quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

USA 6 - Dia 16: Barret

Acabei mudando os planos de última hora. Tudo fica claro no final. Por que não, né ? É férias! De volta ao campo.
Neste dia, fui praticar mais combate próximo com pistola. O vídeo explica:

foto: Combate com pistola Glock 17 9mm, Leesburg, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando


Havia ainda a chance de atirar com uma Barret .50 Sniper. É essa coisa fofa:

foto: Barret .50 Sniper, Leesburg, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando


Vejam no que deu:

video: Disparo com Barret .50 Sniper, Leesburg, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

Percebem porque eu tinha que ir nesse dia ?
Isso posto, fizemos um churrasco. Não um típico churrasco americano, que teria hambúrgueres, mas carne mesmo. E tinha mandioca, que pela primeira vez na minha vida pareceu saboroso. Alguns colegas de estande estavam por lá, e nos divertimos aos montes. 



































quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

USA 6 - Dia 15: Universal

Não, não estou falando disso:

foto: Igreja Universal, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

Estou falando disso:

foto: Universal Resorts, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando


E disso:

foto: Universal Resorts, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

Universal é, pra mim, o melhor parque de Orlando. Sei que muita gente concorda. Apenas esclarecendo, quando me refiro ao Universal Orlando Resorts estou incluindo o Islands of Adventures na conta, sempre, por 7 razões. Primeiro, por ser da mesma empresa. Segundo, por ficar ao lado. Terceiro, por haver ingressos que te permitem entrar em ambos os parques no mesmo dia. Quarto, por haver uma atração específica sobre trocar de parques. Quinto, por ser mais barato um ingresso de 2 dias para ambos os parques do que 2 ingressos de 1 dia, usando um em cada parque. Sexto, porque eu quero que a lista tenha 7 motivos. Sétimo, e último, porque o blog é meu e eu escrevo nele como quero. Ou escrivinho nele.
Não tive qualquer dificuldades para chegar lá, como de costume. Esses parques tem acessos fáceis e estacionamentos inimagináveis para um brasileiro que nunca viajou. Comprei o ingressos, não sem o aborrecimento de uma família latina (não eram brasileiros!) um tanto desagradável na fila e entrei.
Já conhecia o parque, era praticamente um veterano de guerra voltando para o terceiro turno de serviço. Então segui direto pelos truques conhecidos (single rider line, fundo do parque antes, etc) e visitei minhas atrações do coração.
A saber: Rockit, Transformers, Mummy, MiB, Simpsons, Spiderman, Jimmy Fallon, Escape from Gringotts, Harry Potter and the Forbidden Journey, Howgrats Express (ambos os lados). Não nessa ordem, necessariamente. Mais de uma vez cada, necessariamente. Exceto Jimmy Fallon, a novidade da vez, e que acabei indo só uma porque nem era isso tudo.
connoisseur perguntará sobre a Hulk. Digo que tive problemas sérios: eles mudaram os armários próximos e tornou-se um saco ir na Hulk assim. Simplesmente não consegui ir. Esse foi o único aborrecimento do dia. 
Adoro aquele lugar. 
Adoro os rides radicais, respeito a tendência de rides com imagens em alta resolução e movimento de cadeira. Fico encantado com cada tijolo do World of Harry Potter. Assombro-me com opções e preços dos souveniers a venda. Quase tive uma síncope quando um senhor chinês pediu uma de cada das varinhas no Oliwanders (são 30 modelos, a 50 trumps cada). Adoro ir sozinho, pegando as filas para pessoas sem amigos (single rider) que acabam indo muito mais rápido que a fila comum. Adoro clima de sábado eterno que tem lá dentro. Adorei, especificamente dessa vez, encontrar a amiga Flávia por lá.
Adorei, como sempre.
Ah, sim ! Eu também estou falando disso:

foto: Universal Resorts, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando






segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

USA 6 - Dias 13 e 14: Concluindo os Treinos

Marcamos, então, 2 dias de treinos em seguida. Era a coisa mais inteligente a se fazer.
A verdade é ideia para exercícios não faltam. Pode-se repetir movimentos, repetir cover, troca de mão, combinar elementos... Não tem muito limite nas ideias não. De modo resumido, continuamos a praticar tiros com pistola em vários tipos de situações de combate próximo. Nesses dias, finalmente ganhei alguma prática com o CAR - central axis relocation, postura muito útil em espaços confinados.

foto: AR-15 em empunhadura c-clamp, Leesburg, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

video: exercício com pistola, Leesburg, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando


Notável foi usar o calibre 22 (tanto rifle quanto pistola), e seu preço (menos de 10 trumps por caixa com 500 munições). Dá para passar um dia com uma caixa dessas, ficar entediado e ainda sobrar um restinho no fundo... Acho interessante praticar alguns fundamentos com um custo tão baixo.
Como causos paralelos, foi ter notado, em uma das compras, o PINPAD me dando instruções em português sobre inserir senha. Tirei até foto !

foto: PINPAD em português, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

Peço perdão pelo relato curto, não tem muito como descrever item a item o que foi treinado. 




segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

USA 6 - Dia 12: Disney Hollywwood Studios

Há que se dizer que o parque está em obras. Há que se dizer que muita coisa legal estará pronta no final deste ano (2018), início do ano que vem. Há que se dizer que algumas atrações de cinema em geral estão desativadas, ficando praticamente um parque de Star Wars com as atrações mais antigas, enquanto as novas ainda não chegaram. Há que se dizer que continua ducaraio.

foto: walker no Disney Hollywood Studios, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

foto: Hollywood Tower no Disney Hollywood Studios, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

foto: Indiana Jones no Disney Hollywood Studios, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

As fotos acima são meras imagens, não retratam o espírito, a diversão, a festa que é estar lá. Parque sempre organizado e funcional. Fomos em um dia vazio ainda por cima.
Em linhas gerais, as atrações mais legais foram Star Tours, onde se vê uma história de Star Wars com partes variáveis: cada vez que você vai, as partes podem mudar. Eu ainda dei azar, pois uma delas (a última) parecia travada e foi a mesma em todas as 4x que fui no brinquedo. Supondo um sorteio honesto, as chances disso acontecer são 1:256. Yes, I´m telling you the odds
Fui duas vezes na clássica Hollywood Tower, vi o show completo do Indiana Jones (que tinha perdido um pedacinho quando fui em 2011) e ainda andei na Aerosmith Rollercoaster, boa como sempre. 
Como o cansaço bateu cedo e ainda faltavam 3h para o show Fantasmic, acabamos por ir embora sem ele, o que foi uma pena. Mas foi uma decisão tomada com racionalidade. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

USA 6 - Dias 10 e 11: Lojinhas e Mais Lojinhas

Estes foram dias meio administrativos, meio off-circuit.
Dado que o carro do Rodrigo estava uma draga, eu acabei ajudando ele com um monte de coisas, a começar pelo mecânico. Pagamos contas, passamos no correio, no advogado, compramos coisas para a casa... Essa foi a parte chata.
A parte boa foi vistar diversas lojas nerds, daquelas que o turista comum não sabe que existe. Coliseum of Comics, em duas unidades, se destacaram. 
O que me impressionou mais no dia todo foi a segunda delas, em um shopping (mall, como eles dizem lá), com enorme área para jogo de RPG. Há duas mesas gigantes, com montes de miniaturas e props para jogo. Tudo isso grátis. Tem ainda uma sessão de anúncio de campanhas, procurando jogadores. Coisa extremamente old school, em um clima de cooperação incrível. 


foto: mesa de jogo na Coliseum of Comics, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

A loja tinha livros de tudo que era sistema, e ainda uma enorme área de quadrinhos antigos e novos. Nos antigos, coisas acima de 100 dólares, raridades mesmo. 


foto: action figure na Think Geek, Orlando, Florida, USA

créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

Como visto acima, ainda teve uma Think Geek, outra loja de nerdices. Com o devido respeito, legal pacas, mas caro pacas também.
É um relato curto, pois foi um dia de pouca diversão e muita arrumação. E nem por isso, chato.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

USA 6 - Dia 9: Gun Show

Sim, dormi até tarde nesse dia. Descansar é preciso...
Nem tanto assim, vai! Levantei e fui às compras. Eu tenho uma maneira bastante lenta e irritante de comprar coisas. Pesquiso demais, comparo demais e fico mau humorado no processo. Por isso, é melhor estar sozinho nisso.
Fui a um dos outlets e pesquisei tênis e roupas esportivas, já descartando o segundo conjunto: muito caro. Mas vi opções interessantes de tênis, particularmente da Nike, minha marca preferida mas não exclusiva. Já estava por terminar quando recebi uma ligação do Alexandre, avisando que ele estaria no Gun Show à tarde. Peguei as instruções, que pareciam simples e corri para ou outro outlet, finalizar a pesquisa. Incidentalmente era onde tinha um Five Guys para almoçar...
O Gun Show foi a maior concentração de armas que já vi em um mesmo lugar. É uma feira de vendas, onde lojas e revendedores de armas e equipamentos de uso paramilitar mantém estandes simples e bem ajustados. 

foto: caixas com carregadores variados, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

O próprio local tinha um estande maior onde era feitas ali mesmo as checagens de antecedentes obrigatórias para se tirar o porte de arma na Florida. Eram atendidos mais de 2 pessoas por minuto, para se ter ideia. 
Sei lá, nem adianta dizer que eram 2 galpões com mais de 10 mil metros quadrados de revólveres, pistolas, carabinas, fuzis, carregadores, munições, facas, coldres, porta-carregadores, cintos, botas, coletes, miras, ferramentas, kits de limpeza, kits de personalização, peças de reposição, equipamentos de segurança, mochilas, calças, agasalhos, camisetas, barracas, refeições de campanha, cantis e, pasmem, até um blister com remédios para envenenamento radioativo. Errei ao não tirar essa foto e não me perdoo por essa.
De lá, jantamos no Grand Corral, um buffet "coma até morrer" bastante honesto.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

USA 6 - Dia 8: Pistola e Fuzil

Uma parte importante da viagem foi a Nascar, já feita.
Outra parte importante da viagem foram as compras de eletrônicos, já feita.
Ainda iria nos parques, nos próximos dias.
Mas um ponto importante eram os treinos de tiro. Hora de ralar, pois "o único dia fácil foi ontem". (1)

O dia amanheceu com forte neblina, incomum no região nessa época segundo o Rodrigo. Mas rapidamente nos livramos dela, na estrada. Entre a casa dele e o campo de treinamento na Ares Firearms, em Leesburg, são 50 milhas quase exatas de estrada. Esse primeiro dia foi na compania de um rapaz simpático chamado Caio.
É bastante complicado descrever todos os detalhes de um curso, mas em essência eu fui aprimorar as técnicas de tiro com pistola 9mm e ter meu primeiro contato com fuzil AR-15. Como as pessoas que me conhecem sabem, não sou tão novato assim no tiro. Considero-me "iniciante", pois já havia feito 3 cursos no Brasil durante o ano de 2017, todos no CTT. 
Usando pistola Glock-17, a mesma empregada pelo FBI, logo notei que eu tinha uma base sólida, mas ainda pecava no fundamento "acionamento do gatilho". Isso foi essencialmente o que eu busquei melhorar ao longo dos treinos, em todos os dias. Alguns exercícios de saque rápido, alvos variados e mudança de posição foram acrescentando dificuldades ao longo do dia. Grande aprendizado.
No final, meu primeiro contato com o AR-15. Impressionante como o cano longo dá precisão ao tiro. Enquanto sou capaz de acertar alvo metálico a 20m com a pistola, o rifle multiplica esse alcance por 5. Ao final do 2o carregador, já conseguia acertar quase todos os tiros a 50m e mais da metade a 100m de distância. Variei entre a empunhadura clássica e a c-clamp, mostrada abaixo:

foto: empunhadura de AR-15 em c-clamp, Leesburg, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

De lá, fomos comer jacaré. Sim, carne de jacaré. Não foi a refeição toda, apenas a entrada. Mas foi curioso, mais do que realmente gostoso. Já um pouco acima do teor alcoólico aceitável, seguimos de volta para Orlando, não sem antes entrar em um aeroporto privado e fotografar um avião da Pan-Am ali estacionado. Usei o termo entrar pois não me senti realmente invadindo o local: não havia cercas, placas ou guardas no caminho. Mas que era propriedade privada, era. 

foto: avião da Pan-Am, Apopka, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

De lá, Gods and Monsters, uma loja de nerdice no Brazilian Quarter, Orlando. Vimos montes de action figures, jogos, HQs. No fundo da loja, um bar temático.

foto: Gods and Monsters, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

Bem temático.

foto: Goddess and Monsters, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando


(1) lema dos SEALs

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O Imbecil do Dia: Feliciano Filho

O Imbecil do Dia é o deputado estadual Feliciano Filho, do PSC. O sujeito acaba de fazer aprovar uma lei proibido as escolas e restaurantes em repartições públicas de oferecerem refeições com carne às segundas-feiras. Segue link.
Realmente, estão faltando problemas no Estado de São Paulo.

USA 6 - Dia 7: Black Friday

Como qualquer pessoa que não resida em Marte sabe, o dia seguinte ao Thanksgiving é a Black Friday. E um dos meus objetivos de viagem era comprar eletrônicos, então, mãos a obra. E pés a obra.
A primeira coisa que descobri foi que a Best Buy fez a BF em duas etapas: noite do Thanksgiving (17h a 01h), para horror dos mais tradicionais, e novamente no dia, iniciando pela manhã, (8h a 22h). Mapeei as lojas da região, descartei uma que fica em bairro considerado barra pesada, e comecei o dia antes das 10h. 
Ao chegar à primeira loja, um clima de tranquilidade estava instalado. Fácil de estacionar, fácil de entrar, fácil de falar com vendedores, difícil de comprar. O ponto é que não havia nenhuma promoção interessante. Obviamente eu estava monitorando opções há semanas, e não havia como ser ludibriado por falsas promoções. Mas nem era esse o ponto: as opções em promoção simplesmente não eram interessantes. 
Segui para a segunda loja, onde tudo se repetiu. E na terceira. A esta altura, a compra pela Amazon parecia a melhor alternativa. 
Comi alguma coisa em algum lugar, realmente não me recordo (acabei pesquisando a fatura do cartão e descobri que fui ao Arby´s). 
Fui então para a última tentativa, uma loja maior em Kissimmee. De algo valeu, pelo menos: havia sim um clima de Black Friday. Pra mim, participar dessas coisas é parte importante da viagem. O estacionamento estava lotado, levei algumas voltas para achar uma vaga. Na saída do estacionamento, dois caras trocavam insultos por alguma confusão automobilística, mas não fiquei para ver o final. A loja estava abarrotada de gente, não havia nem carrinhos disponíveis. Os corredores estavam lotados e muitas prateleiras bagunçadas: o time de reposição não dava conta de arrumar. Algumas estava totalmente vazias já. E, por mais que eu deteste aglomerações, curti o momento: eu estava lá para isso. 
Deixei passar uma promoção do kindle pois, para ser honesto, não havia pesquisado o que ele faz. Era uma compra por comprar e eu detesto esse tipo de coisa. Não me empolguei com os mouses sem fio, não achei pilhas recarregáveis que estavam na lista e parti para o notebook. E, para surpresa de ninguém, eram exatamente os mesmos modelos das outras 3 lojas, com os mesmos preços.
Admito que eu estava sendo exigente: eu queria um notebook com SSD, mas não um 2-in-1, o que eu acho bobo (daqui alguns anos, posso mudar de opinião) e encarece a peça. processador i7 era bom, mas eu me contentava com i5 na medida em que i7 acaba vindo com configuração gamer. Na prática, eu estava tentando encontrar um "unicórnio albino", expressão que conquistou a simpatia do vendedor, mas não resolveu meu problema. Não ajudava em nada o fato do local estar com internet bem ruim, então tive que sair e reentrar na loja algumas vezes para comparar preços. Fui embora decepcionado com as compras (ou a falta de), mas pelo menos tudo decidido: eu ia comprar um ACER pela Amazon mesmo, que era um tanto próximo do que eu queria.
Voltei para casa, onde fiz a compra online. Aproveitei o dia pra comprar uma mochila animal em um site de equipamento militar. E assim termino o dia.
Peço perdão ao amigo leitor pela falta de fotos: realmente não tinha nenhuma. 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

USA 6 - Dia 6: Thanksgiving

Nem sei se escreve junto, ó.
Fato é que, ao planejar a viagem, agradou-me a possibilidade de fazer parte de um Thanksgiving, o Dia de Ação de Graças em tradução que eu detesto. Por mim, ficaria como "Dia da Gratidão". 
Diferentemente da visão inicial que tinha anos atrás, não se trata de um feriado religioso. Sim, muitas pessoas agradecem as seus respectivos deuses, mas não por ser uma coisa esperada de cada rito. É um dia em que as pessoas param para pensar no que lhes tem acontecido e em quem ou o quê os ajudou. Se o cara quer achar que um arbusto falante ajudou-o a comprar uma casa, espera-se que o arbusto seja mencionado, oras.
É um dia muito curioso, com ritmo (ou falta de) bastante característico. Alguns estabelecimentos abrem meio período, outros ficam fechados. Mas tem o efeito black friday no dia seguinte, então é uma coisa confusa mesmo para eles.
Acompanhamos pela manhã um grupo de turistas brasileiros que estava fazendo gun experience no estande, em Leesburg. Eu mesmo não iria atirar, apenas acompanhei o maior desperdício de munição que vi pessoalmente em minha vida. Os caras usaram centenas de munições sem tirar um pingo de conhecimento daquilo. Uma tristeza. 
Resolvemos algumas pendengas locais e seguimos para a casa de uma família de brasileiros que mora por lá há um ano. Os Guidi me receberam muito bem, e acabei curtindo todos, inclusive as crianças, não tão crianças assim. 
Assamos um tradicional  peru, que ficou uma coisa de outro planeta, o Rodrigo fez seu discurso (eu até estava preparado para o meu, mas acabou não rolando) e jantamos. Depois, encenamos uma peça de teatro, onde fui o narrador com a voz mais épica que fui capaz de fazer, relatando as origens da tradição do thanksgiving

foto: jantar de Thanksgiving, junto à família Guidi, Orlando, Florida, USA
créditos: Diretoria de Áudio-Visual Asimovia - Divisão Orlando

Se não rolou no dia, rola agora, adaptado mais de 1 mês depois do evento:

"É meu primeiro Thanksgiving. Mas não acho que dá para voltar 42 anos do tempo. Vou me concentrar em 2017.
Agradeço primeiro aos Guidi por me receberem neste evento tão singular. 
Agradeço ao Rodrigo por me receber na casa dele de braços abertos. Uma amizade de grande valor para mim, que só sairá daqui fortalecida.
Agradeço, não me levem a mal, ao meu chefe Celso, que recentemente me entendeu e me ajudou muito em minha mudança de alocação no trabalho, trazendo enorme ganho de qualidade de vida.
Agradeço ao Mestre Gabriel e colegas de treino da família TSKF. Nem preciso explicar isso.
Agradeço à minha tia Ruth, que sempre me apoiou, inclusive financeiramente, nas minhas doideiras.
Agradeço por último, e mais importante, à minha esposa Luciana que insiste em me aturar por motivos que não compreendo, e que não apenas concordou com esta viagem, mas ajudou muito no planejamento, mesmo não podendo vir junto."

Foi isso. 
Levamos as sobras do peru para casa, finalizando o dia com uma cerveja Miller.