terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Angra dos Reis 3 - Dias 2 e 3: mergulhos e centro

Bora mergulhar...

  • Dia 6
Estávamos acompanhados por uma jovem nova mergulhadora, em processo de checkout com a tia coruja (Flavia).
O primeiro cilindro (Log #35) foi tecnicamente muito bom. Melhorei minha flutuabilidade, balancei pouco e não dei trombada em nada. Também não precisei alagar a máscara. Alguns baiacus espinhudos, um peixe morcego e um peixe longo, com pintas amarelas, tido como muito raro.
Um breve descanso, e já estávamos equipados para o segundo cilindro (Log #36). Também havia parus enormes, coiós e os intermináveis sargentos de Angra.

Um banho rápido e, 15h04 estávamos no ponto do ônibus esperando-o para visitarmos o centro histórico de Angra. Foi um walk-tour um pouco confuso da nossa parte, mas vimos tudo que estava aberto (por exemplo, não pudemos entrar no Convento do Carmo pois a freira bateu a porta na nossa cara...). Há, claro, um conjunto com três estátuas dos reis magos (helloooo: olha o nome da cidade !), uma fonte e uma bica (estas duas terrivelmente abandonadas). Entramos na Igreja de Santa Luzia, minúscula, e a Matriz (apenas pequena).
Os restaurantes são caros de doer, mas achamos um tal Açaí King excelente. Gostamos demais.
  • Dia 7
O primeiro cilindro (Log #37) representou regresso técnico. Por 3x perdi controle da flutuabilidade e boiei por completo. Os últimos 20 minutos tive que fazer força com as pernas para me manter no fundo e tão logo o gás chegou a 50, pedi para subir. 
Todo mundo viu a tartaruga, menos eu. Acho que é mentira, eles combinaram a história para me trollar. De todo modo, as estrelas do mar e pepinos estavam lá. Achei um par de caranguejos também.
O segundo cilindro (Log #38), com 1 kg a mais de lastro, foi melhor, bem melhor. Descemos no curioso helicóptero (não, não é o do Ulisses), um naufrágio curioso: ele está rachado em 2, caído de lado e com uma hélice para cima. 
Achei não um, mas dois linguados pequenos adultos, um caranguejo enorme no helicóptero e um outro filhote no mesmo local. Pela primeira vez, eu achei um cavalo marinho! Sim, eu já tinha visto nunca, mas nunca que eu tivesse encontrado. Mérito meu, finalmente. 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Angra dos Reis 3 - Dias 0 e 1: viagem e mergulhos

Fui.
Angra.
Mergulhar até enrugar os dedos...

Com tudo planejado e parcialmente pré-pago (para ganhar um descontinho), vim para Angra dos Reis mergulhar durante uma semana, de domingo a sábado. Mas falemos da viagem antes.

  • dias 3 e 4
Tudo começou com um enorme perrengue na Localiza, onde um carro estava reservado e pago há 3 meses. Já tinha sido irritante pagar 100 reais de locação (ok) somados a 130 de seguro (hein ?). Mas quando fui retirar o carro, fui informado de uma tal "taxa de retorno", de R$ 450. Sim: 4x o valor da locação básica. 
Fiz uma correria com ajuda da Luciana, compramos passagens de ônibus para o dia seguinte, e mandei a Localiza (não as atendentes, muito simpáticas) enfiar o carro no mesmo lugar que o processo do Lula. Lista Negra. 
Cheguei em casa muito mais tarde que o esperado, puto e cansado. E ainda tinha as malas para fazer. 

No sábado, chegamos de Uber com tranquilidade à rodoviária e viemos. Foram 8 horas de ônibus, entre trajeto, 3 paradas em rodoviárias e 2 para esticar as pernas. Um tanto over isso, mas chegamos bem. Na rodoviária de Angra, um perrengue menor: uma bandeja com pães recheados que havíamos levado foi furtada dentro do ônibus. É o mesmo tipo de gentinha que depois reclama da corrupção dos políticos, manja?
Tomara esteja estragada.

Um taxi nos levou à pousada por 110 reais (sim, é longe mesmo). Estamos na Angra Fashion. O básico funciona muito bem aqui: quarto bom, ar condicionado valente, ótima ducha. A comida é excelente, mas demora, e muito (50 min). Mas infelizmente é isso. Torço para que eles invistam em melhores opções de lazer além da piscina...
  • dia 5
O primeiro cilindro (Log #33) foi em Laje Branca, local que já conhecíamos de outras vindas. Tive dificuldades para afundar com 9kg, provavelmente por ter engordado. O objetivo era dar uma volta completa em torno da pedra, a uma profundidade de 12m. Quase conseguimos, pois ficamos com pouco ar aos 37min de fundo. 
Vida vasta, como de costume: muitos coiós, sargentos e cirurgiões. Um grande baiacu, logos nos primeiros minutos, chamou a atenção também. As formações rochosas, sempre cheias de corais, são outra parte bela do espetáculo.
O segundo cilindro (Log #34) foi em Ponta Grossa, outro local conhecido (fizemos prova de profundo ali). Seguimos para o lado esquerdo, em profundidade de até 9m. Isso esticou meu cilindro para 51 min. Infelizmente, Luciana abortou este: uma forte dor de ouvido logo na descida a impediu de continuar. Uma pena...
Tive ótimo aproveitamento técnico aqui. Meu entrosamento com o equipamento foi incrível: não precisei alagar a máscara uma única vez, por exemplo. Não tinha tanta vida assim, mas longe de ser decepcionante: novamente coiós, sargentos e cirurgiões. Tinha algumas esponjas pretas que nunca tinha notado. Os corais tem uma espécie verde que parecem uma cebolinha, além dos amarelados que parecem um cérebro.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Algumas palavras

Tenho algumas passagens curtas, neste dia pré-início de férias. Tentarei ser breve em cada parte.
  • grafites e pichações
Lá nos anos 80, minha escola foi convidada a grafitar os muros da fábrica da Kopenhagen, então localizada no Itaim (onde hoje fica o complexo Kinoplex Itaim). Não lembro o que fiz, mas fiz. Alguns anos depois, os trabalhos todos da molecada estavam sujos, desgastados, apagados, estragados, pichados. A fábrica, então, pintou novamente os muros de branco. Com meus 12-13 anos, eu entendi perfeitamente que o grafite é algo efêmero, não-perene. Quem quer fazer arte permanente que use uma tela. Claramente, aos 12-13 anos com muito menos capacidade técnica ou artística, eu tinha mais maturidade e compreensão de mundo do que alguns grafiteiros de renome internacional.
Ainda nisso, não existe uma definição clara entre o que é grafite e o que é picho. Embora algumas coisas claramente se encaixem nesta ou naquela, a área... cinza... é grande. Portanto, a decisão cabe o dono/administrador do muro. Fim. O resto é mimimi.
E todo castigo para pichador é pouco.
  • Sem foro, é Moro
Quando Dilma tentou nomear Lula ministro para que ele tivesse foro privilegiado, eu gritei: "isso é obstrução de justiça".
Pois Temer acaba de fazer o mesmo com Moreira Franco. Grito novamente: "isso é obstrução de justiça".
  • Morte de Dona Marisa
Dona Marisa Letícia não foi, nunca foi, o problema. Era apenas a mulher do gangster, e fez ótimo uso da posição. Mas não foi ela quem roubou nada. Vejo agora duas ondas estranhas: uma que comemora a morte dela, e outra que critica veementemente a primeira, chamando-os de desumanos. Estranho que pareça, estou pouco mais com a segunda.
Mas não se iluda o amigo leitor: entendo que o Brasil tem uma Liga da Injustiça composta por vilões que fariam Lex Luthor entrar para o convento das carmelitas. Então já estou avisando que gritarei (sério, ao vivo) de alegria quando os seguintes crápulas morrerem:
- Lula
- Dirceu
- Genoíno
- Renan
- Cunha
- Sarney
- Maluf
- Feliciano
- Valdomiro
- Edir
Claro, a lista não se restringe a eles, longe disso. Mas é só para deixar claro que sim, vai ter festa em cada caso.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Atirei

Neste último sábado, 28 de janeiro, fiz um curso de Operação de Pistola Semi-Automática. Achei legal, agora, relatar o dito cujo.

Ocorre que o grande amigo Yanes descobriu essa parada no CTT - Centro de Treinamento Tático. Pagamos 680 temeres cada um para 12 horas de treino, incluindo teoria, manutenção, montagem/desmontagem, 350 tiros em pista, almoço, lanches e certificados.
Em uma só palavra: épico.
Sim, é longe pacas: Ribeirão Pires. Isso significa, sem a carona do Markus, pegar metrô e CPTM. Ou seja, dá pra ir numa boa, gente: só demora. Chegamos antes das 8h, entramos sem maiores problemas e logo tinha um café da manhã simples e funcional a nossa espera.
O curso começa com as apresentações, depois vem a parte teórica. E começa por segurança. E os instrutores, todos policiais civis e militares, são extremamente rigorosos com isso. E tem que ser mesmo, afinal, são 36 potenciais novatos com armas de fogo e munição real. Ok, munição real apenas depois do almoço.
Mas não nos precipitemos. A parte teórica mostra o funcionamento de uma pistola, as peças, as partes, os conceitos de pegada, visada, apresentação, 4 posturas... Sim, é complexo isso. 
A seguir, montagem e desmontagem. Cada aluno pega sua caixa com todo o equipamento e volta para a mesa. Havia caixas com Glock 25 e com Taurus 838, ambas calibre 380. Aprendemos, então, a desmontagem e montagem de primeiro estágio: sem uso de ferramentas. Faz-se isso diversas vezes, até ficar "fluente". Depois, troca-se com um colega que esteja usando o outro modelo. A troca é para se notar as diferenças mas principalmente as semelhanças: entender "com as mãos" as peças.
O almoço aconteceu na fábrica parte do complexo, não sem uma ótima sacada do Del Debbio: as opções de carne eram bisteca de porco e linguiça, "o que já exclui o terrorista". Rimos loucamente.
À tarde, prática. Chegamos à pista às 14h. Aprendemos a municiar (colocar as munições nos carregadores. E é isso que realmente cansa. Tipo mesmo. Mesmo, de verdade, pra valer (estou relatando o curso 3 dias depois e os dedos das mãos ainda estão sensíveis).
Daí começamos com sequências curtas a 2m do alvo. As sequências vão aumentado para 3, 5 e 10 tiros. Usa-se os alvos de cima na foto abaixo:

foto 1: alvo básico

Depois disso, passamos para 5m, alvos centrais. Depois 7m, alvos de baixo. A esta altura, é natural dar 10 disparos de uma só vez. Mas sempre sem pressa, cada um no seu ritmo.
Depois de novas instruções, partimos para o alvo 2:

foto 2: alvo avançado

Aqui, mudam-se conceitos. Passamos a atirar em mais de um ponto na mesma sequência. Eram 3 conjuntos de 5 tiros, o que nos obrigava a trocar de carregador no meio do exercício e recuperar a visada e concentração. Excelente.
Os alvos amarelo e azul, em cima, eram específicos para tiros com apenas uma mão. E fiquei surpreso com o resultado da mão direita (sou canhoto), no azul. 
O alvo de forma humana, no centro, é para tiro rápido. Foram 70 disparos, buscado velocidade e sem medo de errar feio. A ordem era testar mesmo.
Por último a prova padrão FBI:

foto 3: prova

A prova consistia em 10 tiros, sendo 2 a cada distância: 2m, 5m, 7m, 10m e 15m. Meus colegas me superaram aqui. Acho que ter ido muito bem no treino me colocou pressão de ir bem na prova. Ainda assim, teria passado (a nota é 60).

Resultado: novo skill na ficha e muita vontade de voltar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

2000 pneus

Tenho contado causos que aconteceram no meu curso de Engenharia Química, mas teve outras passagens ótimas no de Administração de Empresas. Vai um desses hoje.


Por alguma razão que nunca cheguei a entender, minha turma da Adm fazia uma auto-segregação de gênero na hora de se alocarem nas salas de aula. Não que fosse sempre ou obrigatório, mas de modo geral os rapazes se sentavam do lado esquerdo da sala e as moças a direita. E naquele dia, então, eu estava no fundão, exatamente no meio.

(pausa para risadinhas...)

Estudávamos gestão da produção. Especificamente, o problema do estoque limitado de matéria-prima. Trata-se saber quanto você pode produzir, dada uma limitação de materiais disponíveis. E era apenas o início do tema, que ficaria complexo e interessante algumas aulas depois.
O professor, então, manda a pergunta:
- Imaginem que vocês gerenciam uma montadora de automóveis. Todas as peças estão com estoque infinito, exceto pneus. São apenas 2.000 pneus disponíveis. Quantos carros podem ser montados?
Foi um enorme barato estar sentado no meio de uma separação por gênero naquele exato momento:
esquerda (rapazes): 400
direita (moças): 500

Olhares foram trocados. 
O clima pesou.
As piadas duraram meses.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Promessas de Ano Novo 2017

Falhei em 2016, não sei exatamente porque. Mas vou fazer as promessas de 2017 direitinho...

- Prometo ver a temporada completa de Nascar e da Fórmula 1, nessa ordem de importância.
- Prometo mergulhar.
- Prometo não comprar um carro.
- Prometo passear com os cães pelo menos duas vezes por semana, na média.
- Prometo assistir a Star Trek: The Original Series completo, no Netflix.
- Prometo ir no Anima Mundi.
- Prometo viajar ao exterior (estudos indicam, finalmente, Egito).
- Prometo aprender a usar a máquina de lavar louça.
- Prometo manter arrumada a mesa do escritório de casa.
- Prometo passar de faixa, para o 5o twan.
- Prometo terminar o curso de sushi.
- Prometo limpar minhas contas do hotmail e do gmail.
- Prometo guardar alguma grana.
- Prometo não comprar um iphone.
- Prometo montar 2 puzzles.
- Prometo continuar ateu.
- Prometo criar, no máximo, uma treta por semana nas redes sociais.
- Prometo terminar um livro de Sociologia prometido para o Zander.
- Prometo reduzir o consumo de refrigerante.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Quando o Código Atrapalha

Não tem muita discussão sobre os benefícios e qualidades do Código de Defesa do Consumidor (CDC), em vigor há mais de 25 anos no Brasil, e que já recebeu alguns necessários ajustes. De modo geral, acho que é uma das poucas leis no Brasil em que eu olho e digo de boca cheia: "Gostei !".
Nem por isso, tudo são flores. Então vai um causo aqui de uma pessoa, consumidor mesmo, que se deu muito mal por causa do CDC.

O sujeito, que chamaremos de Marco Antônio, é casado com dois filhos. Um rapaz de 16 e uma menina de 12. Doze hoje, mas quando estava por completar, pediu uma televisão de aniversário. Queria colocar no quarto. Como não faltavam pontos da tv por assinatura, o pai concordou.


Comprou para ela uma tv de 26 polegadas (fico me lembrando da Copa de 82, em uma gigantesca Mitsubishi 20 polegadas, de tubo, com garantia até o último jogo da Copa de 86...). Ele concordou e comprou pelo SubmarinoE, no dia seguinte, já aproveitou uma promoção em uma loja de ferragens e comprou também o suporte, para pendurar a tv na parede e o instalou.
Passados alguns dias da compra, Marco Antônio começou a estranhar a demora na entrega. Consultando o site, ele dizia que estava "em preparação". Passado o prazo de entrega, 20 dias se não me engano, Marco Antônio ligou e foi atendido. Prometeram a entrega para a mesma semana. De fato ocorreu, no sábado. Mas o aparelho veio com defeito: não ligava.
Na semana seguinte, ele se queixou com a empresa, que se prontificou em trocar o aparelho. Pelo meio dessa semana, foram retirar o aparelho com defeito, mas nada de trocar: apenas retirada. A filha estava chateada já.
Mais duas semanas de espera e ligações até a verdade aparecer: o aparelho comprado não era mais fabricado e não havia como substituir. Isso inclusive explicava a dificuldade inicial em despachar o pedido. Foi quando Marco Antônio se valeu do CDC, e exigiu a entrega de um produto igual ou superior. Pois foi atendido sem maiores discussões: quase um mês depois do aniversário, uma televisão de 32 polegadas da mesma marca e linha foi entregue na casa dele. Com defeito
Por incrível que pareça, o processo se repetiu: reclamação, retirada, produto fora de linha. Sim, era a linha toda que havia sido descontinuada. E nota-se porquê. Desta vez, ele não precisou invocar o CDC: o Submarino já admitiu o problema e ofereceu a mesma solução de antes: um aparelho igual ou superior. 
Desta vez foi apenas uma semana, e baixaram na casa dele com uma tv de 42 polegadas, de marca completamente diferente. Funcionou, pelo menos. Marco Antônio teve que trocar o suporte, que não comportava aparelho desse tamanho. 
Ficou com o suporte menor encostado, mas esse foi o menor de seus problemas: três meses depois, o filho pediu uma tv de aniversário também.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Cameos e Easter Eggs em Rogue One

Spoiler Alert ! Embora eu não esteja tratando do enredo principal, o leitor que não que não viu o filme pode se chatear com algumas revelações aqui escritas. Continue por sua conta e risco.

Pra ser totalmente honesto, amigo leitor, não consigo diferenciar os dois conceitos com precisão. Mas resumidamente, posso dizer que são "coisas divertidas que aparecem no filme", relacionadas ao mundo/universo retratado, mas que não são essenciais ao enredo. No meu conceito, para se classificar nessa definição tem que ser algo discreto: as aparições abruptas (e totalmente desnecessárias) de C3PO e R2D2, por exemplo, não contam.
Então vou listar aqui o que eu encontrei, com ajuda de poucos amigos:

- Suco Azul (logo no começo do filme, quando a Jyn Erso ainda mora com os pais)
- Morte do Red 5 (na batalha em Scarif), vaga ocupada por Luke Skywalker uma semana depois (ou algo assim) na Batalha de Yavin.
- Dançarina Twilek (na base de Sam Gerrera), em holograma
- Not-so-holo chess (na base de Sam Gerrera), jogado com peças reais.
- T-15 (durante a invasão na Base em Scarif), dois troopers comentam a aposentadoria do T-15. Na Death Star, durante Ep. IV, dois troopers comentam sobre o novo T-16.
- Ponda Baba esbarra em Jyn Erso (nas ruas de Jedha)
- Hammerhead (a nave que empurra do Destroyer) é o nome de uma nave do jogo KOTOR.


Quais outras o amigo leitor viu ?
Comente !

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Rogue One

Este texto não contém spoilers do filme. O amigo leitor pode ler sossegado.

Dois amigos estão indo ao cinema assistir a mega-hyper-macho-blatcho pré-estréia excluiva de Rogue One (que um deles comprou pela internet). Um, o que fez a compra, é fanático pela série. O outro, digamos assim, acompanha com interesse.
- Então, bro, explica essa parada aí do Rogue One.
- Você manja de Star Wars ?
- É aquela com o Spock ?
- ...
- Zoeira. É a que tem o Darth Vader e as espadas-laser.
- Sabres de Luz.
- Isso.
- Então. Tá ligado que teve duas trilogias, né ?
- Tô. Mas e o Episódio 7
- Deixa isso quieto por enquanto.
- Ok.
- Então... Você sabe que os filmes que vieram antes aconteceram depois e os filmes que vieram depois aconteceram antes, né ?
- Sim, claro.
- Este aqui acontece no meio.
- Como assim
- Ele vem antes dos que vieram antes, mas vem depois dos que vieram depois.
- Depois dos que vieram depois... Então ele é o Episódio 8 ?
- Não, mano. Deixa essa parada de 7 e 8 pra lá por enquanto.
- Tá. Mas então não vai ter a Rey ?
- Não, só no episódio 8.
- Pena... Mas então esse filme veio antes do que passou antes e aconteceu depois, mas vem depois do que passou depois e aconteceu antes ?
- Sim !
- Legal. E vai ter continuação ?
- Não, este não.
- Então por que ele chama Rogue One ?
- Cala a boca.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Audaciosamente assistindo...

Confesso: por mais que eu adore Star Trek, eu nunca tinha visto a série original completa na ordem.

Pudera, alguém acima dos 30 lembra como era a televisão brasileira nos anos 70-80? A má vontade e incompetência dos diretores era épica. Eles simplesmente se recusavam a apresentar as séries na ordem feita. Mais recentemente, a poderosa RGT chegou a compactar um episódio inteiro de "Angel" em um segmento de 9 minutos. Sim, eu queria poder surrar o cara que mandou fazer isso.
Os episódios eram passados aleatoriamente, sem critério algum. Mudava-se o horário sem aviso. Cenas inteiras eram cortadas para "caberem" na grade. Erros grotescos de dublagem. Um genocídio cultural era feito com as séries. Verdade seja dita, não era apenas com Star Trek, mas com todas. Vi muita coisa da série clássica, portanto, mas não tenho uma cronologia séria na mente até hoje.
Até ontem. Agora o Netflix devolve o respeito à coisa. Então posso ver tudo, na ordem certa, no ritmo que eu quiser. Sim, o Netflix mudou a regra do jogo. 
Adaptem-se ou morram.
Por mim, tanto faz.

PS.: estarei nas próximas semanas homenageando os falecidos tripulantes.