quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Cheiro que Você Odeia

Esmalte de unha.
Sim, é sério. Odeio cheiro de esmalte de unha.
Claro, sempre tem o óbvio: urina e fezes, comida estragada... Mas acho que o conceito deste projeto é ir além do óbvio. Fazer a auto-análise, se conhecer melhor, colocar as ideias em palavras escritas e reler depois.
Então lembro de discussões intermináveis com minha irmã. Ela queria pintar as malditas unhas na sala vendo televisão, e o zicado aqui não aguentava ficar por perto. Claro que meu pai dava razão a ela: não me lembro dele me dar razão contra minha irmã uma única vez em 32 anos (idade dela quando ele faleceu). Daí ela dominava a sala com aquele cheiro artificial, gradante mesmo, que fica impregnado na casa a nas suas narinas por uns 3 dias.
O fato é que compostos orgânicos aromáticos possuem cheiro muito forte. O ser humano percebe esses odores com enorme facilidade. Benzeno (e derivados) e naftaleno (e derivados) são reconhecidos imediatamente por qualquer um. E deve ter algum deles no solvente da tinta do esmalte de unha.
Atualmente, casado, minha esposa entende o drama. Pinta as unhas na varanda, com a porta fechada para o cheiro não entrar. Só elogios a ela.
Mas não ao esmalte de unha: odeio !!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Citação que Você Odeia

Por si só, isoladamente, nenhuma.
Mas entra a questão do contexto. E o contexto muda só tudo. Portanto, ficarei com duas para não me estender demais.
A primeira é bastante conhecida do público brasileiro, até por ser recente. De Ronaldo: "Não se faz Copa do Mundo com hospitais". A retirada de contexto é tão gritante que vou mostrar aqui um vídeo de 50s para o amigo leitor. Apenas 50s:


Infelizmente, preciso escrever o óbvio:
1) Não, não se faz Copa do Mundo com Hospitais. Pura e simplesmente, é verdade o que ele disse.
2) Ronaldo era integrante do Comitê Organizador Local (COL), não Ministro da Saúde. Ele respondia sobre a Copa, não sobre a saúde pública brasileira.
3) Ele diz, no mesmo parágrafo: "eu tenho certeza de que eles estão fazendo isso, dividindo os investimentos". É só ouvir tudo o que o cara diz.

E, como tenho mantido a que mais me impacta para o final, vou com Einstein"Deus não joga dados". Esta merece mesmo o primeiro lugar por dois motivos. O primeiro, mais direto, é a citação em si. Era uma crítica de Einstein à visão probabilística e não-determinística da Mecânica Quântica. E ele errou sobre isso: pelo menos até onde se sabe neste começo de milênio a MQ tem sua boa parcela de validade sim. 
Mas a segunda razão é mais forte. Essa citação é frequentemente usada como "prova" de que Einstein era religioso. Não era, por milhas: era ateu convicto. Leia as obras completas dele, e saberás. A citação a deus foi apenas um uso de termos comumente encontrados na linguagem, mas é sempre tirada de contexto e de significado. Claro, por gente agindo de má fé. Foi esse caso, inclusive, que me fez remover por completo qualquer menção a deus na minha linguagem de dia a dia. Não falo "deus do céu" quando tomo um susto ou "pelo amor de deus". quando estou indignado. Aprendi com o erro dele.
De todo modo, odeio !!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Um Ódio Gastronômico

Só um aqui também? Poxa... Falarei de pratos completos, evitando portanto ingredientes (dia 15) ou bebidas (dia 24).
Detesto coisas desnecessariamente amargas. Um pouco amargor vai ok, tanto que gosto de chocolate amargo. Mas tem algumas coisas que estão, enfim, erradas.
É fácil mostrar a rúcula como prova definitiva de que deus não pode ser bondoso e onipotente. Vejo a rúcula como a origem de todo o mal do universo. Provavelmente porque é mesmo. O mesmo vale para outras verduras estúpidas como escarola, espinafre, e catalhonha. Usei esses caras todos porque tem gente louca o suficiente no mundo para fazer salada dessas porcarias, e elas se tornam, valha-me o spin do neutrino, um prato completo.
Escrever isso depois do almoço embrulha o estômago...
Agora temos a berinjela, que de tão ruim, eu nunca sei se escreve com G ou J, dependendo do corretor ortográfico para isso. Amarga, com gosto de amargo. Pode ser feita sozinha ou estragando outros ingredientes junto. Já volto a ela.
Outra coisa prosaica, comum e horrorosa é o pão na chapa. Lembrando que eu gosto muito de pão e adoro coisas feitas na chapa, o problema é a manteiga. Falarei dela em detalhes no dia 15, se conseguir escrever sob efeito de Dramin quando o dia chegar.
Como sempre existem coisas boas em tudo na vida, eu odeio quando alguém pega algo simples e bom, gastam dinheiro e tempo em cima e acabam estragando a bagaça. Para surpresa geral, não estou falando de uvas passas (que eu gosto), de frutas cristalizadas (que eu gosto) ou de coisas doces aleatórias em pratos salgados (que eu aprendi a gostar com o passar dos anos). Aqui eu posso citar o bife acebolado da minha falecida mãe
Sério. Adoro carne, adoro cebola e adoro bife acebolado. Só que ela colocava muito vinagre e, na boa, ficava ruim. Acho que nunca disse isso a ela, mas realmente detestava quando o azedo passava da conta. E fico feliz por nunca ter dito.
Finalizando, retomo a batida de coisas boas que estavam boas até algum pateta por as mãos, acho que o vencedor é a moussaka. O ponto é que algo italiano genial inventou a lasanha e algum turco (húngaro, romeno... é inacreditável eles brigarem pela autoria dessa bosta) estúpido trocou as lâminas de massa por fatias dela: a maldita berinjela. 
Pra que isso ?! O bagulho estava ótimo, fácil de fazer, com variantes para todos os gostos... Mas não. Alguém tinha que estragar.


Odeio !!!

domingo, 3 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma Música que Você Odeia

Uau, quantas...

A primeira coisa que me dá nos nervos são músicas... brasileiras. Sim, detesto praticamente tudo catando em português. Salvam-se algumas bandas  de rock como Legião Urbana, Sepultura, Mamonas e coisas pontuais aqui e ali.
Samba, pagode, axé, sertanojo, MPB (Música Para Babacas) e a pior parte de tudo isso: Bosta Nova. Não tolero nada disso. Dói, simples assim. Em outra vertente, odeio quando quando alguém estraga algo bem feito. Dá vontade de esmurrar o sujeito gritando "tire suas mãos imundas disso". 
Porém a pergunta não é sobre estilos musicais, mas sobre músicas. Então quero ser justo e escolher 3 delas. Aproveito para torturar o amigo leitor com os respectivos clipes:
  • Será, por Simone
Já não gosto dela, e gosto menos do sotaque (voltaremos a isso no dia 9). Mas este caso é particularmente odioso, por ser uma música que eu gosto muito de uma banda que eu gosto muito em um mar de ruindade sonora. Daí esta criatura me faz isso:



  • Infinita Highway
Verdade seja dita, embora eu não seja fã dos Engenheiros do Hawaii, eles tem seus momentos aceitáveis. Não foi aqui. Humberto Guessinger não conseguiu usar a métrica básica para fazer os versos encaixarem nas estrofes. 
Um porre.



  • Tema de Natal da Jovem Pan


Aqui temos o resumo de tudo: Natal, regravação ruim e uma repetição ad nauseam desse lixo. Dá vontade de usar uma furadeira nos tímpanos. O nível de ódio foi: troquei minha rádio AM para a Bandeirantes por causa disso.

Odeio !!!



sábado, 2 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio: Uma hábito que Você Odeia nas Outras Pessoas

Ah, vários. Mesmo.
Inclusive isso explica eu ser tão antissocial.
Odeio pessoas com conversa rasa, novela e BBB. Odeio gente teimosa, que não olha os fatos na cara dela (como os 51 milhões de eleitores da Dilma). Odeio gente falsa, odeio burrice. Mas quem nunca?
Morar em metrópole aumenta o contato com gente. Aumenta a possibilidade de odiar gente. Aumenta a possibilidade de odiar algum comportamento específico, pois tanto o leque de opções como a frequência ficam exponencialmente maiores.
Então optou por algo comum e horrendamente frequente: odeio quem desrespeita o espaço do outro. Tipo isso:


Estacionar em fila dupla, ficar parado na porta do elevador, segurar o elevador, ficar parado em frente a uma porta, tomar café em frente à máquina... A lista não acaba.
É um mal hábito humano, mas incrivelmente brasileiro. Tem em todo lugar, mas é terrivelmente frequente no Brasil. E na minha percepção enviesada, tem piorado nos últimos anos. Uma vez, há cerca de dois anos, eu estava no metrô com minha então namorada (hoje esposa) e uma louca resolveu parar em frente a uma escada rolante depois de sair dela. Nota: era uma escada de entrada da estação São Bento do metrô em um sábado pela manhã. Havia uma turba já indo embora da rua 25 de Março e aquela anta estacionou na saída da escada, que continuava seu inexorável trabalho de empurra pessoas rumo às catracas. Podia ter causado um acidente até sério, não fosse literalmente empurrada por uma mulher que não tinha como desviar. 
Enfim, odeio !!!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

30 Dias de Ódio:Um Ódio que Você Acha que Só Você Tem

Um ódio que você acha que só você tem.
Mais fácil perguntar do que responder, e aqui já faço uma análise. Desde o surgimento das redes sociais (notadamente o Orkut), ficou mais fácil encontrar e conhecer pessoas. Ficou mais fácil ver o que as pessoas pensam. Do que gostam e do que odeiam. E isso complicou muito a resposta a esta pergunta, por causa do "só você tem". 
Hoje em dia é muito fácil achar pessoas com o mesmo gosto ou desgosto em qualquer assunto. E fiz isso diversas vezes. Tem um monte de coisas que eu odeio, mas sei que não estou sozinho em nenhuma delas. Obrigado, Zuckemberg. (metade sério, metade sarcástico)
Então mesmo tentando odiar coisas como "quem não usa ponto final em frases", lembro que tenho uma professora de português adicionada em meu Face. Quando odeio café, minha esposa também odeia. Quando odeio acordar cedo, lembro do Garfield. Não posso nem odiar o fato de não estar mais sozinho em ódio nenhum, pois seria mentira. Uma das respostas possíveis seria um jogo de tabuleiro, mas falarei disso dia 23.
No fim, será algo bucólico até: odeio usar óculos.

Acho que estou sozinho nisso, pois minha esposa, minha ex-namorada e muitas pessoas que conheço acham que eu fico mais bonito (gasp !) de óculos. Não interessa: odeio eles. Odeio depender deles. Odeio gastar dinheiro com ele. Odeio ter que limpá-los ou quando ficam molhados na chuva, que eu também odeio. Mas odeio os óculos mais.
Odeio !!!

Promessas de Ano Novo (Análise 2015)

Dia 1o de janeiro. Nada como começar o ano se organizando...

- prometo continuar gostando de cachorro, de tabuleiro, de RPG, de Nascar, de F1 e de Kung Fu. 

Feitos, todos. Da Nascar, até fui a mais uma pista, a lendária Daytona. Vi todas as corridas de ambas as categorias, exceto uma das provas de Nascar que tive que me contentar com um resumo de 1h. Joguei RPG, tabuleiro.. Tudo certinho.

- prometo assistir House of Cards, True Detective (supondo que saia), Better Call Saul, terminar Arquivo X e caminhar (1 temporada ?) em Airwolf.

Curiosamente, fiquei devendo True Detective pois as análises foram negativas. Cumpri todos os demais.

- prometo manter carro e casa em ordem.

Feitos, embora a parte da casa tenha deixado tarefas para 2016.

- prometo não assistir Game of Thrones.

Feito.

- prometo viajar para um novo país (EUA, Peru, Inglaterra e Alemanha não valem). Estudos apontam para Caribe ou Itália.

Hummm... depende de como se encara as coisas. Algumas pessoas, muitos deles próprios inclusos, consideram o Hawaii um país a parte. Se assim for, fui a um novo país. Os legalistas me tirariam a razão.

- prometo continuar falando mal de religião e do PT.

Come se precisasse...

- prometo terminar o curso de sushi que comecei ano passado.

Falhei neste.

- prometo assinar Netflix.

Feito. Virei fãzaço do sistema.

- prometo manter minha Lista Negra em dia, e segui-la com afinco.

Escrevi pouco nela, mas segui a risca o que já tinha feito.

- prometo casar.

E que festão !!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

30 Dias de Ódio: Introdução

Fui desafiado. Aceitei.
Pudera: me desafiar é o mesmo que me oferecer comida. Eu me alimento de desafios e os tempero com polêmicas. Este veio pronto e embalado, bastando aquecer.
Pois Sharlene Pereira, amiga querida do trabalho, me desafiou a escrever 30 posts, em uma ordem pré-estabelecida. São 30 assuntos diferentes dentro dos quais devo explicitar algo que odeio. O leitor deve estar a rir: sou muito virulento em alguns comentários e expressar ódio não representa, exatamente, desafio.
Pois estou preparando os 30 para o mês de janeiro, um por dia. No momento em que escrevo esta pequena introdução, 19 já estão prontos e programados. Se eu morrer hoje, 63,3% do projeto irá ao ar. Posso viver com isso, mesmo se estiver morto.
Procurei em todos os itens esclarecer o motivo do ódio. Nenhum é gratuito, não acredito em ódio gratuito. Isso, inclusive, me complica bastante para um dos dias. Mas não nos adiantemos.
Cada post está programado para um dia do mês, sempre às 13:13. Volte do almoço e saboreie a sobremesa lendo algo odioso e odiável. O horário não é acaso: como odeio o PT e tudo que há nele e o que ele representa hoje, o horário faz clara referência à citada corja.
Isso não quer dizer que o blog ficará parado ou monotemático (dependendo do ponto de vista...). Outros assunto poderão surgir e os postarei como sempre. Mas garanto a todos os assinantes 30 postagens de ódio destilado por este blogueiro educado nas melhores estrabarias londrinas do século XVII.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O Despertar da Saga

É um período de guerra civil.
Um grupo de rebeldes no Facebook 
partiu das profundezas da internet
e atacaram a saga pela primeira vez.

Durante as discussões
o grupo altamente hatter 
conseguiu lançar uma crítica 
barulhenta do novo filme da série
poderosa o suficiente para arrematar 
todos os recordes de bilheteria 
de um planeta inteiro.

Perseguidos pelos agentes maléficos
dos críticos, blogueiros corajosos
conseguiram contra-atacar postando 
suas resenhas na internet 
e agora tentam restaurar a paz
na galáxia...

Ok, amigo leitor: esperei uma semana para falar de Star Wars. Ou quase isso, pois eu vi o filme pela primeira vez na 4a-feira e novamente no sábado. Já dá para analisar algumas coisas, então vamos a elas.
Sendo o mais técnico possível, The Force Awakens é ducaraio. 
A primeira coisa que impressionou é a ausência de coisas bonitinhas e estúpidas, o que mostra o temor deixado por The Balance of the Force. Não há criaturas fofinhas feitas apenas para vender brinquedos: quem está no filme realmente importa.
O segundo aspecto positivo foi a ausência de coisas mirabolantes. Leia-se: não temos a versão 2015 dos midchlorians. 
O ponto positivo seguinte foi a excelente atuação de todos os, sem exceção, atores. Todos. Eles fazem sentido, eles convencem, eles mandam bem.
Agora tenho que falar dos efeitos, e estão acima das expectativas, que eram elevadas. Os combates de nave determinaram um novo patamar de qualidade, e quem quiser ser lavado a sério vai ter que fazer assim agora. 
Uma última parte é o timming de lançamento, em plena primavera nerd. Nerd é o novo chique: todo mundo quer ser nerd, parecer nerd, falar como nerd, fazer as coisas de nerd. Devolvam o dinheiro do meu almoço, seus malditos! Mas senta aí, vamos te atualizar sobre uma coisa ou duas...
Isso tudo somado fez o filme ficar em 2o no ranking da saga, perdendo apenas para The Empire Strikes Back
Até aqui, pude comentar sem spoilers, outro aspecto que explodiu nas redes sociais esses dias. Então vou inserir um corte aqui para poder escreve livremente.

SPOILER ALERT !
SPOILER ALERT !
SPOILER ALERT !
(abaixo desta linha tem deveria ter um corte de conteúdo, a acessível depois de um ckick. Espero que funcione)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A Imbecil do Dia: Sandra Regina Nostre Marques

Fazia tempo que eu não usava esse título de post, e olha que não faltou motivo. 2015 foi um ano bem prolífico em imbecilidades, nacionais, internacionais, esportivas, culturais e principalmente políticas. Vamos ao ponto.


O país inteiro está discutindo a proibição do uso do Whatsapp por 48h (das 0h de hoje às 24 de amanhã). Uau... quantas camadas de estupidez. Sigamos a cadeia alimentar toda.
O primeiro imbecil permanecerá anônimo, covarde que é. Ocorre que a decisão não cita o autor da ação. Então vai aí para você, senhor(a) autor da ação: você é um covarde, burro, imbecil, safado, pilantra, calhorda, babaca, estúpido. Se for mulher, adapte para o feminino os adjetivos se for capaz. Não creio que seja. 
O segundo imbecil é o advogado do primeiro. Também não sei seu nome. Você é exatamente o tipo de advogado das piadas de boteco. Você não tem escrúpulos, não tem ética, não tem moral. Você sabe perfeitamente que o que seu cliente pediu é imoral, ilegal, errado e prejudicial em todas os níveis, mas não se importa com nada disso. Você quer apenas receber os honorários. No, doutor, comparo-o com os soldados nazistas que "apenas cumpriam ordens": você é a escória mais vil da humanidade.
Mas nada disso seria possível sem a ajuda da juíza Sandra Regina Nostre Marques. Esta criatura pelo menos tem nome. Aqui, o modelo é simples de entender, pois só há duas explicações básicas plausíveis. A primeira, é dinheiro. Há pesados interesses econômicos envolvidos, e é perfeitamente possível que ela tenha vendido essa sentença. Não sei se é o caso, mas é incrivelmente simples de averiguar. Basta analisar seus emails, registros telefônicos e, ironia máxima, histórico do próprio Whatsapp dela que a verdade apareceria, fosse o caso. A segunda é que ela compartilha do nível de burrice do requerente, aquele em que chamar de quadrúpede ofende milhares de espécies. Claro, pode ser uma combinação de ambas, e não duvido disso.
  • impacto

Claro que ninguém vai morrer por causa disso. Mas em um país com cerca de 250 milhões de números habilitados, cerca 1,25 linha por habitante, pode-se afirmar que isso está prejudicando, em números redondos, o país inteiro. Inclui-se aqueles sem o aplicativo, pois seus pares, parentes e amigos foram. Todos estão com contato reduzido. Todos estão usando alternativas para se virar, às vezes pagando por isso. Todos estão putos da vida com isso.
Conheço pessoas que usam o Whatsapp como principal ferramenta de trabalho. Uma delas é vendedora, na semana que antecede o Natal em um ano terrivelmente ruim de vendas. O que eu digo para ela ? O que você, dona Sandra Regina Nostre Marques, dirá a ela?
Falando novamente nessa criatura, relembro que o caso está sob "segredo de justiça". Quer dizer que ela pode remover um direito meu, de usar um aplicativo, sem sequer me explicar porquê? Sim, ela pode.
  • Interesses

Agora... por que isso? A quem interessa isso?
Um dia depois de Eduardo Cunha estar na berlinda, com casa e escritórios sob investigação policial, com medo de ser preso. No momento em que o STF define o rito de impeachment da presidente. No mesmo dia em que um ex-senador tucano é condenado a 20 anos de prisão. Na semana em que estréia o filme do ano, quiça da década, para não deixar o assunto limitado a política. Na semana do mundial interclubes. 
Com tudo isso e muito mais acontecendo, as primeiras páginas dos jornais estão falando do Whatsapp. Na televisão, vejo de passagem o reporter entrevistando uma moça no ponto de ônibus sobre o assunto. As pessoas só falam disso, é o assunto do dia. Então é bastanet conveniente para as forças políticas escusas do país que se fale de outra coisa.
As operadoras de telefonia estão envolvidas nessa palhaçada? Não sei, mas acho provável. O Whatsapp detonou o faturamento delas, ao tornar o contato com as pessoas muito mais barato, consumindo apenas internet em vez de créditos caríssimo, minutos roubados com cortes intencionais de ligação e SMS lentos, imprecisos e igualmente sobreprecificados.
Algum político querendo desviar a atenção? Uau, são tantos interessados que nem consigo especificar o mais provável.
Como se diz no popular, algum palhaço querendo aparecer? Também plausível.
  • O Problema

Há tempo apregoo aqui que o maior problema do Brasil é o Judiciário. Hoje todo o país está sentindo isso na pele. Não é mortal, é apenas incômodo. Mas é generalizado. 
Aqui, um(a) juiz(a) acha que é deus. Age como deus. Usa irresponsavelmente poderes que não deveria ter. Mas prender bandidos, puf. Esqueçam.
Desobedeça, amigo leitor. Use algum VNP, alguma alternativa. Aos poucos as pessoas estão usando as opções e a vida está voltando ao normal. Sugiro que faça isso. Mostremos nossa força. Não cito aqui as opções. Não é por medo, apenas está tão fácil de achar que não preciso repetir. 

Termino fazendo um pedido ao amigo leitor. Não costumo fazer esse tipo de coisa, mas hoje acho pertinente: se você concorda com este texto peço que o divulgue e compartilhe este texto. É um grito por todos nós.