terça-feira, 10 de setembro de 2013

Pessoal x Profissional

Estou acompanhando a polêmica envolvendo a demissão de Flávio Gomes da ESPN neste final de semana. Verdade seja dita, meu acompanhamento é indireto, por matérias, muitas das quais do Terra. Apliquem os filtros necessários, então: pode haver falhas, viés, engano, distorção, sensacionalismo.. o de sempre. Mas partirei da premissa honesta de que as informações são verdadeiras.
Para começo de conversa, o lance que deu origem a tudo: o juizão inventou sim um penalti para o Grêmio. Podem falar, espernear a vontade. Eu estou de saco cheio disso no futebol. A cada pouco vemos erros tão absurdos que não dá mais para chamar de erros. Também estou de saco cheio da postura condescendente e medrosa da imprensa, sempre usando termos eufêmicos como "engano", "erro", "estava com a visão encoberta". Chega disso.
Tentei por 2 anos combater os males da arbitragem no falecido site Nas4linhas. Não conseguimos dar seguimento ao projeto, mas fiz o que pude na época. 
A partir disso, FG, que é torcedor declarado da Lusa, soltou o verbo no twitter. Não acompanhei as postagens, mas o Terra cita algumas, digamos, pesadas. Em um dado ponto, discute com torcedores específicos, até por citá-los em RT. Mas em outros ofende a torcida como um todo. 
FG, não precisava, cara.

Porém, temos a reação da emissora. A reação foi feita em um crescente de efeitos, que culminou com a demissão do jornalista. João Palomino ficou com os créditos pela decisão. Chamou minha atenção postagens como "A opinião do jornalista não representa a opinião da emissora".
Claro que não representa, mas é válido relembrar isso. 
No entanto, se não representa, por que demiti-lo ?
JP, não precisava, cara.

O mimimi definitivamente tomou conta do país. Neste ponto, não é novidade. Como fã do FG, eu gostaria que ele não tivesse sido demitido. Gostaria que ele não tivesse postado os comentários agressivos que resultaram nisso. Não por discordar dos comentários (nem vem ao caso), mas pelo risco que representavam. 
Sim, o jornalista tem a obrigação moral e profissional de emitir suas opiniões. Mas na era do mimimi, algumas vezes precisamos não fazer. Eu contenho minhas palavras no meu trabalho com o mesmo intuito.

FG, continuo teu fã e continuo te seguindo no teu blog. Boa sorte, cara.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Chase 2013

E não que é que deu Kurt Busch?!
A pequena e esforçada Forniture Row bem que tentou atrapalhar, mas o campeão de 2004 fez uma prova firme e estável, lutando até pela vitória. Não deixou a chance escapar. Está no chase, e com méritos.
Outro que se classificou na bacia das almas foi Logano, chegando em 22o. O jovem piloto da Penske cozinhou a corrida inteira e, contando com uma bandeira amarela a 6 voltas do final, deixou o tetracampeão para trás por apenas 1 ponto. Isso porque ele estava em 25o antes do incidente, e estava fora. 
Truex também confirmou a posição de wild card. Ao segurar um top-10, digamos, burocrático.
  • Keselowslki, Gordon e Newmann de fora
São caras que mereciam, pelo talento, estar dentro. Mas fizeram temporadas ruins e de muitos abandonos. Newmann foi o único que venceu entre eles, e apena suma vez.
Pessoalmente, achei meio triste Logano conseguir a vaga com uma prova tão covarde como a que fez em Richmond. Não tenho nada contra o garoto, mas contra a atitude que ele teve na prova. Confesso que também torci por Newmann, mas  não deu para ele. 
  • A disputa
A alternância foi absolutamente emocionante. Gordon entrava e saía do top-10 a cada pouco. Liderou as 49 primeiras voltas, mas não manteve o ritmo. A medida que ele e Logano perdiam posições, alternavam-se entre quem estava dentro e quem estava fora. 
A luta pelo 2o wild card não foi diferente, com Truex controlando Newmann depois que ele perdeu a ponta da corrida. Esse controle o obrigou a segurar Gordon, que não quis ou não pode arriscar uma ultrapassagem. 

Agora são 12 homens e um título apenas. Favoritos são Johnson (que tem feito corridas horrendas, verdade seja dita), Kenseth e Kyle Busch, não apenas por terem pequena margem de folga pelos pontos de bonus, mas por serem mais consistentes. 
Entre as equipes são 3 carros de Hendrick, 2 de Gibbs, 2 de Roush, 2 de Waltrip 1 de Penske, 1 de Richard Childress e 1 da Forniture Row. Com exceção da última, todas são operações com mais carros do que os classificados, o que indica mão de obra e potencial de investimento que pode ser deslocado para os contenders
Vai ser interessante. Aposto em Kenseth. 
Torço por Dale. Gogo #88.

domingo, 8 de setembro de 2013

Alergia a Padrões

Assisti esta semana a uma palestra sobre a Internet das Coisas. A parte final da mesma foi um misto de alerta com desabafo pelo palestrante a cerca da falta de atenção dada pelo governo brasileiro a esse assunto. Segundo ele, e este blogueiro concorda, não se trata de um "se", mas de um "quando". E a não participação implicará na adoção de algum padrão pronto estrangeiro.
Algum.
Algum implica haver mais de um. E, de novo, este blogueiro concorda com a afirmação implícita de que haverá mais de um padrão. De novo, e de novo e de novo.
Impressiona-me como a raça humana é, na prática, aversa a padrões universais. Até entendo que alguns padrões sejam impossíveis de serem atingidos, até porque o assunto surgiu antes do conceito de padrão universal. Aqui, ficam o destaque para o idioma e a moeda.
Mas mesmo depois do conceito de padrão apresentar suas vantagens mais do que evidentes, sempre temos mais de um padrão, até mesmo quando apenas dois são possíveis. O exemplo mais gritante é o sistema de unidades, ainda em disputa entre o britânico métrico e o universal. E pensar que esse é apenas uma birra britânica com o fato do outro ter sido criado por franceses. Também existe a diferença entre a direção pelos lados direito ou esquerdo da pista. E estamos longe de terminar a lista. Seguem outros casos:
- calendário
- quantidade de dias no ano (os árabes usam 360 até hoje !)
- data de início e término do horário de verão
- pinos das tomadas
- lado em que fica o bocal do combustível (preste atenção na rua hoje mesmo)
- frequência e voltagem da energia elétrica
- Documento Único (só no Brasil, temos RG, CPF, CNH, Eleitor e PIS-PASEP, numa busca mental rápida)
- Fuso Horário (Venezuela, por exemplo, usa horas fracionadas)
- Padrão de televisão preto-e-branco, a cores e HD.
Observe-se que algumas dessas coisas são recentes ou sofreram mudanças recentes. 
Nas últimas décadas vimos a guerra do padrão de video-cassete entre Betamax e VHS ser vencida pelo padrão pior, e foi uma vitória comercial, não racional. Na sucessor do DVD (Blu-ray x HDDVD), pelo nenos venceu o melhor, mas de novo por motivos pouco nobres. Mesmo antes disso, houve um ensaio de disputa entre LD e DVD pelo padrão do disco de filmeAté mesmo a genial iniciativa do USB enfrenta resistência dos babacas da Apple.
A única exceção que me veio à mente foi o CD, mas justamente por ser padrão permitiu a cópia relativamente fácil e que mudou a cara da indústria fonográfica no mundo. Também ouvi falar sobre a padronização dos carregadores de celular, assunto que avançou mas não está fechado.
Eu me pergunto, amigo leitor, por que é tão complicado padronizar a coisas. Compreendo que existam interesses econômicos envolvidos, mas falar nisso é pensar excessivamente no curto prazo em detrimento do longo. Lembremos que o padrão perdedor, além de não gerar recursos, gerou despesas de montanhas de dinheiro em pesquisa e desenvolvimento. 
Mas o consumidor e cidadão está aprendendo os malefícios disso, e começa a ter menos paciência com esse assunto. Insistir em padrões próprios é, como gosto de mencionar, burrice aguda.




sábado, 7 de setembro de 2013

Lista Negra: TAM

Acho que qualquer pessoa que já voou de avião no Brasil passou pelas mãos inescrupulosas da TAM. Também fui vítima, mais de uma vez. Certa vez, fiz uma contagem e tinha feito um total de 7 trechos, tendo tido algum incidente em 5 deles. Tentei puxar pela memória e a conta não bateu. Mas vamos ao que de fato posso relatar.
  • Cuiabá
Em 1999, fui a Cuiabá para um evento. Voltaria na 3a feira de uma semana, mas dei um jeito de esticar até o domingo. Ao chegar ao aeroporto, descubro que o voo estava atrasado. Foram 6 horas de espera: o que estava programado para 12h decolou apenas 18h10. 
  • Curitiba
Cheguei ao aeroporto 55min antes do horário do voo, e o mesmo já estava fechado. Tivemos que voar (eu e meus dois chefes estrangeiros) mais tarde e para outro aeroporto, onde não estava o meu carro. Ainda me custou um taxi, portanto.
  • João Pessoa
Mais corriqueiro, eles perderam minha bagagem. Fiquei 3 dias sem ter nem como trocar a roupa de baixo por culpa deles.
  • Lima
Pedi instruções para uma funcionária sobre bagagem de mão e a informação foi conflitante com a prática no despacho de bagagem. Fato físico é que isso me custou uma garrafa de pisco, presente para um amigo.

O leitor pode me culpar pelo incidente de Curitiba. O leitor que quiser me irritar também pode fazer o mesmo sobre Lima. Não me importa. Não faço negócios com essa gentalha mais.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

NFL 2013

Quanto mais vejo esportes americanos, menos vejo os brasileiros. Minha crescente decepção com futebol convive com crescente admiração pelo futebol americano. 
Apenas para citar alguns pontos, começo pela transmissão. A semana 1 tem rodada completa, com 16 jogos. São 3 transmissões pela ESPN, 1 pela NBC, 6 pela Fox e 6 pela CBS. Mesmo não se podendo jogar às 6as e sábados (por regulamento, para não interferir com o futebol universitário), a tabela encontra 3 horários no domingo e 2 na segunda-feira, para maximizar o potencial de transmissão. Pelo que entendi, também há um jogo isolado todas as 5as. Não analisei todas as rodadas, mas acho que é isso. Percebem a diferença com nosso futebol, onde se transmite um jogo por rodada, sempre do Corinthians, em dois canais?
Outro dia vi o regulamento de criação das tabelas da temporada regular. Parece coisa de maluco mas, de repente, faz sentido. Busca-se ao máximo uma temporada balanceada sem o que os americanos consideram maçante: turno e returno. 
Não é à toa que, das 50 equipes mais ricas no mundo de todos os esportes, 32 vagas sejam ocupadas pelas 32 franquias da NFL (lista de 2012). 
Aliás, acabo de achar o link dos 50 times em 2013. Pra segunda-feira, ok ?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

De RH para Sr. Inverno

Caro Sr. Inverno,
 
Primeiramente, gostaríamos de elogiar sua atuação recente. Os resultados atingidos nos últimos meses excederam todas as expectativas. O sr. superou todos os indicadores de desempenho, cumprindo as mais agressivas metas individuais, setoriais e corporativas. Seus esforços demonstraram grau de excelência inigualável. As horas extras e plantões aos finais de semana também não passaram despercepidos pela nossa diretoria.
Nossos mais sinceros agradecimentos.
No entanto, mudanças paulatinas e constantes em nosso eixo de direção fizeram com que sua estação de trabalho não mais faça parte de nossa corporação. Desta forma informamos que seus trabalhos não mais se fazem necessaries.
Como forma de agradecimento, estamos providenciando uma carta de recomendação, além de manter os benefícios de vale alimentação e plano de saúde até que o sr. encontre nova colocação. Também contratamos uma consultoria para avaliar seu caso, e esta nos informou que há diversas oportunidades para o sr. no hemisfério norte. Ainda no sentido de reconhecer seus esforços, estamos disponibilizando passagens e verba de mudança para que o sr. se instale por lá.
Esperamos poder contar com suas habilidades únicas no médio prazo, embora não haja perspectivas para o curto prazo.
 
Sem mais para o momento
 
Mercosul Empreendimentos Sociais

Ou vai ou racha

Depois de 25 longas (algumas longas mesmo !) provas, as 12 vagas para o Chase for the Cup serão definidas neste sábado, em Richmond. Curiosamente, em uma pista curta.
As vagas são definidas entre pontuação (10 primeiros do campeonato) e wild cards (2 pilotos com mais vitórias entre 11o e 20o). Vale lembrar que os 1o primeiros transformam as vitórias em pontos de bonificação durante o chase, o que não acontece com os wild cards. Não é uma bonificação tão grande assim, mas é melhor do nada e suficiente para incentivar os pilotos a, se possível, classificarem-se preferencialmente por pontos.
  • Quem tá dentro

Johnson, Bowyer, Harvick, Edwards, Kyle Busch e Matt Kenseth estão matematicamente classificados por pontos. Correm apenas pela vitória e seus respectivos 3 pontos de bonificação.
Em 7o, Dale Jr só não se classifica se acontecer um desastre. Apenas 12 pontos (32o lugar) o separam da classificação. Ainda que fique de fora da prova logo no começo, precisa perder várias posições para ser eliminado. Improvável.
Logano e Biffle estão praticamente assegurados. Com, respectivamente, 33 e 35 pontos (11o e 9o lugar), não dependem de ninguém. Ainda que não atinjam o número mágico de 762 pontos, possuem uma vitória cada um, o que os colocaria como fortes candidatos ao wild card.
Kurt Busch não pode brincar em serviço. Os 43 pontos necessários são praticamente a vitória (2o lugar liderando uma volta também é suficiente). Então ele precisa mesmo é tomar conta de Gordon, Khane, Truex, Newmann e Keselowski. Chegando a frente de todos, ou controladamente próximo, se atrás, consegue.
Khane, em 12o, está matematicamente classificado como wild card: não há como haver 3 pilotos com 2 vitórias na luta. Mas prefere a vaga por pontos e isso torna a análise complexa e divertida.
  • Quem tá fora

A turma acima mencionada está na berlinda, em ordem crescente de complicação. 
Gordon, em 11o, não precisa de um milagre, como em 2012, mas precisa de um bom resultado. Precisa fazer, por exemplo, 6 pontos a mais que Kurt Busch ou 15 a mais que Biffle. De todo modo, uma vitória garante a vaga, nem que seja como wild card.
Truex é o 2o wild card no momento, 13o em pontos. Pode tentar a vaga por pontos. São 16 pontos até Kurt Busch e ainda ultrapassar Khane (6 pontos) e Gordon (10 pontos). Possível, mas pouco provável. Uma melhor estratégia seria assumir a condição de wild card e defendê-la. Nesse caso, precisa olhar para trás. O problema mais sério seria uma vitória de Newmann, a 2o no caso. A vantagem em pontos é pequena: 5. Fora isso, Keselowaki (14 pontos), McMurray (23 pontos) e até Menard (46 pontos) poderiam passá-lo. 
Newmann se classifica com vitória. Ou passando Truex, e são apenas 5 pontos de diferença. De todo modo, não basta marcar Truex, pois alguém atrás pode vencer e complicar tudo. Tem chances.
Keselowaki, em 15o, precisa de mágica. Sã 29 pontos para entrar entre os 10 primeiros, muita coisa. Então vai tentar vencer. E ainda assim, precisa de pontos sobre quem vem a frente dele: 14 sobre Truex e 9 sobre Newmann. Improvável.
McMurray e Menard só estão sendo citado pelo rigor matemático da análise. Podem esquecer deles.
  • Minha aposta
Nada contra ninguém. Mas acho que os 9 primeiros se classificam como estão, talvez mudando a ordem, com Gordon completando o time. Duvido da estabilidade da Forniture Row em manter Kurt a frente de Gordon. Que se diga, o conjunto FR-Busch fez uma temporada incrível em 2013 e até merece a vaga, mas não creio que consiga.
Para wild card, além de Khane aposto em Newmann e seu orgulho ferido por estar desempregado para 2014. 
Cobrem-me.





terça-feira, 3 de setembro de 2013

Lista Negra: Ingresso Fácil

Antes de mais nada, amigo leitor, não confunda com Ingresso Rápido, ok? Mesmo ramo, atitudes completamente diferentes. 
Nos anos 2000, eu frequentei estádio de futebol. Ia a muitos jogos do São Paulo pela Libertadores. Mas enfrentar congestionamentos, apertos, falta de sanitários, flanelinhas, preços abusivos de comida, falta de higiene, empurra-empurra e riscos de assaltos e brigas não era o pior. O pior era comprar o ingresso. 
A empresa cobrava preços extorsivos pela taxa de conveniência. Era um abuso só. Chegava a 1/3 do valor do ingresso. Daí, não havia outra maneira que não fosse ir até um ponto de venda. 
Até que havia bastantes pontos: estádios, ginásio do Ibirapuera (uma das minha opções) e lojas Centauro, também vítimas desses panacas. O problema é que o tal "sistema" era uma bosta, para usar o termo mais honesto. Caía o tempo todo, lento, complexo sem necessidade alguma. E sempre tínhamos problemas de falta de guichês e atrasos. 
Cheguei a passar tardes inteiras ao ar livre para comprar ingressos. O terror era não apenas o tamanho da fila, mas o fato dela simplesmente não andar. E ao seu lado, um maldito cambista vendendo exatamente o que já deveria ser seu.
Minhas queixas jamais foram atendidas ou sequer respondidas.
Ouvi de tudo sobre o que poderia ser: esquema com cambistas, incompetência pura e simples e que o dono da empresa era corinthiano e fazia isso propositalmente.
Não sei a verdade. Sei que o nome da empresa deveria ser Ingresso Difícil.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Animais americanos

Faz algumas semanas, meu chefe comentou como é comum os times americanos das variadas ligas usarem nomes de animais, e de aves em particular. Caso o leitor não tenha reparado, os times de todas as franquias mantém o formato [nome da cidade][nome do time]. E esse [nome do time], que poderia ser qualquer coisa, apresenta, segundo ele, tendência buscar na Biologia suas inspirações.
Pesquisei.

Na NBA, são atualmente 30 franquias. Aderentes ao critério, são: Atlanta Hawks, Charlotte BobcatsChicago Bulls, Memphis GrizzliesMinesota Timberwolves, New Orleans PelicansToronto Raptors. São 7 animais, 3 aves. Suficiente para continuar a pesquisa.

Na NFL são 32 franquias. Representando o zoológico, são: Atlanta FalconsArizona CardinalsBaltimore RavensCarolina PanthersChicago BearsCincinatti BengalsDetroit LionsJacksonville JaguarsMiami DolphinsPhiladelphia EaglesSeatle Seahawks. São 11 animais, com 5 aves.

Das 30 equipes da MLB, destacamos: Baltimore OriolesDetroit TigersMiami MarlinsSt. Louis Cardinals. Pouco até: 4 animais e 2 aves.

Seguimos para a NHL e seus 30 times: Anaheim DucksChicago BlackhawksFlorida PanthersNashville PredatorsPhoenix CoyotesPittsburg PenguinsSan Jose Sharks. Mais 7 animais, mais 3 aves.

De 124 times das 4 principais ligas americanas, achamos 29 animais, com 13 aves. Já se nota até a repetição de panthers e cardinals. Acho que posso concluir que meu chefe está certo em sua observação.

domingo, 1 de setembro de 2013

Brigas de Torcidas

Os casos recentes de brigas de torcedores em Brasília, primeiro entre sãopaulinos e flamenguistas e uma semana depois entre vascaínos e corinthianos, trouxe novamente a tona a questão das Torcidas Organizadas. Observe, amigo leitor, que não uso o marcador "futebol" neste texto, por nada ter a ver com o mesmo. E, como sempre, o tema vem carregado de um ranço relacionado às referidas organizações e uma argumentação medonhamente estúpida a cerca das mesmas.
Basicamente, já se ouve há 20 anos a ideia de se fechar/encerrar/proibir as organizadas para que isso resolva todo o problema da violência no futebol. Algumas delas foram fechadas e reabriram com nomes praticamente iguais. A similaridade afronta e deveria envergonhar o Ministério Público e especialmente os cretinos promotores que abraçaram essa estratégia. Destaque para Fernando Capez e sua oratória populista escrota. 
Vamos enumerar aqui algumas, mas não todas, as razões de porque culpar as organizadas é burrice aguda.
  • Organizações não agridem pessoas. Pessoas agridem pessoas.

Digamos que você vá fazer compras e o segurança ache que você está roubando mercadorias. Se ele te causar constrangimento, um processo de dano moral cairia contra o estabelecimento. Mas se ele te agredir, como vamos prender o supermercado? Quem responde pelos atos físicos é a pessoa física. Coincidência nas palavras? De modo algum. Se o mesmo segurança deixa o tal supermercado para vir brigar com você na rua, o supermercado agora sequer responde pelo dano moral, pois é assunto completamente pessoal. Então por que as pessoas não percebem essa analogia e acusam as organizadas?
  • A maioria é pacífica
Antes de dizer que "são todos uns animais", pense que, por exemplo, a Gaviões da Fiel tem mais de 60 mil associados. Perdoem-me se eu estiver desatualizado e for muito mais que isso. Ainda assim, quando vemos as cenas de brigas são... dezenas, às vezes nem isso, envolvidos. Então por que vamos punir a maioria de torcedores que não fizeram nada de errado?
  • Vão ao estádio para torcer
O objetivo da organização é tornar a atividade "ir ao estádio" uma experiência mais completa. Agredir os torcedores dos outros times ou das outras organizadas não faz parte dos objetivos da organização. Não há razão, portanto, para culpar a organização pela atitude de parte de seus membros.
Ainda nessa linha, podemos fazer outra analogia. Se um caixa de banco qualquer dá um golpe contra clientes, devemos culpar e fechar o banco por isso? Ou a culpa é o tal caixa, pessoa física, que cometeu o delito?
E só pensar um pouco.

  • Já não deu certo antes
Várias organizadas já foram fechadas antes. A Torcida Independente virou Torcida Tricolor Independente, a Mancha Verde virou Mancha Alviverde. Alguma coisa mudou depois disso? Óbvio que não. E não mudou porque não se atacou a causa: o torcedor violento.

As organizadas tem esse bad blood contra si faz tempo. Deveriam estar lidando com isso de alguma maneira, e nisso falham. Mas a culpa real disso é do mesmo culpado de quase sempre no Brasil: impunidade. O sujeito briga, é preso (ou nem isso) e nada acontece. Continua brigando. Vai à Bolívia matar um garoto com um morteiro, mas agora está solto causando confusão em Brasília.
A culpa disso tudo é de quem não prende e de quem não condena. Basta cumprir as leis que já existem. Fechar essas organizações é populismo barato e ineficaz.