interior dela tem dezenas de obras fúnebres, variando de alta a altíssimo valor estético. Coisas assim:
fotos: Basilique Saint-Denis, Paris, 2026.
A Cripta, aberta ao público, é obrigatória:
Na saída, ainda pudemos visitar as obras de restauração e expansão, que usam materiais e técnicas da época. Ganhamos um par de pedras como souvenir.
Jantar
Jantamos em um bar/lanchonete/restaurante próximo da Bastilha (onde ela ficava pelo menos). Não foi tão bom assim, mas nada a reclamar.




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