sábado, 3 de outubro de 2015

Hawaii - Maui - Dia 2: Road to Hana

Hana fica na puta que o pariu, a direita, casa dos fundos. É uma cidade, não uma pessoa.
Mas é este tipo de cidade:

(foto: delegacia de polícia E fórum de Hana)

Obviamente ninguém vai a Hana, o ponto é a estrada recheada de atrações. Aliás, a estrada em si é um barato (ou pesadelo) em si. O Lonely Planet afirma que são 54 pontes onde só passa um carro por vez. Não auditei a quantidade, mas não disputo a contagem. A cada pouco há paradas com cachoeiras, trilhas, trilhas com cachoeiras, pontos de pic-nic, vistas, trilhas com vistas. vistas com cachoeiras e outras combinações. Há trechos da estrada, incrivelmente sinuosa, onde o limite de velocidade é 10 milhas por hora. Nenhuma reta tem mais de 300m. Nenhuma.
Entre as dezenas de atrações, fizemos:
- Twin Falls (cachoeira com trilha)
- Gardens of Eden (jardim botânico privado)
- Kauamahaina State Wayside (vista panorâmica)
- Honomanu Bay (praia)
- Ching's Pond (cachoeira)
- Pua'a' Ka'a State Wayside Park (vista)
- Hanawi Falls (cachoeira)
- Freshwater Caves (caverna)
- Black Sand Beach (praia de areia preta)
Sem dúvida, esta última é a melhor parada. Tipo assim:

(foto: Black Sand Beach)


A volta segue exatamente a mesma estrada. Não há como seguir em frente dando a volta. Isso quer dizer mais 2h30 dirigindo em curvas. Sim, é chato.
Paramos em Paia, no centro da ilha, para jantar. O local foi escolhido ao acaso, estava no Lonely Planet como indicação e servia Guaraná Antártica por indicação de um funcionário brasileiro. Comemos camarões e lulas fritos, já que o almoço fora um saco de batata frita meiado pelo casal.
A dica deste blogueiro é fazer tudo ao contrário: comece indo até Hana e volte fazendo as paradas. Pega menos trânsito, cansa menos e os lugares estarão vazios no começo e no final. E, sim, saia do hotel ao amanhecer. 
Ótimo dia.

Hawaii - Maui - Dia 1: Instalação

Para ser franco, não dei a menor atenção às instruções dadas pela moça da recepção do hotel. Toalha, aliança, café da manhã, aliança, estacionamento, aliança, Luciana engolindo choro, aliança, 10 doláres por alguma coisa, aliança, carregador, aliança.
O rapaz nos levou ao nosso quarto, arremessamos as malas para dentro e sentei para pensar (e respirar). A última lembrança era no shopping onde almoçamos, 50 milhas atrás, ainda em Kahului. Era possível voltar em 75 minutos, e eu lembrava do banheiro onde tirei a dita cuja para lavar as mãos. Alguém deve ter achado, pensei e disse. Lu só quis ir ao banheiro e eu levantei para pegar a chave do carro no bolso. E lá estava, junto, a porra da aliança.
Duvido que superemos o tamanho do susto tão cedo, e certamente não nesta viagem.

Pegamos o carro e seguimos de volta a Lahaina, a 6 milhas, para visitar a escola de mergulho Lahaina Dive Company. Tínhamos um pacote marcado para o dia seguinte, com 4 tanques: 2 diurnos em Molokini e 2 noturnos. Chegando lá, perrengue. Os caras simplesmente não tinham marcado o passeio noturno e Molokini estava agendada para dia 10/10, 6 dias depois de sairmos desta ilha. Ele remarcou para sábado (3), mas explicou que os noturnos estavam cancelados este mês. 
Muito brochante. E não custava nada ter enviado um email avisando. Passarei aos amigos da Staff Divers a dica de que esses caras são fracos demais. Pelo menos, verdade seja dita, a fatura no cartão de crédito foi correta. 
Fizemos compras no Wallgreens, pois não temos café da manhã incluso no pacote e deixamos tudo no hotel. 
Banho pela primeira vez em 36 horas e saímos para comer algo da típica culinária havaiana: Taco Bell (fico me perguntando se a Lu realmente acreditou...). Quando voltamos ao quarto, tomamos meia cerveja Blue Moon e apagamos por quase 10 horas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Hawaii - Dia 0: Idas e Mais Idas

Duvido que alguém ainda não saiba, mas casei. De fato. De papel passado. Com festa. De aliança (isso vai dar o que falar...)
Então fiz o que todo casal inteligente faz quando casa (sim, casal inteligente já é um oxymoron): viajamos em Lua de Mel. E como relatar viagens é um dos propósitos iniciais deste blog, não podia deixar de fazer nesta tão singela ocasião.

Anti-spoiler alert: não esperem relatos do nível de pornochanchadas (Luciana disse "eca!" ao ouvir) ou brasileirinhas.

Quando decidimos viajar para o Hawaii, já veio de pronto outra decisão: até que alguém se importe em colocar aviões 3x mais velozes que os atuais em operação (tratarei disso em outro post futuro), esta seria nossa única passagem aqui. Como é longe !
Conseguimos a melhor passagem existente, que consiste em uma única escala em Los Angeles. Não tem mais perto / direto que isso. Voo direto, mesmo que houvesse público, não chegaria aqui. E com isso, amigo leitor, voamos um total de 18h20, sendo 12h30 de GRU para LAX e 5h50 de LAX para OGG, em Maui. Some 3 horas de conexão.
A viagem transcorreu sem nenhum perrengue burocrático. A American Airlines, que me foi descrita como quase low-cost, nos tratou muito bem. Já no check-in, as questões de segurança foram feitas com enorme simpatia. Resolveram um problema de cadastro e tudo foi perfeito. No saguão, encontramos um amigo da turma de mergulho, o Cesar. 
O voo teve problemas menores. Muita turbulência no primeiro terço de voo, duas crianças terrivelmente chatas chorando e gritando o tempo todo e um sistema bem fraco de entretenimento a bordo. Eram apenas 9 filmes, sendo em horários pré-determinados e que não eram pausados durante os intermináveis 6 avisos de que estávamos em turbulência (embora fosse dolorosamente óbvio). Para piorar, o filme que escolhi travou no meio e não o vi todo. Não que tenha sido uma grande perda ficar sem saber o final de San Andreas, mas enfim...
Imigração e Alfândega transcorreram sem incidentes e nos encaminhamos a outro terminal para a segunda perna da viagem. Esta, viajando quase na horizontal em relação ao mapa da Terra, é daquelas estranhas viagens que leva quase 6h para acontecer, mas você pousa 2 horas depois de decolar. E assim atinjo o fuso horário mais diferente em que já estive: GMT-10 (7 horas atrás de Brasília). 
O aluguel do carro, já pago, correu bem, exceto pela fila demorada. Ficou estranha essa coisa de locadoras teoricamente concorrentes compatilharem espaço, funcionários e agora até o sistema de registros. Enfim...
Corremos para o shopping mais próximo para almoçar e comprar um chip para o celular. Aqui, ótima notícia: depois de fracassar na AT&T, a T-Mobile resolveu a parada. E já enquanto almoçávamos, o Waze se mostrou operacional.
Seguimos então para o hotel para deixarmos as coisas, já pelo meio da tarde. O Kaanapali Ocean Inn é outra coisa estranha: não tem recepção, portaria, serviço de quarto nem nada disso próprios. Ele faz uso dessas estruturas e processos de um vizinho concorrente. Imagine só você deixar seu concorrente dizer ao seu cliente como ele será atendido. Enfim...
O dia não termina aqui, mas deixo o amigo leitor emolgado. Enquanto fazíamos o check-in no Ocean Inn (na recepação do Royal Resort), dei pela falta da minha aliança !

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Financiamento Privado

Curiosamente, o tema não têm causado comoção nas redes por si mesmo, mas muito mais pelo que o "iluminado" deputado Eduardo Cunha tem feito a respeito. Mas quero polemizar um pouco, ao ficar do lado da minoria. E desta vez, uma minoria bem minoritária.
Começando pelo fim, eu sou favorável ao financiamento privado de campanha. Ou seja, deixa como está. Aqui, começo fazendo uma observação sobre a ampla maioria contrária: o tema uniu azuis e vermelhos de modo pouquíssimo comum ultimamente. Talvez essa união explique a falta de polêmica. Mais, digo que todos têm suas opiniões baseadas no mais nobre sentimento anti-corrupção. E ainda mais, há uma argumentação lógica razoavelmente embasada em meus oponentes. Elogios máximos aqui. Sério.
A tese central, derivada da infindável Operação Lava-Jato, é que as doações de empresas para campanhas eleitorais viraram um enorme esquema de compra de influência (do lado empresarial) e desvio de recursos (do lado político). Não conheço quem conteste isso. 
Propõe-se, então, o fim das doações feitas por empresas, podendo apenas as pessoas físicas realizarem tal ato. Noto dois erros na proposta. Discorro.
Começando pelo mais simples de perceber, trata-se de uma medida que poderia em potencial lidar com a compra de influência, mas não toca no problema do desvio de recursos. Absolutamente nada está sendo feito de novo no sentido de coibir o uso de dinheiro de campanha para fins particulares. Não atinge o lado político da equação, e não surpreende por ser uma proposta feita por políticos.
Aqui, devo dizer que nem vejo nada a ser feito. A legislação atual já prevê punição para o assunto. Se ela não é aplicada, criar leis mais rígidas de nada adiantará. O que falta, como quase sempre, é Justiça.
Em segundo lugar, olhando o âmbito da compra de influência, a maioria dos brasileiros acha altamente inadequado uma empresa poder investir recursos ("doar" claramente mostrou-se um termo inadequado) em um candidato claramente esperando retorno quando este for eleito. E a solução para isso é proibir que as empresas comprem influência limitando esse "direito" às pessoas físicas ?!
Ora, não me faça rir, amigo leitor. Então vocês acham que a construtora Odebrecht não pode mais doar dinheiro para campanhas e partidos, mas está tudo bem se o Marcelo Odesbrecht fizer a doação?! Sério? Vocês acham bom o Adir Assad fazer doações pessoais? 
Espera... quem é Adir Assad? Tive que pesquisar: é um dos operadores do esquema, que usava as empresas Legend Associados, Soterra Terraplanagem e Locação de Equipamentos, Rock Star Marketing, SM Terraplanagem e Power To Ten Engenharia.
Aqui entra meu ponto seguinte. No exemplo Odebrecht, é fácil relacionar a pessoa física à jurídica. Mas e no exemplo Assad? Um belo dia, o tal Assad doa pessoalmente 1 milhão de reais a um candidato a prefeito e 1 ano depois, a Legend Associados ganha uma licitação na mesma cidade. Como relacionar os fatos? Só sabendo que Assad movimenta essa empresa. Se a empresa estiver em nomes de laranjas, a coisa complica bastante.
É o que a doação feita diretamente pela empresas descomplica.
Em outro aspecto, duvido que se consiga uma maneira legal de proibir a triangulação de dinheiro: empresa A doa x reais para a pessoa física B, que doa os mesmos x reais ao candidato C. Há dezenas de maneiras de mascarar isso: doando o dinheiro antes, doando o dinheiro depois, fracionando as doações da fase 1 ou da fase 2... Daí a empresa A doou aos candidatos C1 e C2 e o eleitor (ou mesmo o Ministério Público) não tem como saber. E se souber, tudo foi feito dentro da lei, e tudo acabou como já está.
Sinceramente, não é melhor deixas às claras quem está pagando o que, e combater de verdade os desvios e tráfico de influência? Na opinião deste blogueiro, sim.
Em passo seguinte, temos a doação de bens e serviços. O candidato C contrata a agência de marketing político B. Mas a empresa A, também cliente da agência, paga as duas contas em uma só fatura. Vai provar que isso aconteceu, agora.
Gente, o problema não está em como se compra, mas no fato de estar a venda. Simples assim.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Não é por 0,20%

E lá vem a CPMF de novo...



Bem, sendo honesto no texto, parece haver uma movimentação por parte do executivo no sentido de emitir uma medida provisória para recriar a infame CPMF, desta vez com alíquota de 0,20%. 
A matéria a que me refiro é esta, no UOL.
Bem... o tema é antigo e conhecido. Todos os problemas da CPMF já foram apontados, o pior deles é o fato de incidir de forma absolutamente heterogênea em diferentes cadeias econômicas. Também não faz o menor sentido o comentário de que atinge igualmente a todos, pobres e ricos. Uma pinóia: se é heterogêneo na economia, obviamente o será com indivíduos. Sim, deveremos ter a volta das confusas "conta investimento" e todos os trambolhos associados.
Também já foi discutido antes as vantagens do imposto: simples de entender, fácil de apurar e praticamente sem custo para arrecadar. E permite comparar o arrecado em impostos diferentes, potencialmente apontado sonegadores. Inclusive, nem é um imposto tão elevado assim.
O ponto central aqui é outro. Aliás, outros, pois são dois.
O primeiro é o fato de o governo não querer cortar a própria carne. Não falo de programas sociais ou investimentos: falo do custeio da máquina. Todos apontam os 39 ministérios. Todos apontam os novos carros dos senadores. A lista é imensa e nunca é tocada nos cortes. Nunca. O governo atual parece entender que tem direito a esses privilégio, o que é contradição até mesmo semântica. Pessoalmente, até entendo que os cortes na máquina não seriam suficientes. Mas pelo menos dariam uma sensação de "fizemos o possível, mas não foi suficiente". Mesmo pagando absurdos em impostos, o incômodo em pagar mais um seria menor. 
Mas meu segundo ponto é o quanto o atual governo está desconectado da realidade do cidadão brasileiro. A CPMF é um imposto antipático e odiado pela população em geral. Aliás, boa parte desse ranço foi criado pelo próprio PT enquanto oposição, pois ela nasceu em 1993, ainda em incarnação anterior (IPMF). Mas o governo parece simplesmente não notar isso. Parece não compreender que isso incomoda. Parece não ser capaz de sintonizar os sentimentos da população. Fosse, viria a público explicar com algo do tipo "sabemos que ninguém gosta, mas é necessário". Isso aliviaria as tensões. O governo Dilma 2 está completamente perdido, sem rumo algum.
Por último, descubro aqui que a origem teórica desse imposto foi Keynes, sempre ele. Cada vez gosto menos desse cara.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sobre Babacas

Finalizando com atraso um assunto que comecei aqui, seguem as conclusões a que cheguei sobre como não ser babaca. A questão central é que não se trata de um manual de regras, mas de procedimentos. Não, não são a mesma coisa, por milhas.
Basicamente, o problema é muito mais complicado para brasileiros do que para americanos (de onde veio o assunto inicialmente). Se o amigo leitor tiver um amigo americano, perca alguns minutos folheando as publicações dele, e você notará as seguintes diferenças significativas:
- postagens muito menos frequentes
- espectro de assunto muito mais fechado, possivelmente monotemático
- profundidade / utilidade maior em cada postagem
Isso é crítico para entender o ponto central: os americanos têm uma visão mais centrada de seus perfis de facebook. Alguns só usam para atividades profissionais, outros para temas sociais, outros para assuntos culturais. Mas rara é a mistura. Já os brasileiros são multifacetados: postam sobre o trabalho, cinema, família, futebol, política e religião. E, claro, gatinhos.
Isso é um reflexo das diferenças de nossas sociedades: um americano é cobrado a ser incrivelmente bom em um assunto, e apenas nesse assunto. Um advogado americano pode ser incapaz de usar um pendrive e precisar usar taxi por não saber dirigir se for um advogado vencedor de causas. Um ativista dos direitos humanos pode estar endividado até o pescoço e com a saúde em frangalhos, desde que consiga vitórias para sua causa. É sempre assim. 
Daí, o perfil deles no facebook refletirá apenas aquilo que ele é bom, independente de gostar de outras coisas. No exemplo do advogado, esperam-se posts sobre causa e pareces jurídicos. No caso do ativista, protestos e conquistas realizadas. Para nenhum dos dois fotos de gatinhos são boa coisa. As fotos de gatinhos são válidas para o dono da petshop ou para o ativista de resgate de animais. Mas estes só podem ter as fotos de gatinhos, nada de nerdices, política ou whatever.
Não são melhores nem piores que nós. Diferentes.

Então, o amigo leitor que pretende ser visível a olhos americanos precisa abdicar do que não for pertinente aos olhos que pretende agradar. Não se ofenda: se você quer brincar no play deles, siga as regras deles, oras.
Do nosso lado, isso acontece em menor intensidade, mas acontece. Já temos por aqui o fenômeno hater, embora em menor escala (a meu ver). Isso obriga cada um de nós a filtrar o que é postado em nossas timelines, primeiramente por nós mesmo, e em seguida por terceiros.
Siga, então, o seguinte roteiro:
- defina claramente para quem é seu perfil
- pense o que agrada e o que desagrada o público alvo de seu perfil.
- direcione as postagens para esse público alvo, filtrando o que desagrada.
- inspecione periodicamente o que for postado por terceiros.
- como brasileiro é mimizento até a medula, não adianta pedir para não postar determinado assunto: comece apagando e, se não der certo, feche a timeline.

No fim, algumas linhas práticas do que não fazer:
- evite postar demais: vai parecer desocupado (mesmo que seja mesmo um)
- evite correntes, informações falsas e exageros
- ninguém está interessado em 208 fotos da sua última viagem. O face pode ser um bom repositório na nuvem, mas não espere que os outros vejam: use álbuns privados
- ninguém está interessado nas fotos do seu bebê recém-nascido. Nem no seu gato.
- já sabemos em quem você votou na última eleição desde... a última eleição. Get over it.
- tem certeza de que este post sobre seu trabalho é uma boa ideia ? Na dúvida, não é.
E do que faz:
- Sim, as pessoas gostam de informações sobre cultura em geral. Divulgue uma vez um bom filme/livro/série/programa que tenha gostado.
- Sim, as pessoas ficam felizes por você. Então poste uma vez sobre algo muito bom, mas depois pare.
- Sim, divulgue informações verdadeiras e importantes.
- Sempre, sempre, divulgue a fonte e agradeça a origem dos dados, informações e opiniões divulgados.

Acho que é isso.
Comentários ?

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ausência

Peço perdão ao amigo leitor.
Sumi, não deixei endereço e nem mandei cartão postal. Pior: não avisei antes que sumiria.
Este post visa não apenas pedir desculpas, mas deixar claro para todos, inclusive para mim, que não desisti de blogar. É gosto, é interessante. É um espaço meu, onde escolho o tema, posso me posicionar sobre ele como achar melhor e deixar isso registrado para sempre nos cantos perdidos da internet. 
Também me ajuda a escolher palavras e maneiras de colocá-las. Essa parte é decisão minha: muitos blogueiros não se importam se vão magoar ou ofender alguém com o que escrevem. Eu me importo. Uso o blog para treinar como evitar isso. 
Erro.
Acerto.
Continuo.

As últimas duas semanas tem sido bastante ocupadas com planejamento de viagem, festa de casamento, trabalho intenso e parente próxima doente. Agora já nem tanto, devo acalmar a todos. São quatro fenômenos que coincidiram. 
Conto com a compreensão (e audiência) de todos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Cunha x Dilma

Ouvi pela manhã, na rádio CBN, um comentário de Merval Pereira sobre a situação de Eduardo Cunha após as denúncias de ontem. "Está acabado", posso resumir assim.
Claro que isso levará meses, como levou com tantos presidentes de casas legislativas anteriores (Jáder Barbalho, Severino Cavalcanti, Antônio Carlos Magalhães... será que esses caras não sossegam não ?!).

(Pink e Cérebro: o leitor pode escolher quem é quem)

Pereira discorreu o mais sucintamente possível sobre o processo. Será um vai e vem de acusação e defesa, passando pelo plenário do STF, já que o sujeito tem foro privilegiado. Apontou que o poder de Cunha não desapareceu, mas vai minguar à medida que o processo tramitar.
Faz sentido. E que bom.
Ele então mencionou o papel da oposição no caso. Apontou que o PSDB e o DEM estão neutros demais, e que deveria se posicionar logo contra o Cunha. Também apontou que qualquer pretensão de passar um impeachment de Dilma começa mais fraca se for apresentada por Cunha.
Faz sentido. E que mal.

De novo, não estou discordando da análise do Pereira, ao contrário. O que me deixa muito incomodado é as coisas serem como são. Um presidente de casa legislativa acusado de seja lá o que for não deveria fica enfraquecido, deveria ficar afastado até as coisas se resolverem. Que volte se inocentado, oras. A casa perde influência, e o tal sistema de equilíbrio dos poderes balança. O tal presidente enfraquecido não consegue aplicar sua pauta, por "não ter moral junto a seus pares".
Ora bolas, isso também não faz sentido. Afinal, os deputados estão analisando propostas ou a força de quem a propôs? Faz alguma diferença quem teve a ideia? Se Hitler ressurgisse do inferno com uma ideia que conseguisse erradicar a fome ou o analfabetismo, a ideia seria ignorada apenas por ele ser um crápula?
Uma proposta ou um projeto de lei é bom ou ruim independentemente de quem o propôs. Isso é lógica básica, rudimentar até. Descartar pelo fato do autor se corrupto (ou comunista, ruralista, evangélico, da bancada da bola, etc.) é a definição de ad hominem: ataca-se o autor e não a proposta.
É ridículo que seja assim. Perde o país inteiro com esse tipo de comportamento mesquinho dos legisladores. Essa vontade de aparecer, de fazer média, de participar do jogo de influências joga a democracia representativa no lixo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Babaca

Babaca.
Em inglês*, douchebag.
Em alemão*, depp. 
Em francês*, douchebag. 
Em italiano*, cretino.
Em espanhol*, gilipollas.
*de acordo com o google tradutor.

Outro dia tive uma conversa nível épico com o amigo Leandro Rodrigues, que me alertou para uma visão que os americanos têm das pessoas através de redes sociais. Fui desafiado pelo Shifu Danillo Cocenzo a fazer um vídeo sobre isso, aceitei o desafio, mas como sou frouxo, vou escrever. Mas sim, Danillo, eu entendi o desafio perfeitamente e ficou para outra oportunidade.
A frase do Leandro foi: "não deixe os outros fazerem você parecer babaca". Mas o problema inicial é definir o que é "babaca" para só então você poder evitar que as pessoas te façam parecer um. Então discorro sobre o babaca (comportamento e espécie) para depois, em outro post, tentar não me tornar um. Corro o sério risco de errar fundamentalmente na parte 2 ao fazer a parte 1.

No Michaelis, achei como sinônimos: tolo, bobo, boboca. Deixei de lado o primeiro significado, por questões... estéticas.
O Dicio sugere os mesmos termos, suspeitamente na mesma ordem.
No Aurélio ajudou mais, e escolho os significados: 
2 - Que não é estimulante, interessante ou relevante.
3 - Que ou quem é muito ingênuo.
4 - Que ou quem tem pouca inteligência ou capacidade de decisão.
Na minha opinião de linguista leigo e torturador eventual do vernáculo, deveria ser uma soma, ou pelo menos combinação, dos significados. 

Já começa um problema aqui. Se uma pessoa faz um comentário que você não gosta e você reage chamando-o de "babaca", temos um conflito com o significado 2. Estimulante foi sim, ao ser irritante, ainda que reste ser um comentário de pouca inteligência. Então babaca seria ouvir, sabe-se lá porque, uma conversa sem qualquer análise pertinente entre duas pessoas desconhecidas sobre um assunto raso. No meu caso, duas senhoras repetindo frases da novela das 8 seria uma conversa babaca, na medida em que é desestimulante e sem inteligência alguma por ser apenas um apanhado de frases dos últimos capítulos.
Foco em "no meu caso". 
"Meu": primeira pessoa.
O leitor percebeu a sutileza? Espero que sim, mas escreverei (falarei) mesmo assim. Algo ser ou não estimulante é um conceito pessoal e individual, que varia com os interesses, histórico, bagagem cultural e até o momento em que se passa o fato. Não fica mais subjetivo que isso.
Minha bagagem cultural / de interesses inclui montes de nerdices, mas não todas. Adoro filmes, séries, livros mas não tenho paciência alguma para, por exemplo, programar computadores (coisa que fiz em um passado remoto, com relativa competência). Então dois caras debatendo código será algo necessariamente desestimulante para mim. E se, por acaso, eu achar os dois (ou um deles) falando besteiras, temos uma conversa babaca e, por conseguinte, uma pessoa babaca. Para mim. Certo de que o amigo dele discorda, e com razão, ao menos, etimológica. Então sujeito babaca é aquele que faz coisas babacas. Ok, segue.
Voltando às redes sociais, posso comentar aquilo que eu acho babaca. Mas com que utilidade, se o leitor tem interesses, ainda que ligeiramente, diferentes do meu ? Seria babaca uma postagem dessas ? Certamente.

Ai, ai... está complicado.

Comento então o que faço quando vejo algo babaca, para tentar fechar esta conversa: nada, porque não faz sentido! Quando vejo uma postagem que me desinteressa, pulo para a próxima rápido o suficiente para sequer poder citar exemplos(1). Se é desestimulante, requisito para ser babaca, é porque sequer merece atenção, que dirá um comentário. Talvez com o tempo, eu note que uma pessoa só posta coisas babacas o que faz dela um babaca !
Então é hora de deixar de seguir, pelo menos. 

(1) além, claro, das fotos de gatinhos(2).
(2) gosto de gatos, mas acho babaca(3) ver montes delas no Facebook.
(3) foi babaca da minha parte dizer isso ?

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

TFC

Bem quando eu achei que não tinha mais nada para descobrir em lutas...


Agora divirtam-se no canal ou vídeos similares. 
Pessoalmente, acho que eles deviam usar camisas de times de futebol. Fica mais... realista.