quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CQC x Telemarketing

Fazia algum tempo que eu não via nada do CQC. Este bateu no meu radar e vale a pena demais.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Lista Negra

Em um post mais intimista, e até para referência futura, vou periodicamente atualizar a lista de empresas com as quais recuso-me terminantemente a ter qualquer tipo de contato comercial. Com o tempo, pretendo contar cada um desses casos por aqui. Será divertido e, espero, útil.

  • Restrições Definitivas

- Telefônica (inclui todas as subsidiárias como Vivo e TVA)
- TAM
- FIAT
- Shopping Cidade Jardim
- Walmart (apenas parte de horti-fruti)
- Michelin
- Sulamérica Seguros
- CVC
- GS1 Brasil

  • Restrições Temporárias
(neste caso, evito  fazer negócios com a empresa, que está a um passo do veto definitivo)
- Submarino
- Makro
- Eletrolux
- Livrarias Nobel
- TV Bandeirantes
- Rádio Jovem Pan
- Supermercados ECON

Gostei de listar isso! 
Sem prazo para terminar, comprometo-me a explicar o porque de cada uma delas. Em contrapartida, amigo leitor, peço-lhe que evite essas mesmas empresas. Todas elas tem concorrentes a altura, sempre fáceis de se achar e entrar em contato.



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Excursões pela Europa

Futebol só tem graça com piadas...

Excursão do São Paulo pela Europa:
3J 1V 0E 2D 2GP 3GC -1SG
1 título

Excursão do Santos pela Europa:
1J 0V 0E 1D 0GP 8GC -8SG
1 vexame

Excursão do Corinthians pela Europa:
Oi ?


domingo, 4 de agosto de 2013

40 Mapas

Para alegrar o domingo do amigo leitor, um link incrível com 40 mapas curiosíssimos.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Comentário rápido

Minha cunhada Viviane vai para Orlando neste semestre, com a filha e o marido. Prometi a ela mandar um email com dicas e sugestões, o que acabei de fazer. 
Ficou monstruoso. Duvido que ela tenha saco de ler tudo. E ainda resumi o que deu, sem mencionar Tampa, Nasa, Nascar...
O que me impressiona é que, passados dois anos da viagem, ainda me faça tão bem contar aquilo para a pessoas e torcer para que elas gostem metade do quanto eu gostei. Ainda volto lá nesta década.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Desespero Teísta

Em minhas andanças pela internet deparei-me com um desesperado blog teísta montado exclusivamente para apontar as supostas incoerências do discurso neo-ateu. Já faz graça o fato desse blog ter sido abandonado em 2010. Seria falta de fé ?
O blog do cara, embora não use ofensas diretas, é de uma virulência medonha. Mescla mentiras, distorções, suposições e generalizações em doses variadas, de acordo com o argumento a que se propõe a "combater". O termo vai entre aspas, pois além de não combater coisa alguma, mostra a enorme fraqueza do discurso teísta.
Segue o link para a pérola.
O ponto começa no título do blog: "Neo Ateísmo, um Delírio". De cara contém duas observações interessantes. A mais visível é a referência ao livro de Dawkins: Deus, um Delírio. O autor precisa se apoiar nele para existir, o que por si só mostra sua fraqueza. A menos percebida é uso do termo neo-ateu. Verdade seja dita, não é criação dele. Não consegui achar a origem, para ser honesto, mas de todo modo quer-se atribuir sub-grupos a algo que até outro dia nem grupo era. O diferencial seria que os neo-ateus são altamente anti-religiosos além de apenas não acreditar em deus. Pessoalmente eu prefiro dizer "ateísmo militante", mas não me importo com isso. 
De fato, o ateísmo mudou. Deixou de ser uma opinião passiva e pegou em bandeiras, ainda que virtuais. O ateu cansou de ser chamado de "atoa", de sem ética, de mau e partiu para o ataque. E atacar religião, convenhamos, é fácil. São tantas a mazelas e mentiras que o ateu fica até tonto de tantas opções para se deliciar. 
Os teístas tenta reagir e o tal blog é um exemplo. O tipo de distorção mais comum é atribuir características infantis ao ateu ou ao neo ateu. Clássica falácia ad hominen. Óbvio que alguns o são, mas o site desenhas os textos de modo a dar a entender que somos todos assim. Há outros, o leitor pode rir um pouco por lá se quiser.
Também percebo isso em conversa com pessoas teístas. Estão se indignando com maior facilidade, mas o que passa despercebido é que hoje o ateísmo é assunto, o que não era 10 anos atrás. Chamar-nos de modinha não fará com que passemos no próximo verão. 
O que me deixa animado é saber que estamos realmente incomodando. Não somos mais meia duzia de caras estranhos, alguém como um colecionador de selos no século XXI. Eles percebem o efeito do que fazemos. Sentem a fé das pessoas a sua volta, e a deles mesmos, abalada. Precisam de um blog como aquele para se sentirem teístas. A dissonância cognitiva entre crença furada e realidade escancarada já provocou danos irrecuperáveis, e o sujeito se agarra ao que tem para se manter fiel. Nem percebe que não acredita mais. 
Os resultados estão acontecendo. A vitória sobre a crença virá. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

E quando a dúvida vem de cima ?

Qualquer pessoa que se interesse pelo assunto e o pesquise vai descobrir a biografia de Joseph Smith, inventor de religião mórmon. Os textos do Livro de Mórmon não tem qualquer fato científico que o apóie. A quantidade de besteiras escritas só seria superada no século XX pela Cientologia. Coisas como Jesus ter viajado para a América e pregado entre os índios americanos são só o começo da palhaçada. 
Agora, veja o vídeo neste link, por favor.
Ah, delícia. 
Fico muito feliz quando esse tipo de coisa acontece, e tem acontecido com frequência crescente. É esse tipo de notícia que me dá esperanças.







segunda-feira, 29 de julho de 2013

Fã da Velha Escola

Na semana retrasada, a Livraria Cultura promoveu uma versão particular da Virada Cultural com uma série de atividades, incluindo a foma de arte que mais me agrada: cinema. Não pude ir, e me chateei de perder uma rara exibição de Star Wars na tela grande. 
Pois não é que a vida me proporcionou um segunda chance e o MIS promoveu um festival de cinema de culto neste último final de semana?!
Lá fui eu ver Star Wars, episódios 3 e 4. Ô delícia...
Nunca tinha ido ao MIS, e tenho que dizer que a sala é pequena, mas bastante funcional. Excelente som, cadeiras ok e tela de bom tamanho para a sala onde fica. O ingresso a R$ 4,00 é um preço injusto para o que vi: deviam ter cobrado R$ 20. Até o valet local tem um preço bastante honesto: R$ 8 com o carimbo do museu. Os fãs eram da mais alta educação, o que não surpreende dado o caráter da mostra. Mas ainda assim, também dignos de elogio.
Para completar a alegria, a versão de Episódio 4 apresentada era altamente old school: com o logo da Lucasfilm ainda em caracteres, e podendo-se ver os extras de papelão na cerimônia de homenagem a Luke e Han no final. 
Ficam os parabéns à Cultura, pelo evento que não fui e ao MIS pelo que prestigiei e tanto me agradou.

domingo, 28 de julho de 2013

Sobre a Rede Globo

Nunca morri de amores pela Rede Globo, mas não pelos motivos que os petezóides gostariam que fosse. Minha crítica é cultural e feita enquanto telespectador e não política e feita enquanto cidadão.
Entendo que as novelas, por exemplo, além de serem o cúmulo do repetitivismo das histórias, não trazem qualquer tipo de novidade narrativa, técnica ou de formato há, pelo menos, 30 anos. A única coisa que muda é o tipo de erro conceitual que se comete, podendo variar entre científico, geográfico, histórico ou cultural. Em geral, uma combinação de mais de um tipo.
No jornalismo, as notícias são pasteurizada, desprovidas de opinião claramente definida como tal. Em um jornal de 40min é impossível contar tudo que aconteceu no mundo nas últimas 24h. Nisso, há falhas de todo tipo, e não acho que seja um filtro favorável a este ou aquele grupo político, embora erros dessa natureza aconteçam e sejam graves.
Programas de auditório não merecem mais do que 1 linha de texto, de tão inúteis que são.
O que merece algum elogio é a parte esportiva. Merecia.
Aprendi desde cedo a amar automobilismo. Aprendi sozinho, meu pai apenas explicou os conceitos básicos e caminhei sozinho, ao lado de Piquet em 1980, até os dias de hoje. As transmissões são tecnicamente muito boa, e com bons comentários do Reginaldo Leme. Por estranho que pareça, sou fã declarado do Galvão e gosto da maneira emotiva que ele narra, sem aqui ser fanboy e negar os erros que ele comete.
Mas para que isso seja efetivo, é preciso confiabilidade. Eu, como telespectador, preciso ir dormir no sábado sabendo que domingo pela manhã a transmissão estará por mim logo cedo. E isso não existe mais.
Sim, eu sabia que isso poderia acontecer. A Globo, em jihad cristã contra a Record evangélica, deixa de lado o GP da Hungria para transmitir a visita do papa ao Brasil. Fossem as missas papais tão importantes assim, que fossem transmitidas todas as semanas, oras. E, não nos esqueçamos jamais que da mentira que se trata toda e qualquer religião.
A Globo deixa de lado o fã que a acompanha toda semana a troco de um eventozinho mal organizado, totalmente avulso, e ainda tão mentiroso quanto é. O fã ? Ele que se vire. 
Vou me virar, sim. Vou me adaptar e, lentamente, deixar de ver pela televisão e começar a fazer downloads das provas. Melhoro meu inglês e economizo na tv a cabo. 
Para a Rede Globo, ficam meus mais sinceros votos de vai tomar no cu.

sábado, 27 de julho de 2013

Geração Video-Game

Sou exemplo claro e bem definido da primeira geração video-game. O Atari 2600 mudou minha vida, não há como negar isso. A maneira de ver o mundo, os interesses, as disputas entre amigos e até o sedentarismo epidêmico que vemos hoje tem origens naquela caixa de plástico preto com conectores estranhos e dois dispositivos de controle com uma manopla direcional e 1 único botão vermelho no canto superior esquerdo. 
No entanto, foi uma mudança longe de ser tranquila. Os garotos que jogavam bola, quebravam vidraças e pulavam muros para roubar frutas e atormentar idosos sumiram das ruas para dentro das casas. A violência urbana começava a crescer nos anos 80 e muitos pais acharam isso uma ótima ideia. Os carrinhos em miniatura, o futebol de botão e caminho de várzea perderam interesse e só o que importava eram pontuações no Pac-Man e River Raid. Por outro lado, ela consumia uma televisão, muitas vezes para um único interessado, e isso não ia ser fácil para quem queria ver a (porcaria da) novela das 8. Surgiram regras de conduta e horários de uso. E disso vem meu relato a seguir.
Meu Atari foi presente de minha tia Ruth para mim e minha irmã. Sem dúvida, foi o presente mais marcante que ela me deu em toda a vida, e observe-se que aos 18 anos eu ganhei dela o curso da auto-escola para tirar minha CNH. Por motivos que posso até reproduzir mas jamais entenderei, meu pai recusou a entrada do aparelho em casa. O Atari tinha que ficar na casa dela (minha tia). Ainda bem que era na casa ao lado... E toca ajustar horários com tia a avó (que também morava lá) para termos acesso à única televisão da casa e usar no amado atari. 
O video-game tem uma característica cruel mesmo nos dias de hoje: quanto mais se joga, melhor se fica. Parece um comentário bobo, mas logo com uma semana de uso eu comecei a estabelecer minha supremacia sobre minha irmã. Nada a ser coroado: 3 anos mais nova, era natural que tivesse menos coordenação do que eu. Mas os jogos da época eram uma questão de sobreviver aos perigos do jogo. E quanto melhor se joga, mais se sobrevive e, portanto, mais se pratica. E como a prática leva à perfeição, quem fica melhor, joga mais. Forma-se um ciclo virtuoso para quem joga: quanto mais joga, mais consegue jogar. Então o mesmo ciclo se torna vicioso para o outro, ou outra no caso. 
O que na primeira semana eram minutos quase imperceptíveis em poucos meses tornaram-se horas de diferença. Eu era capaz de jogar 2 horas de Pac-Man em uma única partida. Minha irmã, sem chance de treinar, estava estancada nos 10 minutos, e olhe lá. E, verdade seja dita sem modéstia, eu era bom naquela merda.
Claro que ela reclamou da diferença de tempo de jogo, e com razão. Mas aí surgiu o problema dos pais não conseguirem (e em parte não quererem) entender a natureza do aparelho:
- Deixe sua irmã jogar.
- Mas ainda é minha vez !
- Não interessa: deixe ela ela jogar agora !
- Mas só faltam 3 mil pontos para eu bater o recorde.
Puf... Tomada puxada. Gritos justos e choro honesto: era a pura verdade o que eu tinha dito tanto a respeito de ainda ser minha vez quanto a respeito do recorde. Eu não podia provar nenhum dos dois, mas afinal, quem é que realmente dá ouvidos ao filho mais velho, qualquer que seja a família ?
Tentei de tudo. Propus horários de jogo demarcado: ela jogaria no horário X e eu no Y. Propus eu jogar primeiro sob atenção do relógio e ela ter direito ao mesmo tempo de jogo depois. Propus até mesmo trocar meu horário da lição de casa para qualquer outro que não fosse o dela, de modo a aumentar o tempo de acesso ao atari. Nesse ponto, meus pais realmente já estavam de total má vontade comigo e recusaram gratuitamente todas as sugestões com um único argumento:
- Vocês tem que "jogar de dois". 
- Mas isso não existe !
- Não interessa: "joguem de dois".
Anos depois, com os jogos de luta e mais tarde ainda com os adventures cooperativos seria outra história. Na época do ataria, isso não existia. Talvez os jogos de luta tenham sido criado para resolver esse tipo de situação...
Sei que o tempo passou e minha irmã desinteressou-se do atari. Passei a jogar sozinho, calmo e em paz comigo mesmo, dentro da minha concha. Um belo sábado a tarde eu passava pela cozinha indo para minha tia jogar atari. Minha mãe estava alvoroçada na cozinha com as receitas que fazia e puxou conversa de passagem:
- Onde você vai?
- Na tia, joga atari.
- Ok, pode ir.
- Mãe, que bagunça toda é essa na cozinha?
- É que eu estou fazendo um bolo e um pão ao mesmo tempo. Deixei o bolo descansando enquanto assa o pão.
Tive uma epifania nesse momento:
- Ué... não dá para "assar de dois"?
- Como?
- Igual vocês querem do atari.
- ... não entendi, filho...
- "Assar de dois", mãe. Coloca o bolo e o pão ao mesmo tempo no forno.
- Filho, não tem como. O forno não foi feito para isso.
- Ah... o aparelho não foi feito para isso. Interessante, não mãe ?
Ela ficou em silêncio, mas o olhar denunciava a compreensão do argumento. Fui embora jogar, mas antes de ligar o atari, eu já tinha vencido. Mal teve graça naquele dia.