Amigo leitor, a viagem vai chegando ao fim e, com ela, a energia. Estamos caminhando e agindo mais lentos e menos eficientes. Viajar é delicioso, mas cobra um preço.
O trajeto não oferecia desafios: linha 8 seguida da linha 3, até a estação Pere-Lachaise.
Cimetière Pere-Lachaise
O primeiro passeio é um cemitério. Basicamente, o local tem dois tipos independentes de atrações. De um lado, a arte tumular. De outro, uma lista quase interminável de celebridades foi sepultada ali.
Antes um pouco de história. Paris é uma cidade milenar, o que eventualmente lhe proporciona problemas milenares. Em dado ponto, começaram a faltar vagas em cemitérios. Pere-Lachaise já era um cemitério de longa história, mas nenhuma admiração por ficar em uma área distante e pobre no final do século XVIII. A solução foi criar o hype: ossadas de famosos há muito falecidos foram sistematicamente transferidas para lá. Foi suficiente.
A arte tumular tem muitas atrações. Construções que fazem inveja a 98% das casas efetivamente habitadas permeiam o local.
Hotel Des Invalides
O segundo passeio se mostrou uma correria danada. O Hotel Des Invalides é um grande museu militar, cobrindo a vasta história francesa sobre o tema.
A quantidade de armaduras, armas, uniformes, equipamentos e até mesmo de sala é impraticável de contar. A tarde que reservamos para isso se mostrou absolutamente insuficiente, demandando outra visita futura.
Fica complicado até mesmo explicar o que tinha. Cada sala tratava de uma época específica, em alguns casos uma guerra específica. O audio-guide era infinito, também.
Em suma, um passeião !
Jantar
Até havia um plano. Na Champs-Elysees, havíamos passado na porta de um restaurante algumas vezes, e a foto de um bifão já tinha nos deixado com fome antes. Então iríamos caminhar até lá numa boa e jantar.
Esse plano foi atropelado pela realidade: o caminho cruzava o Sena, e ainda não tínhamos batido perna pela sua margem. E era fácil achar locais para parar e ficar.
Depois de alguma busca, topamos com um barco-restaurante atracado. O cardápio parecia promissor e dentro nas nossas possibilidades financeiras. O único empecilho é que outro barco estava atracado ao lado dele. A vista era, portanto, desse outro barco. Boring...
Porém, observei um movimento nele. Depois de alguns segundos, entendemos que esse outro barco era móvel, e não tardaria a sair. Entramos no primeiro, pegamos a primeira mesa da noite na lateral externa e, em menos de 3min, o barco externo partiu com seus felizes ocupantes que iam comer pior que nós, pagando o triplo.
Por lá ficamos tranquilamente e jantamos muito bem.





Nenhum comentário:
Postar um comentário