sábado, 24 de agosto de 2013

Bélgica

GP da Bélgica é isso:

Lista Negra: Le Postiche

Amigo leitor, mais uma das minhas empresas banidas. Para hoje, a conhecida marca de bolsas e mochilas Le Postiche.
Para começar, já aviso que não foi em momento algum uma questão de atendimento. Todas, sem exceção, pessoas com quem lidei foi profissionais, cordiais atenciosas e corretas. Todas. É triste o fato deles trabalharem em uma empresa tão incompetente.
Alguns anos atrás eu precisava de uma mochila. A então namorada sugeriu a marca Le Postiche, até por termos acesso a uma loja grande deles nas proximidades do corredor norte-sul (acho que ali já é Moreira Guimarães). 
Tiramos um sábado e fomos até lá. Depois de um processo longo de escolha, optei por uma que pareceu interessante, com vários compartimentos menores, como eu gosto. Comprei, levei.
Cerca de uma semana depois, a mochila começou a soltar o revestimento interno. Em duas semanas, havia faremos por todos os lados. Uma porcaria de acabamento.
Entrei em contato com a loja e fui muito bem atendido, digo de novo. A loja se prontificou a trocar a mochila por outra do mesmo modelo. Pediu apenas alguns dias para providenciá-lo, o que aconteceu de fato.
Outro sábado, desda vez mais rápido, e a mochila foi trocada com mínima burocracia. O ponto é que a mochila trocada também esfarelou em poucos dias. Até pensei em pedir nova troca, mas estava evidente que isso não ia se resolver. O produto é uma porcaria, e fim de papo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Escravos Cubanos

Por essa, eu não esperava, amigo leitor. Já estamos acostumados, amortecidos até, com a quantidade de medidas estúpidas que vemos nos variados níveis e esferas de governo. Qualquer um com mínimo senso crítico sabe que o PT é especialista nisso, embora isso não signifique a perfeição e isenção dos outros, ok?
Mas a história dos médicos cubanos superou qualquer marca. Realmente estou surpreso desta vez.
Para começo de conversa, a saúde pública no Brasil é uma lástima em qualquer aspecto. Falta tudo, e quando dizemos "tudo" isso também quer dizer médicos. Faltam médicos sim, especialmente nos lugares mais afastados e ermos. Em toda essa polêmica, confesso que não vi em nenhum momento ser dito que a importação dos médicos estrangeiros resolveria todos os problemas, e por um momento comecei a apoiar a ideia. A postura do governo parecia ser "Entre outras coisas, faltam médicos. Então tragamos médicos.". 
Ok. Era possível questionar porque faltam médicos. Poderia ser as condições locais, poderia ser o desinteresse do profissional, poderia ser desorganização administrativa... Diversas razões possíveis, provavelmente todas parcialmente relacionadas ao problema. Ao abrir o programa mais médicos a qualquer interessado, inclusive brasileiros, poderia-se estar dando um sério golpe nessa causa dos problemas. Parecia certo.
Até a página 2. 
Agora que se revela e se divulga as condições nas quais os médicos cubanos trabalharão, fica evidente o que o PT está fazendo. Esses caras serão tratados como escravos técnicos altamente treinados. Não receberão salários, pois o dinheiro será repassado ao governo cubano e sua corja de comunistas inescrupulosos em vez de pago diretamente aos profissionais. Mais do que isso, os médicos terão seus passaportes retidos. Desse modo, não poderão sair do país. 
Gente, vem cá: tem muita diferença entre isso e as garotas de programa que são traficadas para a Europa ? Não há liberdade de movimento, não recebem salários, não tem boas condições de trabalho... Hum... Bem, talvez as moças tenham algum prazer no que fazem.
Ok, essa foi fraca. Mas a grande diferença mesmo é que o sistema de trabalho escravo está sendo organizado por um governo!
Caramba, será que desta vez chegamos ao fundo do poço?
Vale observar que os 500 e poucos médicos cubanos que se inscreveram no programa estão cientes das condições. Para eles, vale a pena ser escravo no Brasil em vez de "livre" em Cuba. Vale para os comunistas de plantão perguntarem "por que ?".


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Lista Negra: Copa Airlines

O caso com a Copa Airlines aconteceu em 2011, em minha primeira viagem internacional. Na ocasião, viajei para os EUA, em meu tour de 16 dias pela Flórida. Foram 4 pernas ao todo: São Paulo - Panamá City, Panamá City - Orlando, Orlando - Panamá City e Panamá City - São Paulo. 
A ida transcorreu sem incidentes, com o estranho detalhe de tomar dois cafés da manhã, um em cada voo. Mas vá lá.
A volta parecia tranquila. A escala era meio longa, cerca de 3 horas, mas transcorreu sem incidentes. Porém, eu era o quase típico turista brasileiro em Orlando: comprei montes de coisas. Por "montes" entenda-se que eu fui com uma mala pesando 6,5kg e voltei com duas, pesando 29,5kg e 31,2kg, respectivamente. 
A mais leve não era a menor: era pouco mais de um metro de comprimento para comportar os sabres de luz da turma de jogo. Recheei a mala com outras compras, como roupas, calçados e acessórios comprados por lá. Essa mala estava mais para "sacola", em material flexível. 
Já em Guarulhos, eu aguardava minhas coisas nas esteira. A primeira mala, azul e contendo as coisas mais valiosas, veio rapidamente. A segunda demorou. Já no final da carga aparece uma sacola transparente enorme da Copa, com cerca de 1m de diâmetro, cheia de cacarecos genéricos. Eu olho a saco e vejo um par de pantufas amarelas dentro.
Cacete: essa sacola é minha !
Capturei a mesma. Atrás veio outra, um pouco menor, mas no mesmo grau de baderna: tudo jogado dentro dela. Os 6 sabres vieram alguns minutos depois. A mala estava dentro da segunda sacola, cortada em linhas firmes e ângulos retos, para não haver dúvida de que foi ação humana. 
Juntei tudo e ainda tinha alfândega e freeshop pela frente. Não havia a menor chance de verificar se estava faltando alguma coisa no momento. Toquei em frente. O grau de tensão era baixo, pois os itens caros estavam na outra mala ou na mochila, e os itens sensíveis (os sabres de luz) estavam todos lá. 
Em casa, espalhei tudo pela sala e comecei a conferir as compras. Sim, havia coisas faltando: um perfume encomendado por um colega, um par de óculos escuros, sensor move e controle adicional para o PS3... 
Bem, hora de começar a burocracia. Eu tinha todas as notas fiscais de todas as compras. Sim, eu sou neurótico e isso ia se pagar. Fiz a checagem item por item, tabulei os valores e cheguei a USD 450. Podia ser bem pior.
Entrei em contato com a empresa aérea e registrei a reclamação. Foi um parto isso. Dias até conseguir falar com um ser humano. As alegações eram de que o fax estava quebrado, que o funcionário estava ausente, que na verdade o homem nunca pisou na Lua... Feito o registro, começou o jogo de empurra. 
O assunto se estendeu até julho (voltei dia 13/05). Fiz um registro no Reclame Aqui (e curiosamente, acabei de descobrir que a queixa foi deletada !) e então tive sorte. Fui procurado por uma equipe de reportagem da Rede Globo, para ser personagem de uma matéria sobre problemas em viagens longas. Curiosamente, a Copa me procurou no mesmo dia e fez uma oferta honesta: pagaria os USD 450 se eu assinasse um termo desistindo de qualquer ação indenizatória posterior. 
Aceitei.
Mas bani a empresa da minha vida. E cá estou relatando o ocorrido. 

Não sei se furto foi feito por algum funcionário da Copa. É possível. A mala passou por 3 aeroportos movimentados, e muita coisa pode ter acontecido no caminho. Mas o fato é que eu era o consumidor e a empresa fornecedora era a Copa. A Copa é quem me devia explicações, não a Infraero, a empresa panamenha que administra o belo aeroporto de lá ou ninguém mais. O problema era deles sim. E fugiram da bronca o quanto puderam. 
A Copa é uma empresa econômica e atrativa. Faz esquemas inteligentes de escalas, tornando os voos que precisam ser com escala praticamente voos diretos. Mas não assume a responsabilidade quando a coisa aperta. 
Voar de Copa Airlines é burrice aguda.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Um Belo Fluxograma

Amigo leitor, acompanhe o fluxograma a seguir. Tenho minhas razões para numerar as caixas, e peço um pingo de paciência.

Esse fluxograma representa uma cadeia produtiva, onde cada flecha significa "deriva", "origina". Assim, quem está na ponta de uma flecha é derivado do item anterior. Peguemos o exemplo onde o 1 é a cana-de-açúcar.
Da cana-de-açúcar (1) extraímos o caldo de cana (2). Observe-se que o caldo pode ser consumido como está ou podemos processá-lo. Há várias coisas que se pode tirar do caldo de cana, em processos simples ou complexos. O 3a neste ponto de vista é o açúcar e o 3b é o álcool. Claro que outras coisas podem sair do caldo, e estão conjuntamente representadas pelo 3c (rapadura, por exemplo !), mas não é o nosso foco.
Tanto o 3a (açúcar) quanto o 3b (álcool)  podem ser consumidos como estão (lembrando o 2 - garapa) ou serem usados na produção de outros derivados. 4a poderia ser caramelo e 4c poderia ser um produto de limpeza. Mas eles podem ser reunidos novamente em 4b e, acrescentando-se um aditivo como limão, 4b seria uma capirinha. Já existem até mesmo derivados da caipirinha, ocupando a posição 5 do fluxograma: pudim de caipirinha.
Observemos que os itens todos (3a, 3b, 3c, 4a, 4b, 4c e 5) são todos derivados do 2, sem dúvida (e do 1 por extensão). Mas o 4a é derivado do 3a sem ser derivado do 3b: caramelo é um derivado de açúcar, mas não do álcool. Do mesmo modo, Não faz o menor sentido dizer que o caramelo (4a) esteja na mesma categoria que a caipirinha (4b). 
Bastante visual, não ?
Então vamos aplicar o conceito a outra cadeia produtiva, para ver o que acontece ?
1 - vaca
2 - leite
3a - soro do leite
3b - coalhada
3c - creme de leite, leite em pó, manteiga...
4a - ricota
4b - queijo
4c - coalhada seca
5 - requeijão
O ponto central aqui é que toda essa turma (3a, 3b, 3c, 4a, 4b, 4c e 5) são derivados de leite: laticínios. O processo que conduz de 2 a 3a e 3b (do leite à coalhada e ao soro) é simultâneo, e trata-se de um fracionamento por ação de microorganismos. Não é o mesmo caso da cadeia da cana, onde uma parte é usada em um e outra parte é usada em outro. Mas ainda assim, seja por derivação ou por fracionamento, 3a e 3b são coisas bem distintas em ambas as cadeias. 
E como a ricota (4a) é produzida a partir apenas do soro do leite (3a) sem a presença da coalhada (3b) ela não pode e não deve ser confundida com queijo (4b). E como muito nem observou um assíduo leitor deste blog, o requeijão (5) também não é queijo, por ser derivado deste.
Assunto encerrado, espero. E ai do desgraçado que vier falar em tofu.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Anima Mundi 2013 - Dia 4

Finalizando a maratona de 13 sessões (meu recorde pessoal !), vamos às 4 sessões vistas no sábado.
  • Curtas 8 (sala 1, 18h)
Também chamada de sessão Anima França, pela concentração de curtas franceses (4 em 6) nesta sessão.
Carn conta a história de um menino que se perde em uma tempestade de neve e interage com uma loba para sobreviver. Final surpreendente. Nota 4. 
Rebelote faz incontáveis referência a super-heróis famosos usando sujeitos como Steelman, por exemplo. E consegue narrar uma história interessante de disputas ferrenhas que começam do nada, e podem até atravessar gerações. Técnica em 3D excepcional. Nota 4.
  • Curtas 13 (sala 2, 19h)
Dr. Grordbort Presents: Tejh Deadliest Game usa também técnica em 3D de alta qualidade. A história é um caçador ao estilo dos safaris do século XIX usando armas altamente tecnológicas em um mundo alienígena. Nota 4 por ser previsível no final.
La Goutte de Miel mostrou a história de duas cidades que entram em conflito por causa de uma simples gota de mel. É uma revisitação ao tema da bola de neve que pode ser tornar as consequências de atos pequenos. Nota 4, com a ressalva de que o som é em francês e não havia legendas inteligíveis. Talvez isso seja parte da animação, talvez tenha sido falha técnica. A conferir.
  • Curtas 14 (sala 2, 21h)
Ed foi o melhor curta brasileiro, na minha opinião. Nota 5, fácil. Conta a incrível vida de Ed e suas peripécias, em momentos variados de sua vida. Técnica excelente também, além de final muito bem sacado.
Bird Food mostra um homem alimentando pássaros no parque. Mas as coisas começam a ficar estranhas de repente. Nota 4.
Slight of Hand é nota 5. É uma animação em stopmotion de um personagem que está criando uma animação em stopmotion. O metaplot já estava bom até haver uma mudança de curso. Feita em excelente 3D.
Dip N Dance merece um 4 pela técnica, embora não surpreenda na história. O personagem acaba sendo envolvido em dança descontroladas que vão levando ele pela história, quase sem controle de sua parte.
  • Curtas 16 (sala 3, 22h30)
Boles narra a vida de um escritor que começa a interagir com a estranha vizinha de apartamento. Nota 4 tanto pela técnica quanto pelo final. Talvez merecesse um 5-.
The Reward mereceu 5 pela maneira lúdica e construtiva que narrou a vida de 2 jovens aventureiros, um guerreiro e um mago. O desenho simples e confiável também ajuda.
A Girl Named Elastika é um stopmotion feito apenas com percevejos e elásticos coloridos. Com pouquíssimos recursos, narra-se as aventuras da menina título com grande leveza. Nota 4.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Imbecil do dia (2)

Amigo leitor, vamos fazer um pequeno exercício de imaginação arquitetônica. Não quero complicar nada, apenas pensar em conceitos fáceis e simples de engenharia para um prédio comum, seja ele residencial, comercial ou misto.
O subsolo não tem garagens. Ao contrário, é um grande piscinão, ao estilo dos que são construídos em São Paulo hoje em dia, mas em ocupando a área construída. As bombas do mesmo são responsabilidade do prédio que ficará acima dele. 
Obviamente, esse piscinão é fechado, e o andar térreo é uma área completamente livre e vazada para ar e luz, contendo apenas as colunas de sustentação do prédio, 4 rampas automotivas (duas para subir e duas para descer), ou duas rampas mão dupla, e um acesso para pedestres com escadas e uma rampa acessível. 
Lembrando que o recuo de terreno é obrigatório, essa área recuada teria árvores. 
O acesso para pedestres leva direto para o segundo pavimento com acesso ao primeiro, que é uma área livre para estacionamento de qualquer pessoa. O primeiro andar também é vazado, embora com muretas de proteção resistentes a batidas de carro.
Entre o primeiro e o segundo pavimento, temos apenas duas rampas, ou uma mão dupla, que chega à entrada particular do edifício.Tanto o térreo quando o primeiro andar (estacionamento) são iluminados pelo prédio e às custas deste. Naturalmente, painéis solares na cobertura associadas a baterias podem torna esse custo bem mais em conta.
Resumindo: o prédio começa mesmo no segundo andar. O que hoje seria o térreo cria uma área livre para pedestres e o primeiro andar gera algumas dezenas de vagas de estacionamento para qualquer indivíduo, seja ele morador, trabalhador ou visitante do prédio. Ou qualquer um apenas de passagem por ali. O pé direito desses pavimentos iniciais pode ser mais alto que o usual, aumentando a sensação de conforto encarecendo minimamente a obra. O pavimento de veículos pode, inclusive, ser duplo ou triplo até.
Algum engenheiro civil vai dizer que compliquei alguma coisa? Que quero o que é tecnicamente impossível?
As vantagens disso são diversas:
- Transforma-se área construída em estacionamento, com custos privados. 
- Gera-se área de passeio a pé
- Gera-se áreas verdes.
- Melhor controle pluvial, evitando-se enchentes.
- Reduz-se drasticamente o perímetro do prédio, que deixa de ter muros e passa a ter apenas o controle de acesso de veículos e pessoas, ficando muito mais seguro.
Se fosse construídos alguns desses lado a lado, a região torna-se uma grande palafita de prédios, sem carros atrapalhando as pessoas que poderiam caminhar livremente pelo chão. Um prédio um pouco mais alto já permite que se tenha uma quadra ou uma pista de skate em baixo. Sei lá, amigo leitor, envie sua ideia.
Até entendo que nem todos os condomínios residenciais queiram ficar sem as áreas livres no térreo, mas o projeto encaixa como uma luva para os prédios de escritórios, justamente onde o fluxo de veículos é maior e ficaria sem carros estacionados nas ruas. 

Pois é. Mas em São Paulo caminhamos na contra mão. Segue link
Francamente, sr. Franco, o senhor acha que diminuir as vagas vai fazer as pessoas terem menos carros? O caminho é criar vagas para tirar os carros das ruas e fazer com que o tráfego, seja de carros ou de ônibus, flua melhor. O plano do senhor Franco coloca mais carros estacionados nas ruas. Ele se esquece de que o morador até pode achar bonitinho não ter carro no momento em que se muda para o prédio, mas essa opinião pode mudar com o tempo, e isso gera demanda por vagas, piorando o cenário. 
Fernando de Mello Franco: o burro agudo do dia.

domingo, 18 de agosto de 2013

sábado, 17 de agosto de 2013

Anima Mundi 2013 - Dia 3

Seguimos agora para as sessões da sexta-feira, dia 16.
  • Curtas 4 (sala 3, 18h30)
O único destaque da sessão ficou mesmo para In-between, curta francês nota 4 sobre uma moça que tem um jacaré azul extremamente ciumento. Divertido, além da técnica muito precisa
  • Curtas 3 (sala 2, 21h)
Under the fold narra a amizade entre um garoto filho de um pai desempregado durante a depressão dos anos 30 que faz amizade com uma criatura de papel que se alimenta de recortes de jornal. Nota 4.
Nightmare Factory mostra dois estranhos seres que produzem pesadelos sob encomanda, e registram as imagens de medo das pessoas quando acordam. Porém, eles se desentendem, e um deles começa a sabotar o trabalho do outro. Nota 4 pelo ritmo muito interessante, embora o final não seja algo tão genial assim.
Wind, alemão, mereceu nota 5 deste blogueiro. O mundo descrito é baseado em uma violenta ventania constante em tudo que os cerca. Gostei da técnica, especialmente do movimentos dos objetos no tal vento, com um bom final, sem ser algo fantástico.
  • Curtas 15 (sala 3, 22h30)
Le Grand Ailleurs et le Petit Ici é da escola canadense, com seus típicos curtas nota 4. A história de um homem que vive em um mundo minúsculo e, de repente, descobre o lado externo desse universo. Excessivamente filosófico para meu gosto, mas com lindas imagens em pontilhismo preto e branco.
Love in the Time of Advertisiment é história de um rapaz que opera outdoors e se apaixona por uma vizinha. Sem ter como falar com ela, usa as propagandas para tentar passar seus sentimentos. O texto todo em rima impressiona. Nota 5.
Capitan Orrible in Something Strange Happened ganha um 4 pelo ritmo e consistência da técnica. Conta a história de um capitão pirata (observe a grafia do nome dele) que tem um dia bastante... extraordinário.
Rozaneh é iraniano. Recebeu nota 5 para minha surpresa, embora a ideia não seja original. Conta a história de projéteis em primeira pessoa, durante uma guerra. Técnica irrepreensível.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Anima Mundi 2013 - Dia 2

Amigos, sigo com meu relato, agora sobre as animações vistas no dia 15/08, quinta-feira. Antes de começar, informo que faltou uma da animações, pois me atrasei. Para fins de postagem, vou fingir que ela não existe e comento o que teve de bom assim.
  • Curtas 6 (Sala 2, 19h)
Yellow Sticky Notes é canadense, a escola que mais me agrada há tempos. Fazendo um pequeno spoiler, trata-se de uma coleção de 15 histórias de autores diferentes, todas desenhadas em post-it. Cada um traço, estilo e modo de ver o mundo diferente, mas necessariamente a mesma técnica. Nota 4.
Junkyard é uma história de um rapaz que tem um flashback de sua infância e juventude depois de um... incidente no metrô. O ferro velho em questão teve papel importante na sua vida, assim como os amigos da época. Nota 5-, pelo excelente estilo de desenho e pela montagem da história.
Fallin Floyd é sobre um músico em depressão por uma decepção amorosa. Além da técnica excepcional, muito bem sonorizado, o curta tem um final que, embora não seja genial, é bastante inteligente. Nota 5.
  • Curtas 5 (Sala 2, 21h)
Snack Attack é uma história singela sobre uma senhora que compra um pacote de biscoitos em uma estação de trem, mas não sem ter que lidar com o jovem folgado com quem divide o banco de espera. Animação em falso 3D, tem um belo final em uma história com premissa tão simples. Nota 4.
The Last Belle tem um traço que não é meu preferido, mas bastante consistente. O moça vive os dias de hoje, quando se sente obrigada a ter um namorado. Até que arranja um blind date e vai atrás de sua felicidade. Mas nem tudo dá certo... O destaque fica para uma das falas no começo da história, quando ela conta para a amiga sobre o affair: "He sounds so beautifull in the email...". São os tempos de hoje. Nota 4.
  • Curtas 7 (Sala 3, 22h30)
Veja Requiem for a Romance se você gostou de verdade de O Tigre e o Dragão. Dois lutadores chineses combatem pelos telhados de uma pequena cidade ao som de uma conversa telefônica na qual a moça está terminando o relacionamento com o rapaz. Atente para a coordenação entre o diálogo e os movimentos. Nota 4.
Subconsious Password brinca com uma situação corriqueira em nossas vida: encontrarmos uma pessoa de quem não lembramos o nome. O cérebro do rapaz passa por um game show para lhe dar as pistas necessárias, com a presença de diversos personagens ilustres. Nota 4.
The Chase é bem o que eu quero de uma animação e por isso ganhou nota 5. Uma perseguição de carros com 4 garotas malvadas vai destruindo viaturas da polícia em cenários que misturam Los Angeles, San Francisco e alguma ficção. Lindo final.