sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

50 Maiores: Atualização 2018

Mas em 2019 ?
Sim, eu esqueci. Mas aqui vai.

pos 2017 pos 2018 + / - time $ 2017 $ 2018 + / - esporte país
1 1 - Dallas Cowboys            4.200            4.800 14% Futebol Americano EUA
3 2 1 Manchester United            3.690            4.123 12% Futebol ING
5 3 2 Real Madrid            3.580            4.088 14% Futebol ESP
4 4 - Barcelona            3.640            4.064 12% Futebol ESP
2 5 -3 New York Yankees            3.700            4.000 8% Baseball EUA
6 6 - New England Patriots            3.400            3.700 9% Futebol Americano EUA
7 7 - New York Knicks            3.300            3.600 9% Basquete EUA
8 8 - New York Giants            3.100            3.300 6% Futebol Americano EUA
9 8 1 Los Angeles Lakers            3.000            3.300 10% Basquete EUA
11 10 1 Washington Redskins            2.950            3.100 5% Futebol Americano EUA
20 10 10 Golden State Warriors            2.600            3.100 19% Basquete EUA
15 12 3 Bayern Munique            2.710            3.063 13% Futebol ALE
9 13 -4 San Francisco 49ers            3.000            3.050 2% Futebol Americano EUA
12 14 -2 Los Angeles Rams            2.900            3.000 3% Futebol Americano EUA
13 14 -1 Los Angeles Dodgers            2.750            3.000 9% Baseball EUA
18 15 3 Chicago Cubs            2.680            2.900 8% Baseball EUA
19 16 3 San Francisco Giants            2.650            2.850 8% Baseball EUA
16 17 -1 Chicago Bears            2.700            2.850 6% Futebol Americano EUA
16 18 -2 Boston Red Sox            2.700            2.800 4% Baseball EUA
20 19 1 Houston Texans            2.600            2.800 8% Futebol Americano EUA
13 21 -8 New York Jets            2.750            2.750 0% Futebol Americano EUA
22 22 - Philadelphia Eagles            2.500            2.650 6% Futebol Americano EUA
22 23 -1 Chicago Bulls            2.500            2.600 4% Basquete EUA
24 23 1 Denver Broncos            2.400            2.600 8% Futebol Americano EUA
25 25 - Miami Dolphins            2.380            2.575 8% Futebol Americano EUA
26 26 - Green Bay Packers            2.350            2.550 9% Futebol Americano EUA
27 27 - Baltimore Ravens            2.300            2.500 9% Futebol Americano EUA
30 27 3 Boston Celtics            2.200            2.500 14% Basquete EUA
33 29 4 Atlanta Falcons            2.130            2.475 16% Futebol Americano EUA
35 30 5 Manchester City            2.083            2.474 19% Futebol ING
28 31 -3 Pittsburg Steelers            2.250            2.450 9% Futebol Americano EUA
28 32 -4 Seatle Seahawks            2.250            2.425 8% Futebol Americano EUA
30 33 -3 Minessota Vikings            2.200            2.400 9% Futebol Americano EUA
34 34 - Oakland Raiders            2.100            2.380 13% Futebol Americano EUA
32 35 -3 Indianapolis Colts            2.180            2.375 9% Futebol Americano EUA
47 36 11 Brooklyn Nets            1.800            2.300 28% Basquete EUA
37 37 - Carolina Panthers            2.075            2.300 11% Futebol Americano EUA
36 38 -2 Los Angeles Chargers            2.080            2.275 9% Futebol Americano EUA
43 39 4 Arsenal            1.930            2.238 16% Futebol ING
- 40 - Houston Rockets -            2.200 - Basquete EUA
38 41 -3 Arizona Cardinals            2.025            2.150 6% Futebol Americano EUA
39 41 -2 Los Angeles Clippers            2.000            2.150 8% Basquete EUA
39 43 -4 New York Mets            2.000            2.100 5% Baseball EUA
44 43 1 Kansas City Chiefs            1.880            2.100 12% Futebol Americano EUA
42 45 -3 Jacksonville Jaguars            1.950            2.075 6% Futebol Americano EUA
46 46 - Chelsea            1.845            2.062 12% Futebol ING
39 47 -8 Tennessee Titans            2.000            2.050 2% Futebol Americano EUA
50 48 2 New Orleans Saints            1.750            2.000 14% Futebol Americano EUA
47 49 -2 Tampa Bay Buccaneers            1.800            1.975 10% Futebol Americano EUA
45 50 -5 Cleveland Browns            1.850            1.950 5% Futebol Americano EUA

O futebol permanece com 7 times, mas foi um ano positivo. São 3 das primeiras 4 posições, sendo que 5 dos 7 times subiram no ranking, ficando os outros 2 times estáveis. O crescimento médio do valor foi de 14%, digno de nota.
O baseball fica com apenas 6 participantes, com crescimento médio de 7%, sendo que nenhuma equipe passou dos 10%. A tendência, me parece, é lentamente perder posições e times no ranking nos próximos anos.
O basquete cresce para 8 times, com a entrada dos Rockets. A análise de longo prazo mostra a assustadora subida dos Warrirors que sequer figuravam na lista até 2013 e hoje são a 10a maior franquia do mundo. O crescimento médio foi de 14% (não incluindo os Rockets, por falta de dados). Também chamou a atenção a subida de 28% dos Nets. 
Somando 7+6+8=21. Sim, os outros 29 times são do futebol americano. Apenas Bengals, Lions e Bills ficaram de fora. O crescimento médio foi de 8%, com destaque para os Falcons com 16%.

Nota-se, uma vez mais, que títulos valorizam as franquias. Títulos recorrentes valorizam recorrentemente. Meio óbvio, mas é interessante constatar em números. A subida dos Warriors e dos Falcons por um lado, e o desaparecimento de Milan, MacLaren e Ferrari opr outro mostram isso há tempos. 
O crescimento médio foi de 9%, relativamente baixo. A distribuição por países é exatamente a mesma do ano anterior. 
A nota de corte foi de 1.750 bilhão para 1.950 bilhão de dólares. Soma dos 50 maiores passou de 125 para 137 bilhões. 


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Promessas de Ano Novo (2019)

Já que vamos, vamos. Desta vez, algumas considerações entrelinhas.

- Prometo treinar Kung Fu
Três treinos por semana, na média.

- Prometo novamente ver todas as corridas de NascarF1
Algumas com atraso, não tem como...

- Prometo manter minhas séries em dia, já que antiguidades estão pulando na frente.
Isso inclui GoT e mais um ano (2017) do Arrowverse. Ainda pretendo finalizar Agente Carter, Travellers e Vikings

- Prometo não virar vegetariano/vegano
Não é exatamente um desafio

- Prometo continuar ateu

- Prometo não comprar um carro

- Prometo não comprar um iphone

- Prometo manter limpas as contas do gmail e hotmail

- Prometo manter as vacinas dos dogs, bem como os banhos e passeios (6x por semana) em dia.

- Prometo jogar PS3
Isso inclui avançar em Dragon Dogma e Skyrim, que eu resolvi perdoar pelos bugs encontrados.

- Prometo (acho que é 3a ou 4a vez) terminar meu curso de sushi.
Ainda no primeiro semestre, quero estar fazendo nigiri sushi com qualidade. 

- Prometo ler mais
Tanta coisa... complicado listar. Mas seguem algumas ideias: Sonhos Elétricos, Rama, O Apanhador do Campo de Centeio e alguma coisa nova (pra mim) do Forsyth. 

- Prometo parar de discutir com imbecis
Se teve uma coisa que 2018 me ensinou é que o mundo está em uma ladeira abaixo intelectual pavorosa. Tenta-se discutir projeto de país e tem gente negando aquecimento global, eficácia de vacina e chamando a ONU de comunista. Sinceramente, cansei. O mundo vai ter que se virar sem minhas ideias. 

- Prometo, como quase sempre, emagrecer (valor inicial: 87kg)

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Promessas de Ano Novo (Análise 2018)

Bora lá:

- Prometo treinar Kung Fu

Feito, e passei de faixa. 

- Prometo novamente ver todas as corridas de Nascar e  F1

Feito

- Prometo, novamente, jantar fora em um lugar legal pelo menos uma vez ao mês e pelo menos 15 vezes no ano

Em termos. A grana apertou, mas tivemos ótimos passeios. Gostaria de ter feito mais.

- Prometo manter minhas séries em dia, já que antiguidades estão pulando na frente.

Com exceção de Westworld, tudo em dia. 

- Prometo não virar vegetariano/vegano

Fácil

- Prometo não votar no PT

Fácil

- Prometo continuar ateu

Fácil

- Prometo não comprar um carro

Estou usando um emprestado. Comprar, não comprei.

- Prometo não comprar um iphone

Fácil

- Prometo manter limpas as contas do gmail e hotmail

Não está 100%, mas está melhor que no início do ano.

- Pormeto manter as vacinas dos dogs, bem como os banhos e passeios (6x por semana) em dia.

Feito, e olha que teve treta aos montes.

- Prometo jogar PS3

Feito

- Prometo acompanhar de perto a Copa do Mundo

Feito

- Prometo (acho que é 3a ou 4a vez) terminar meu curso de sushi.

Parcial. Sem dúvida em avancei nisso, mas não terminei

- Prometo ler mais

Feito

- Prometo mergulhar

Falha miserável

- Prometo manter a linha de no máximo 1 treta por semana no Facebook

De certo modo, feito. Mas há espaço para melhora.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

O Mercado Livreiro

Depois do fechamento da FNAC (aqui), e do pedido de recuperação judicial da Livraria Cultura (aqui), hoje foi a vez da Saraiva (aqui). Não posso mais ignorar o assunto e vou ter que escrever sobre.
Um pouco de história, para começar.
Lá nos anos 70, quando a população brasileira tinha mais de 30% de analfabetos (alguns falam em 50%), o mercado editorial era composto por grandes editoras e livrarias espalhadas pelo país. Com custos elevados de produção, as editoras eram obrigadas a fazer tiragens enormes para atingir um custo unitário aceitável. Com isso, só era possível publicar grandes autores, nacionais ou estrangeiros, mas que tinham venda certa. Qualquer coisa fora disso era um risco enorme: pequenas editoras ou a publicação de autores pouco conhecidos. O poder do mercado estava todo na mão do livreiro, que exigiam descontos e condições abusivos das editoras para venderem, mas pelo menos não eram organizados o suficiente.
Nos anos 80 duas coisas mudam. O parque industrial é modernizado, com equipamentos menores, mais baratos, de menor custo e mais confiáveis. As tiragens podem diminuir, o que permite o lançamento de mais títulos. Por outro lado, populariza-se o shopping center no Brasil. Não que os shoppings não existissem antes, mas a explosão de empreendimentos dessa natureza trouxe espaço para livrarias novas. A combinação das duas coisas deu força ao sistema de redes. Somente as redes têm condições de lidar com o aumento de títulos e de pontos de venda simultaneamente, tamanho o capital exigido para isso. É nessa época que vivem sua era de ouro a 3 grandes redes de livrarias no Brasil: Saraiva, Siciliano e Nobel. Alguns dos shoppings maiores chegavam a ter uma de cada. O poder do mercado estava na mão das redes, que exigiam condições ainda mais abusivas das editoras. Surge a prática da consignação: a livraria só compra o livro depois de vender, e paga a perder de vista. O editor fica com todo o risco da operação.
E assim estamos nos anos 90. O grande fator desse momento é o PC (personal computer). Embora caro, era viável qualquer casa de classe média ter um em casa. A disseminação dos softwares torna possível para qualquer pessoa que tivesse um ideia e um teclado escrever um livro. A oferta de títulos explode, muitas vezes com editoras operando em meio período no computador do autor, fazendo impressões em tiragens menores. Foi quando eu mesmo entrei no mercado, pela Daemon Editora. Surge, então, um novo player: o distribuidor. Ele faz um meio campo entre a editora e a livraria. Não é prático para um editor sozinho, com 3 títulos em catálogo, tentar colocar seus produtos nas redes. Não é prático para o pequeno livreiro ir comprar cada título de cada pequena editora: ele não tem capital, espaço, conhecimento ou público para fazer isso. O distribuidor amortece o problema e fica com uma gorda porcentagem por isso. É ele, distribuidor, que tem o poder do mercado.
Vira o milênio, e estamos nos anos 2000. Amazon. O comércio eletrônico de grande porte nasce e muda o mundo irrevogavelmente. E tudo começou exatamente nos livros, que se diga. O consumidor adere, especialmente aquele fora dos centros urbanos. Pode ser muito lindinho visitar a livraria Cultura da Paulista, mas quando você mora a 200km dela, só pra começar a conversa, um site e três clicks resolvem de fato a compra do próximo Harry Potter. O poder migra para os grandes sites locais ou internacionais. As editoras, capazes de fazer tiragens cada vez menores, podem multiplicar seus títulos e fazem a entrega por demanda para o grande portal de vendas online. Ainda assim, as condições de pagamento beiram o ridículo. 
Chegam os anos 10. A vida é online e traz 3 novidades. Primeiramente, qualquer um pode gerenciar sua marca nas redes sociais. Qualquer um pode fazer anúncios e lançamentos. O consumidor encontra o editor com uma busca simples, e pode interagir com ele. A segunda mudança mudança é a capilarização do e-commerce. Não é mais necessário entrar em um grande site para comprar algo: pode-se comprar direto do produtor. E não se trata apenas de livros, vale para qualquer coisa. Diversos editores, sem necessariamente abandonar outros canais, focam na venda direta. Pode-se vender com desconto, pode-se vender autografado. E pode-se fazer um financiamento coletivo, a terceira mudança para compartilhar os riscos. Os grandes sites desistem dos livros físicos, exceto pela Amazon, que entendeu a migração tecnológica e partiu para o livro digital. O poder do mercado de livros digitais é da Amazon, o poder do mercado de livros físicos é das editoras

E como as redes quebraram ?
A verdade é que as redes sempre maltrataram, e muito, as editoras. Nos anos 90, com o fim da inflação, ela passaram a dilatar os prazos de pagamento para fazer giro de caixa. O que se pagava inicialmente em 30 dias passou para 45, 60 e chegou a 90. Imaginem isso: o editor já pagou pela revisão, diagramação e impressão, e está pegando pela estocagem. Precisa consignar o livro para a rede, que fecha mensalmente as vendas e paga três meses depois.
Quando a situação apertou para as redes no anos 10, a solução foi explorar ainda mais a  editora. Os espaços nas prateleiras passaram a ser vendidos. Aquela editora que pagou aquilo tudo no parágrafo acima ainda tinha que pagar coisa de 2 mil reais mensais por uma mísera prateleira para expor seus livros em uma loja e talvez (talvez !) vender alguma coisa.
Veio a quebradeira generalizada e muita editora vai ficar sem receber. Agora eu pergunto ao amigo leitor: você acha que algum editor está com peninha da Saraiva? Ou teve peninha da Nobel e da Siciliano antes?
Lasquem-se.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Já era

Em 2016 fui surpreendido pela eleição do Trump nos EUA. Foi uma lição importante sobre não acreditar em pesquisas e analistas. Também foi uma lição sobre como o cidadão comum define seu voto.
Entra 2017, e o fenômeno Bolsonaro se apresenta ao Brasil. Ato contínuo, percebo que ele tem uma rejeição em dois grupos distintos: a esquerda festiva e pessoas com um pingo de bom senso para não votarem nele e ao mesmo tempo saberem a canoa furada que é votar na esquerda. 
O primeiro grupo é mais coeso e participante. Começa a anti-campanha. Mas ela vem contaminada por um dos maiores defeitos da esquerda festiva: um incorrigível senso de superioridade moral auto-aplicado. "Nós sabemos o que é certo, então nos ouçam". E a campanha se baseia em ridicularizar tanto o candidato quanto seu apoiador. Era exatamente o que fez a campanha da Clinton nos EUA. O grupo de eleitores não de esquerda abraça a anti-campanha. Eles tem um pingo de bom senso, mas é apenas um pingo. 
Gritei na mesma hora: "Não façam isso ! Vocês vão pavimentar o caminho do cara para o Planalto assim". Ouvi respostas como "você não entende nada de ciência política" ou, menos agressivamente, "não é o mesmo cenário dos EUA".
Não é o mesmo cenário, mas há similaridades no perfil do eleitor. Os ataques seguiram, e o cara conseguiu sedimentar seu eleitorado, que nem é tão grande, mas é sólido. Aliás, é o mais sólido de todos os candidatos, composto por cidadãos de saco cheio da mais variada gama de coisas: corrupção, economia, desemprego, movimentos sociais, violência ou o cancelamento de Sense8. 
Os institutos seguiram nas mentiras de sempre. Desde 1994 apresentam valores artificialmente menores para os candidatos da direita ao longo da campanha. Passa o tempo e a candidatura dele não desinfla, como a esquerda esperava ou pelo menos torcia por.
Chega setembro de 2018.
Não tem mais como segurar a mentira nas pesquisas, então é preciso aproximar os números apresentados da realidade. Bolsonaro, falsamente apresentado com 16 a 18 % dos votos começa a subir. Chega a 20%. Acontece então a melhor coisa que podia ter acontecido: a facada orquestrada por um maluco de estrema esquerda. Agora não tem mais jeito: 23%, 26% e 28%. Já tem pesquisas falando em 33%.
E agora, a duas semanas do pleito, surge uma campanha para não mencionar o nome de Bolsonaro para evitar dar mídia para o cara. É uma estratégia de adolescentes que acham que estudam em uma famosa escola de magia, com a vantagem adicional de ainda poder chamar quem não concorda com eles de "trouxa". Lembram da arrogância moral que falei acima ? Olha ela aqui de novo.
Minha análise: já era. O cara tá eleito em primeiro turno e (muitos de) vocês ainda nem se ligaram disso. 
E assim vamos (sim, "vamos" pois todos nós fazemos parte do processo sim) eleger esse sujeito para presidente, junto a um Congresso completamente aleatório e não lhe servirá de base. Mais 4 anos sem avançar em nada.
Parabéns, Brasil.