segunda-feira, 3 de junho de 2013

Guerra Fria

Amigo leitor, passei o final de semana prolongado embaixo do edredon, exceto pela partida de Battlestations no domingo e duas horinhas em um café com uma amiga. De volta ao ritmo normal, gostaria de resenhar, do meu modo, um excepcional jogo de tabuleiro chamado Twilight Struggle.
Primeiro colocado no ranking do Boardgamesgeek, TS, como eu estou chamando é um jogo pesado. Demora por si só umas 3 horas por partida, embora eu entenda que jogadores experientes possam reduzir isso em 1/3. A explicação não é tão longa, mas acaba sendo recorrente: as ações possíveis são importantes e não se pode errar nisso. A curva de aprendizado é inclinada: marinheiros de primeira viagem demorarão bastante até entender como se joga, e provavelmente serão surrados sem piedade pelo adversário.
Isso posto, o jogo tem um clima incomparável. Simula-se a Guerra Fria entre duas superpotências que quase devastou o planeta. O confronto arrastou-se por 40 anos divididos em 10 turnos. Embora tenha regras iguais, o jogo é assimétrico: outro charme. Segundo análises dos mais conhecedores, a URSS leva vantagem, embora eu mesmo tenha vencido partidas usando ambos os lados. Conceitos como influenciar um governo, patrocinar um golpe de estado ou fazer uso de eventos históricos vão se alternando a cada jogada, tornando cada partida algo único. 
Até o momento, permaneço invicto, com 3 vitórias pela URSS e 2 pelos EUA. Nesta quarta, mais uma partida marcada. Bom demais.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Grevista e a Prefeita

Hoje pela manhã, dirigindo-me para ao trabalho, ouvi uma matéria a cerca de um protesto no centro da cidade. Desde as 2h da madrugada, comerciantes da chamada Feirinha da Madrugada protestavam contra o fechamento do local pela prefeitura. Nunca estive no local, então não me cabe opinar se o fechamento é válido ou não. Causa estranheza ter sido de um dia para o outro, sem aviso, mas até aí essa informação também pode estar equivocada. 
No entanto, os revoltados comerciais decidiram interditar a Av. dos Estados no sentido centro. E assim ela estava até por volta das 6h. 
Consigo entender a chateação e o aborrecimento que o fechamento, correto ou não, cause aos comerciantes. Mas o que diabos isso tem a ver com quem passava por ali, isso me escapa à compreensão. Acho que sempre escapará.
Faço ligação agora desse tema com o fechamento, pela prefeitura de Cubatão, do pátio de estacionamento dos caminhões. Antes 24, a prefeita obrigou os pátios a funcionar apenas entre 8h e 18h. A fila de caminhões chegou a 50km. Quem passava por ali ficou preso em um congestionamento monstruoso que afeito todo o sistema Anchieta-Imigrantes.
O problema, segundo a prefeitura de Cubatão, é que o porto fica em Santos mas os pátio, e portanto os problemas, ficam em Cubatão. Ela queria chamar a atenção para esse situação. Conseguiu, claramente.

Analisando as duas situações, vejo a arbitrariedade com que as pessoas fazem uso da força física e numérica (no primeiro caso) e normativa (no segundo) para imporem sua vontade. Milhares de pessoas foram prejudicadas em ambos os casos a troco de um grupo supostamente prejudicado tentar reaver suas assim declarados direitos. 
Em comum, portanto, ambos os casos mostram o desrespeito para com quem nada tem a ver com o problema, e apenas teve o azar de estar no lugar errado, na hora errada. Comportamento de gentinha. Burrice aguda, como sempre digo.

Ah, claro. Há outro aspecto em comum: ambas as prefeituras são administradas pelo PT. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

3D Euro

Em um caso raro de misturar os tags "futebol" e "cultura", venho comentar a experiência de assistir a final da Euro Champions League em 3D no Cinemark.
Como prelúdio, explico que trata-se do mais disputado torneio interclubes do mundo, reunindo a nata do futebol europeu. Participam apenas campeões nacionais e, para os países de futebol mais forte, vices e até terceiros colocados. Não mais do que isso. Após duas fases de grupos, os times vão se alinhando em mata-matas sorteados até a final, que acontece em jogo único e campo pré-determinado. 
No dia 25, Borusia Dortmund e Bayern de Munique decidiram o título em Wembley, Londres. Por sinal, estádio que tive a alegria de conhecer durante minha viagem. Detalhes aqui. Porém, 2 semanas atrás eu já sabia que haveria transmissão ao vivo em 3D nos cinemas. Comprei rapidamente (na verdade, não tão rapidamente assim, pois sentei-me na fileira I) o ingresso por R$ 33. Ajeitei a agente e fui-me. 
No local, um bando de moleques achou por bem torcer (torcer mesmo, gritando até) para o Borusia. Nada contra, mas era aquela mania de torcer pelo mais fraco e pela torcida mais bonita (pelo que entendi, a torcida do Borusia fez belos espetáculos ao longo da campanha). Mas eram moleques tão chatos que minha tendência pelo Bayern se consolidou rapidamente.
Não comentarei o jogo em si. Passou o momento. Mas vale comentar o passeio.
No primeiro tempo, tive uma impressão negativa do evento. A imagem era 3D, mas os jogadores pareciam estar com uma sombra colorida deles mesmos. O som era excelente, mas um pouco baixo dada a algazarra local.
O intervalo foi preenchido (esvaziado ?) com uma ida ao banheiro. Na volta, uma cena engraçada: um expectador assistia ao intervalo do jogo com os óculos de cabeça para baixo. Achei graça, dei de ombros e voltei ao meu assento.
Assim que o 2o tempo voltou, tive um estalo mental. Decidi inverter meus óculos, assim como fazia aquele sujeito. O mundo mudou.
O 3D passou a encaixar com absoluta perfeição na tela. A polaridade das lentes estava invertida, tanto para mim quanto para ele. Sabe-se lá quanto mais passaram por isso, mas minha treta estava resolvida. 
E tive um espetáculo na tela. Altíssima definição de imagem, 3D real acompanhado das diversas câmeras, zoom e replay. Em resumo, melhor que no estádio
É sério.
Recomendo fortemente.

domingo, 26 de maio de 2013

De que adianta ?

Matéria da Folha de São Paulo mostra clínica para tratamento de dependentes de crack que usa religião entre as técnicas utilizadas.
Na boa, gente, de que adianta trocar um vício por outro? Os dependentes de drogas possuem um conjunto de caracterísitcas psicilógicas, sociais, familiares e até genéticas que os tornou propensos à dependência química. Mas não se pode, e perdoem-me as palavras fortes, descartar a burrice do usuário que foi lá experimentar a porcaria do crack. Uma vez feita a cagada, aquelas características entram em cena e temos o dependente.
Ok, tá explicado.
Mas daí resolvem tirar o sujeito desse ciclo terrível colocando o mesmo indivíduo propenso à dependência em contato com outro tipo de droga, mentalmente ainda mais nociva que a primeira.
E um monte de gente ainda vai achar lindo.
Inferno de vida, viu ?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Um gráfico relevante

O gráfico a seguir é meu peso nos últimos 60 dias.


Epic win, devo dizer sem modéstia. 
Agora vamos de manutenção.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Porque o Brasil odeia o Corinthians

Um tanto comentado esta semana, este vídeo apresenta fatos incontestáveis sobre a nuvem negra que paira sobre o futebol brasileiro nos últimos anos.
Versão inserida, para facilitar a vida das pessoas:

 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Bolsa Família

Como tenho feito ultimamente, mais uma vez deixei um assunto acontecer por inteiro, pois análises e opiniões no calor do momento podem levar a erros. Comento hoje a confusão causada no último sábado por um boato de que o Bolsa Família seria suspenso ou cancelado pelo governo federal. Segue link para o início da confusão.
Em resumo, espalhou-se o boato de que o referido benefício seria extinto. Já me diverte a notícia de que o episódio será investigado pela Polícia Federal. Pergunto como. Também me diverte o governo do PT classificar o episódio de "terrorismo eleitoral". Não foi o mesmo PT que fez isso na eleição de 2010, oras ? No dos outros, é refresco, não?
Mas vamos ao pós-evento. Milhares de pessoas foram a casas lotéricas e agências da Caixa na intenção de sacar o que seria o último benefício. Só isso mostra o desconhecimento sobre como as coisas funcionam: mesmo que o cancelamento fosse real, não haveria necessidade de pressa para nada. Ninguém cancelaria o benefício retroativamente.
Depois, salta aos olhos a depredação de 9 caixas eletrônicos no Maranhão. O motivo era o fato dos mesmos estarem sem dinheiro pelo excesso de saques ocorridos ao longo do dia. Outra mostra de ignorância. 
Mas o que entristece mais são dois aspectos. O primeiro deles, mais evidente, é a contínua dependência que essa população tem do benefício. Prova-se uma vez mais que apenas distribuir dinheiro entre os mais necessitados não elimina a causa do problema, apenas o efeito. A causa é uma baixa produção de bens e serviços, e quanto a isso o governo nada faz. Dá trabalho, afinal.
O segundo, já observado em outros tipos de mobilização, é como o brasileiro é capaz de correr atrás de seus "direitos", mas não consegue se unir por um bem comum. Não se vê tanta gente em manifestações contra a corrupção como se vê em estádios de futebol, em paradas gays, em paradas evangélicas ou em shows gratuitos de cantores decadentes. Somos 200 milhões de indivíduos, mas não somos uma nação.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Star Trek: Além da Escuridão

Na última sexta, com a dica do amigo Laurêncio Cara, fomos assistir Star Trek: Além da Escuridão. Pode ficar tranquilo, amigo leitor, não farei spoilers.
O filme é absurdo de bom. De longe, o melhor da série. Os efeitos estão cada vez melhores, com nenhum respeito pela realidade e leis da física da hora de filmar. Ângulos impossíveis, movimentos complexos e inesperados... Só diversão. 
A atuação de Zachary Quinto me surpreendeu, de novo. Chris Pine não compromete. Figurino espetacular, mesmo em detalhes mínimos. 
E a história é maravilhosa.

Como se tratava de um evento para fãs, vimos muitos fantasiados. Se o vencedor da noite:


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ainda Maioridade Penal

Amigo leitor, enquanto aguardo ansiosamente pela consulta com a nutricionista nesta quarta-feira, dou pitacos finais, da minha parte, sobre a questão da maioridade penal.Vou atacar um único ponto desta vez: a mentira divulgada pelos auto-intitulados humanistas contrários à redução que mostram tabelas e tabelas de países desenvolvidos com maioridade penal elevada (18 ou até 21 anos, de acordo com o mentiroso).
Segue link sobre casos de crianças que foram julgadas como adultas: Jordan Brown, caso Junko Furuta, 2 garotos britânicosPaul Henry Gingerich e ainda ma matéria sobre crianças psicopatas.
Temos casos nos EUA, Japão e Inglaterra. Claro que os esquerdinhas dos direitos dos bandidos vão tentar descaracterizar os EUA da lista, mas já adicionei Japão e Inglaterra para evitar o movimento.
Aprofundando-me no tema, descobri que a maioridade penal na Inglaterra é, de fato, 10 anos de idade. Não os 18 que se divulga por aí. Dez
Então, senhores esquerdopatas da turma do "quanto pior, melhor", ao tentarem salvar seus empreguinhos inúteis, pelo menos não mintam. Essas coisas a gente descobre, ok ?

E deixo para o leito, uma pergunta de suma importância neste debate: por que os que são contrários à redução precisam mentir e distorcer fatos ?

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Provando do próprio veneno

Amigo leitor, eu não tenho falado muito de futebol por aqui. Cansei-me. O jogo está limitado, repetitivo, mecânico mesmo. E as arbitragens são uma lástima que tem tirado consistentemente meu interesse pelo esporte.
E é justamente a arbitragem que me faz escrever sobre a bola hoje. Não vi o jogo todo de ontem entre Corinthians e Boca. Mas entre zips e zaps, vi eu mesmo 2 pênaltis não marcados e 1 gol mal anulado. Comentaram que ainda houve outro gol mal anulado, e a esta altura não tenho porque duvidar.
Adorei !
É a primeira vez em 103 anos de história que o Corinthians é roubado. Torcedores de São Paulo, Santos e Palmeiras falam isso há anos e são sempre tratados como chororô de perdedor. Então chupa essa manga agora.
A arbitragem foi uma das coisas mais tendenciosas vistas nos últimos anos. Todas as queixas alvinegras serão válidas, mas ainda assim, não dou mais a mínima. Sofram mesmo. 
Sofram o que vocês impuseram aos adversários. Reclamem, chorem (na cama, que é lugar quente), gritem mesmo. Chamem de ladrão, e mandem uma carteirinha da Gaviões. Justiça poética foi feita.

Segue paródia musical, de original dos Mamonas Assassinas:
Quanta gente... 
quanta alegria.
Minha felicidade
É o impedimento marcado
No gol que seria...

Agora me deixem voltar à Nascar, que é assunto sério.